Secretário nacional de Segurança anuncia grupo de combate ao crack

Quinze agentes por estado vão participar do programa.
Ex-presidente Fernando Henrique participou de reunião.



O secretário nacional de Segurança Pública Ricardo Balestreri, anunciou nesta sexta-feira (26) a criação de um grupo especializado no combate ao crack em todo o Brasil. 

O anúncio foi feito durante a participação do secretário no III Encontro da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD) na sede do Viva Rio, na Glória, Zona Sul do Rio. Segundo o secretário, o grupo terá a participação de policiais militares, civis e guardas municipais.

Serão ao todo 15 agentes em cada estado brasileiro participando do grupo, que deve ser criado em um mês. 

UPPs elogiadas
Um outro tema discutido na reunião foi a implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades do Rio dominadas por traficantes. Ao lado de propostas de mudanças na legislação nacional antidrogas, que deverá ser apresentada para discussão no Congresso Nacional ainda este ano, as UPPs são uma forma efetiva de combate ao tráfico pesado de drogas e ao domínio territorial de comunidades pobres por traficantes, na opinião dos especialistas presentes no encontro.

A pacificação de comunidades por meio das UPPs foi endossada pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que é ex-presidente da Comissão Latino Americana sobre Drogas e Democracia.

“Fiquei muito bem impressionado com o que vi sobre essa polícia pacificadora no Rio. É algo que merece ser acompanhado. Efetivamente, o clima mudou nesses lugares. São apenas algumas comunidades até agora, num universo de mais de 300 e tantos, só na capital, mas são mais de cem mil pessoas vivendo em paz. E depois temos de começar por algum lugar. Com a UPP, acaba-se o terror imposto por um grupo mínimo de moradores vinculados ao tráfico de drogas. Não acaba o consumo porque este é um processo mais complicado de acabar”, disse o ex-presidente.

Fernando Henrique, que participa das filmagens de um documentário, visitou na quinta-feira (25) a Favela Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul, e a sede da Polícia Civil do Rio, no Centro do Rio. O trabalho tem a intenção de debater mudanças na legislação antidrogas.

Mudança na Lei de Drogas
O número de homicídios – 45 mil por ano – levou o conselho a se reunir mais uma vez, em busca de soluções para interromper a estatística de mortos por causa do uso de drogas no país.

“O que mais preocupa no nosso caso no Brasil é que a droga está ligada diretamente à arma, ao armamento, à violência, então temos que separar essas questões de uma maneira que se possa tratá-la separadamente.

É a terceira vez que a Comissão Brasileira Sobre a Democracia se reúne. A intenção do grupo, que inclui políticos de diferentes partidos, é discutir a lei atual e sugerir modificações e alternativas que levem a um combate mais efetivo ao tráfico de drogas.

Uma das conclusões: a repressão, sozinha, não é uma solução. Outra: pequenos traficantes e usuários não devem ter as mesmas penas que traficantes violentos. Segundo a comissão, a lei brasileira não é clara sobre a quantidade de droga que caracteriza o tráfico.

“A proposta é seguir o caminho que Portugal e outros países como Espanha, Belgica, diversos lugares , inclusive nos EUA, adotaram que é definir uma quantidade mínima básica, que seja individual, claramente quem tem aquela quantidade ou cultiva aquela quantidade é para uso pessoal, não é pra vender”, alegou o diretor da ONG Viva Rio, Rubens César Fernandes.

Segundo a Secretaria Nacional de Segurança, dos cerca de 470 mil presos, 85 mil são por causa de drogas. E desses, 90% não tinham armas nem antecedente criminal.

“O problema é que no Brasil o sujeito que é apreendido com uma pequena quantidade de droga é considerado como traficante e é tratado como basicamente como seria tratado como um grande traficante”, afirmou Balestreri.

As propostas da comissão serão apresentadas ao Conselho Nacional de Justiça no próximo mês.

Efraim é o 5º senador a gastar mais de R$ 2 mil com combustível durante recesso

Após a denúncia de que teria contratado um primo, para trabalhar no I Censo do Legislativo em visita a 20 municípios paraibanos no valor de R$ 10 mil, realizado pelo Interlegis, em 2005, quando liderava  o programa e a primeira-secretaria do Senado, o senador Efraim Morais é alvo mais uma denúncia.

Desta vez, o presidente do Democratas na Paraíba integra a lista dos cinco parlamentares que gastaram mais de R$ 2 mil com combustíveis durante recesso parlamentar deste ano, quando o Congresso Nacional não realizou uma sessão sequer. 

De acordo com o Congresso em Foco, o senador paraibano, pediu ressarcimento no valor de R$ 2.853,00 com despesas de cobustíveis. Os outros senadores que ultrapassaram a estimativa dos R$ 2 mil reais são Neuto de Conto (PMDB-SC), que pediu o reembolso de R$ 6.912,69; Tião Viana (PT-AC), que foi ressarcido em R$ 4.792,40; Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que recebeu R$ 3.594,99; Marconi Perillo (PSDB-GO), que obteve o retorno de R$ 2.982,66. 

Ainda segundo o Congresso em Foco, o Senado desembolsou até agora R$ 332.968,22 para ressarcir despesas de 40 dos 81 senadores em janeiro. O montante daria para “viajar de carro 33 vezes entre as duas capitais mais distantes do país, Porto Alegre (RS) e Boa Vista (RR), distantes 5,34 mil km, cruzar o diâmetro da Terra 13 vezes ou, ainda, dar três vezes voltas em torno do planeta, com seus 40 mil km de circunferência”.



Congresso em Foco

Junção DEM/PSB pode prejudicar Dilma na PB e Vital diz que sigla de Efraim quer demonizar Governo Lula

Junção DEM/PSB pode prejudicar candidatura de Dilma na Paraíba e Vital lembra que é o DEM quem demoniza o Governo Lula 

Critico do governo Lula, DEM se une ao PSB da Paraíba para demonizar Governo Lula e destruir candidatura de Dilma. Vitalzinho afirma que DEM é a antítese do Governo Lula e solta: "o DEM demoniza Lula".

Se dizendo satisfeito com os desdobramentos políticos ocorridos na Paraíba, o deputado federal Vital do Rego Filho (PMDB) não deixou de criticar a recente aliança entre o DEM e o PSB na Paraíba e avaliou como negativa para o Governo Lula e para candidatura da ministra Dilma Rousseff.

“Isso será uma desarrumação ideológica, até porque o DEM é a antítese do Governo Lula, o DEM demoniza Lula. Não se pode pensar em juntar e ter votos do presidente Lula ou daqueles que o apóiam numa chapa em que você está envolvido com o DEM e o PSB”, proferiu.

Para Vital, o processo eleitoral deste ano será plebiscitário e definido em dois blocos, ou seja, os que aprovam o Governo Lula e vão votar em Dilma Rousseff, e os que o reprovam e irão votar na oposição.

“Lula escolheu um técnico para sucedê-lo, escolheu e bancou esse técnico que é a ministra Dilma. Ela tem todas as virtudes para dar continuidade aos avanços iniciados no Governo Lula”, afirmou.

Vitalzinho explicou que isso vai refletir na Paraíba, ou seja, o arco de apoio ao presidente Lula está cercando o Governador José Maranhão. Na visão do deputado, a situação no Estado já tem o apoio do PT e dos partidos de esquerda, e adiantou que o PC do B está caminhando para apoiar Maranhão também.

Quanto ao PTB, o deputado adiantou que apesar de não gostar de tratar de situações partidárias de outros partidos senão o seu, teceu comentário sobre dois amigos como é o caso de Armando Abílio e Carlos Dunga. Disse ele “estou doido que eles estejam juntos e de preferência apoiando o governador José Maranhão. Todos dois são meus amigos e nunca tivemos discussões de ordem política, mas é válido salientar que estamos esperando de braços abertos o entendimento entre eles e o apoio a nossa majoritária”.

Sobre o PDT, Vitalzinho afirmou que tem o apoio do partido e que por isso mesmo está sendo feito esse arco de esquerda no Estado da Paraíba. “Tenho saudades do PDT, é um amor inconcluso para mim. Estive lá durante 15 anos e posso dizer com veemência que o PDT Nacional vota com as duas mãos em Maranhão”, finalizou.

Simone Duarte 
PB Agora