A falta de contratação de aprovados no último concurso da Polícia civil da Paraíba e a falta de valorização da classe provoca um déficit de ao menos 7200 policiais no estado. A afirmação foi dada pelo sindicado da Polícia civil da Paraíba na manhã desta terça-feira (22/04).
Segundo o sindicato, atualmente a Paraíba conta com apenas 1800 policiais civis em atividade, quando há a necessidade de pelo menos 9 mil. A redução do número de homens na corporação se dá pelo motivo de aposentadoria e saída de policiais que preferem trabalhar em outros órgãos motivados pelo baixo salário e desvalorização da categoria.
Nesta terça-feira (22/04), os policiais do estado param por 10h e ameaçam greve geral, caso o governo do estado não atenda os pedidos.
Entenda
Policiais Civis da Paraíba paralisarão suas atividades nesta terça-feira (22/04), e ameaçam greve no estado em protesto contra a Medida Provisória 222.
A paralisação será por um período de 10 horas a partir das 8 da manhã. A categoria dos Policiais Civis (Agentes de investigação, Escrivães de Polícia e Motoristas Policiais) alerta que a paralisação é uma advertência para uma possível paralisação por tempo indeterminado, caso a inconstitucionalidade decorrente da MP venha se concretizar.
A MP 222, segundo o presidente da Associação da Polícia Civil do Estado, Sandro Roberto, além de anular direitos e conquistas dos agentes, fere a Carta Magna em seus Art. 62, 63 e Constituição Estadual no Art. 43, §2º, indo de encontro a vários dispositivos Constitucionais, Legais e Administrativos, em detrimento das demais Categorias.
Em nota, o presidente da Aspol assegura que a MP tem a clara intenção de induzir a atos de inconstitucionalidade da Assembleia Legislativa, mudando a Lei, estabelecidas na LC 85/2008.
Fonte: Radar Sertanejo