Desde que foi notificado o primeiro caso de Aids na Paraíba até esta segunda-feira (02/12), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) já contabiliza 5.412 regristos de pessoas com o vírus HIV. Mas esse grupo pode representar apenas a décima parte do universo total de infectados, considerando uma estimativa feita pelo órgão que, para cada caso diagnosticado, há, no mínimo outros nove que não são detectados. Com isso, o número estimado de pessoas com Aids no Estado ultrapassa os 50 mil, segundo Ivoneide Lucena, gerente de DST/Aids da SES. Sem saber que têm a doença, os soropositivos perdem as chances de viver mais e melhor e seguem infectando outras pessoas.
Este ano, 340 novos casos foram detectados no Estado, sendo 150 homens e 190 mulheres. Ontem, durante a programação alusiva ao Dia Internacional de Combate à Aids, a Secretaria de Saúde realizou cerca de 800 testes rápidos de HIV, Sífilis e Hepatite, em um stand montado na Praia do Cabo Branco. E somente nas duas primeiras horas de atendimento surgiram dois novos casos de HIV, um de Sífilis e um de Hepatite C. A secretária-executiva da Saúde, Cláudia Veras, lembrou que os testes rápidos estão disponíveis no Hospital Clementino Fraga, referência para o tratamento, e nas unidades de Saúde de todo o Estado.
Seu Severino José Filho é carpinteiro e não tem tempo durante a semana de fazer exames preventivos. Ele aproveitou a mobilização para fazer os testes rápidos. “Não tem essa história de ter vergonha não, o importante é a saúde, saber se está tudo bem”, comentou. No local ele ainda recebeu orientações sobre os cuidados com a relação sexual, além de preservativos e lubrificantes gratuitos. Segundo Ivoneide Lucena, a falta de prevenção é o principal fator de risco. “Não existem mais grupos de risco e sim situações de risco. As pessoas precisar colocar a camisinha em suas relações, porque rosto bonito e aparência saudável não são atestados de saúde”, alertou.
Cerca de 70% dos municípios paraibanos já dispõe do teste rápido para DSTs. Os casos positivos são encaminhados para o Hospital Clementino Fraga, para o acompanhamento. Além da distribuição de medicamentos, a unidade oferece acompanhamento psicoterapêutico, atendimentos com permanência por hora, dia ou internação, UTI, ambulatório multidisciplinar, serviços de imagem e laboratório de análise. “O paciente encontra todos os serviços necessários na unidade, para que não precise fazer deslocamentos”, detalhou Adriana Teixeira, diretora do hospital.
Fonte: Portal Correio