Após rebeliões, Estado investigará entrada de celulares em presídios da Paraíba


Resgate dos presosO secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, Walber Virgulino, confirmou a abertura de inquérito administrativo e policial para investigar houve conivência de agentes penitenciários na entrada de objetos ilícitos dentro da Penitenciária Flósculo Nóbrega, conhecida como presídio do Roger, situada em João Pessoa.

A investigação foi instaurada devido à apreensão de diversos celulares, espetos e drogas (maconha e crack) durante duas operações de pente fino, após a rebelião ocorrida nesta segunda-feira (28), que deixou um morto e 17 feridos. Algumas celas foram destruídas parcialmente, mas já foram reformadas, conforme o secretário.

De acordo com o último boletim médico do Hospital de Emergência e Trauma da Capital, para onde os feridos foram encaminhados, três detentos continuam internados em estado regular não correndo risco de morte.

Virgulino descartou que as rebeliões ocorridas ontem (28), em João Pessoa e Guarabira não tiveram ligações e revelou que o tumulto ocorrido no Presídio do Roger foi causado por brigas entre grupos rivais. “Não tem nenhuma ligação. Só para ter uma ideia, no presídio de Guarabira não tem integrantes de facções criminosas. Foram casos isolados”.

Segundo informações do 4º BPM, a rebelião no Presídio João Bosco Carneiro, no município de Guarabira, Brejo paraibano, resultou no saldo de um morto e sete feridos. Policiais vão realizar uma inspeção dentro da unidade para possível apreensão de objetos que foram utilizados no confronto.

O tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, gerente executivo Sistema Penitenciário da Paraíba (Seap), informou que cinco detentos do Roger foram transferidos para a Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Abrantes, conhecida como PB1.

Hyldo Pereira-Portal Correio