“Efraim representa o que há de deplorável no Congresso e RC persegue evangélicos”

Foi com a disposição de colocar tudo em “pratos limpos” que o ex-deputado federal, Walter Brito Neto (PRB), concedeu entrevista ao ClickPB, onde fez graves acusações contra o senador e presidente dos Democratas na Paraíba, Efraim Morais, além de levantar suspeitas contra o Poder Judiciário. Sobrou até para o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, que segundo WBN vem perseguindo os templos evangélicos em João Pessoa. “Se ele virar governador vai perseguir os evangélicos de toda Paraíba”, avisa o jovem político, fazendo referência, segundo ele, a decisão da procuradoria do município de recorrer da doação de terrenos para igrejas. 

Para WBN Ricardo “se perdeu no caminho” ao se aliar com Efraim e até o ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), foi alvo de críticas do ex-deputado que lamentou o tratamento que o grupo do ex-chefe do Executivo vem dando ao senador Cícero tucano, Lucena. “Eu tenho até alguma admiração pelo ex-governador, mas o que ele está fazendo com Cícero, a meu ver, é muito errado. Ninguém pode esquecer as provas de fidelidade e lealdade já dadas por Cícero Lucena para Cássio e Ronaldo”, disse. E mais: “Eu acho que Ricardo Coutinho se perdeu no caminho ao se aliar a um político com as práticas do senador Efraim Morais que representa o que há de mais decadente e deplorável na política nacional”. 

Responsabilizando diretamente o presidente de seu antigo partido pela perda do seu mandato, Walter Brito não poupou adjetivos ruins para descrever Efraim: “O que provocou minha cassação foi a política mesquinha e medíocre do senador Efraim Morais”. 

Walter lembrou os atos secretos e dos contratos assinados por Efraim no período em que presidia a secretaria do senado. “A Paraíba não pode esquecer os atos secretos e nem os contratos que foram cancelados por suspeita de desvio de conduta. Ele (Efraim) está envolvido em sociedades secretas com ex-credores do senado, sociedades estas que são ilícitas”. 

VEJA A ENTREVISTA 

Janildo Silva – O senhor acredita que sua cassação foi injusta com base em que argumentos? Afinal, boa parte da sociedade concordou com o entendimento do STF para garantir a fidelidade partidária. 

Walter Brito Neto - Lamento que o judiciário funcione com dois pesos e duas medidas. Mais de cinquenta parlamentares mudaram de partido e só eu fui punido com a perda do mandato. Porque não puniram o Fernando Collor nem a Marina Silva? 

JS – Mas é uma resolução com força de Lei ou senhor não sabia disso? 

WBN - O curioso é que esta resolução esdrúxula do TSE foi aprovada depois das eleições, mas mesmo assim foi suficiente para cassar meu mandato, enquanto que o Congresso Nacional aprovou a PEC dos vereadores e o STF entendeu que a mesma só teria validade nas próximas eleições. Eles usam dois pesos e duas medidas. 

JS – O senhor fala em perseguição a sua pessoa, mas como provar isso? 

WBN - A discriminação a minha pessoa começou na campanha eleitoral, onde o filho do senador, hoje deputado Efraim Filho, tinha um minuto e vinte segundos de tempo no guia eleitoral, enquanto que eu tinha que me contentar com trinta segundos esporadicamente. 

JS – No início de nossa conversa o senhor falou em acordos que não foram cumpridos. Que acordos eram estes? 

WBN - Efraim combinou que entregaria o comando do Democratas de Campina Grande para mim e não cumpriu. O que ele fez foi fechar o partido na segunda maior cidade do estado. 

JS – Como Efraim é conhecido nos bastidores do Congresso Nacional? 

WBN - O fato de ele ter sido uma das pessoas comandaram a CPI dos Bingos e isto não ter dado em nada foi muito ruim para a imagem dele junto aos colegas, além disso, ele é conhecido pelo escândalo dos contratos do senado. Também em outro escândalo, no caso dos contratos o problema é tão sério que o responsável pelo cancelamento destes contratos foi um senador que é colega de partido de Efraim. Foi a atitude do sucessor dele que confirmou as suspeitas da sociedade. 

JS – Honestamente, o senhor fez várias críticas. Será que o mandato de Efraim para o senhor não serviu de nada? 

WBN - O mandato de Efraim só serviu para agredir o presidente Lula. Hoje, a Paraíba tem outro senador que este sim trabalha... Roberto Cavalcanti, do meu partido já apresentou projetos sérios no senado e tem uma atuação brilhante. 

JS – Qual será a grande diferença do Walter Brito que disputou a última eleição para o Congresso Nacional, para este de 2010? 

WBN - Eu me sinto mais maduro, mais preparado e habilitado para novos embates e um novo mandato. Vocês podem esperar um candidato com vontade de debater e prestar serviço a Paraíba. 

JS - Suas críticas ao Judiciário são tão sérias quanto as que o senhor faz ao senador Efraim. O senhor não vê o STF e o TSE como órgãos independentes? 

WBN - Os ministros do Supremo são escolhidos por indicação política. Eles não são servidores de carreira e foram indicações, como eu já disse, políticas, portanto cabe sempre uma suspeita. Esta é que é a verdade. 



Janildo Silva 
ClickPB 

Irreversível, a pré-candidatura de Wellington ao Senado vira um movimento suprapartidário


Algumas pessoas podem dizer que a festa de confraternização do mandato do deputado Wellington Roberto foi exagerada e que a estrutura montada parecia a de um pré-candidato a governador ou até mesmo suporte só oferecido a quem é governador.

É possível que por inveja ou falta do que fazer ou dizer, um ou outro diga que não foi um sucesso porque faltaram 10 prefeitos para bater a meta de 68 estipulada. Pela festa passaram para cumprimentar Wellington exatos 58 prefeitos, mas quem faltou mandou representante, tipo um parente ou o presidente da Câmara e toda a bancada.

Certamente uns poucos maldosos vão querer truncar o discurso de Welllington para gerar intriga entre ele e Cícero. Aliás, Wellington e o senador  Cícero foram recebidos calorosamente pelos prefeitos.

Talvez até haja quem tenha a coragem de dizer que o evento nem aconteceu e que tudo isso é armação da mídia.

Mas, absolutamente ninguém poderá questionar o fato de que Wellington tem musculatura para disputar e arrebatar uma vaga de senador.

O que se viu sábado em Areia Dourada foi uma das maiores demonstrações de força que um líder pode dá. Tinha Polyana do PT, João do DEM e Galego do PMDB. Pombal, Sapé e São bento, três pólos estratégicos e de grande densidade eleitoral. Deputados Ruy Carneiro e Fabiano Lucena; vereadores Hervázio, Marcus Vinicius e João dos Santos , todos da Capital. Mas também anotamos a presença de mais de duzentos vereadores do interior. Tião Gosmes, ex-deputado e presidente da Funasa esteve por lá.

A festa foi suprapartidária, como suprapartidária é a base que quer Welllington de novo senador. O resto é esperneio.

Blogdodercio

PC do B só vota em quem está na base de Lula, diz direção


Agamenon Sarinho, presidente estadual, diz que legenda não apóia aliança com PSDB e DEM

O presidente estadual do Partido Comunista do Brasil, Agamenon Sarinho, revelou na manhã desta segunda-feira (1) que o PC do B decidiu, neste final de semana, que não fará alianças com legendas que não tenham identidade ideológica com os comunistas.

Segundo ele, a política de alianças do PC do B é vinculada a partidos engajados no projeto do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). “Os partidos que fazem oposição a Lula não podem receber nosso apoio, a exemplo do PSDB e do Democratas”, disse.

Ele adiantou que no dia 20 de fevereiro haverá um encontro estadual para decidir o posicionamento da sigla nas eleições deste ano, mas segundo o presidente, a tendência é que os comunistas marchem em prol do projeto de José Maranhão (PMDB).

Aliado de Cássio, Biu Fernandes flerta com Veneziano

O colunista do Portal PB Agora, Carlos Magno registrou um grande encontro encenado pelo prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB) com o aliado do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), o deputado Biu Fernandes. O encontro foi testemunhado pelo analista político e ex-deputado Gilvan Freire (PMDB).

O palco do encontro foi no Gabinete do Prefeito, na semana passada, durante solenidade de assinatura do convênio entre a PMCG e os clubes de futebol profissional de Campina grande: Treze e Campinense.

O encontro ocorreu de forma inesperada. Biu Fernandes chegou ao Gabinete pouco antes da solenidade e foi recebido na ante-sala de Veneziano pelo Secretário Executivo Gilson Lira. No momento, Veneziano conversava com o ex-deputado federal Gilvan Freire e, ao tomar conhecimento da presença de Biu, o chamou para a conversa.

A foto foi tirada no gabinete de Veneziano e mostra os três num clima de cordialidade. Porém, o teor da conversa, não foi relatado.

O deputado Biu Fernandes é suplente na ALPB e sempre defendeu o grupo Cunha Lima 



PBAGORA

Pacto informal entre maranhistas e cassistas anula Ricardo Coutinho


Só não vê quem não quer. Maranhistas e cassistas firmaram um pacto informal para anular as pretensões político-eleitorais do prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB). E conseguiram o que queriam: Ricardo está isolado, sem discurso convincente, perdendo apoios importantes entre correligionários e partidos da sua base de sustentação, sem ajuda ou cumplicidade moral de grande parte do seu próprio coletivo e, principalmente, caindo no descrédito popular.
É claro que o governador José Maranhão (PMDB) e o governador cassado Cássio Cunha Lima (PSDB) – e nem seus auxiliares mais diretos – chegaram a sentar em torno de uma mesa para planejar o fim político de Ricardo. Isso seria maldoso demais. Mas dentro do contexto dos acontecimentos dos últimos dez meses, os dois grupos observaram que poderiam deixar momentaneamente seus embates particulares de lado e jogar toda a responsabilidade do processo eleitoral nas costas do descuidado Ricardo. Algo mais ou menos assim: “No momento, vamos anular o nosso entrave em comum, que é esse Mago bobo e, lá na frente, a briga é entre a gente, certo?”.
Basta observar que, de dois meses para cá, não está ocorrendo nenhuma grande escaramuça direta entre Maranhão e Cássio. O que é de se estranhar. Se os cassistas dizem que Maranhão comanda um governo ilegítimo, por que têm poupado bombardeios à atual administração? Se Cássio foi cassado por crimes eleitorais e deitou e rolou na administração pública do estado antes de deixar à força o Palácio da Redenção, por que os maranhistas o tem poupado de denúncias?
Enquanto isso, Ricardo é bombardeado por todos os lados: do senador Cícero Lucena (PSDB), pré-candidato ao governo e um quase irmão de Cássio Cunha Lima; do próprio governador Maranhão e de todo seus homens de confiança do governo; dos antigos desafetos: Nadja Palitot (PSL), Francisco Barreto (PTN), Aníbal Marcolino (PSL), entre outros; e dos novos adversários, como Sérgio da Sac e Felipe Leitão, ambos do PRP.
Logo após a confirmação de cassação de Cássio e a posse de Maranhão no início de 2009, o normal seria uma seqüência de escaramuças entre os dois grupos… Mas o que se viu foi uma providencial guinada dos holofotes para Ricardo Coutinho, considerado até então o novo na política paraibana, o melhor prefeito da Capital da Paraíba de todos os tempos, uma quase unanimidade dentro e fora do estado… Aquele que poderia mudar o rumo da história e pôr fim à supremacia das famílias quatrocentonas que há décadas ocupam o Palácio da Redenção e mantêm o povo paraibano sob julgo.
Ricardo chegou à prefeitura da Capital levando uma nova mentalidade e uma multidão de auxiliares oriunda das mais diversas camadas da sociedade paraibana. Em quase sua totalidade, gente sem vínculos com as famílias tradicionais da elite do estado. Fez uma excelente administração e mostrou que gente do povo é capaz de governar… Isso incomodou… E muito!
O prefeito de João Pessoa cresceu e era a bola-da-vez para ocupar o comando do destino paraibano. Claro que levando para as hostes governamentais os mesmos métodos empregados em seu governo socialista que se iniciou em 2005 e com o mesmo leque de auxiliares vindo das camadas populares da Paraíba.
É claro que as famílias quatrocentonas que são sustentadas pelos grupos maranhista e cassista não iam suportar mais essa. Então, o pacto informal, o acordo branco, para impedir a progressão dos neoburgueses de Ricardo, começou a se desenhar.
Ricardo não percebeu. Seu coletivo mais chegado do círculo do poder cegou. E todos engoliram a isca de Cássio e de Maranhão, com a ajuda e o sarcasmo dos democratas do senador Efraim Morais (DEM). Ricardo está sem discurso, caindo no descrédito popular e só quem ganha com isso são os mesmos de sempre: Cássio, Maranhão, Cícero, Efraim e todas aquelas tradicionais famílias que só sobrevivem mamando nas tetas do erário.
Ricardo está a um passo de concretizar sua anulação político-eleitoral. E quando isso ocorrer em definitivo – provavelmente em meados de abril – aí o tirinete volta a pegar fogo entre cassistas e maranhistas… Por enquanto, o pacto é engambelar o Mago bobo e os líderes do coletivo socialista; líderes que estão cegos pelo poder e que encaminharam o chefe para uma armadilha. Um caminho sem volta, pois a população não aprova os fracos e os bobos.

Maria de Assis Codorna

Depois de entrega de documento, RC ignora solicitação do PTB sobre vice e não dá resposta

Depois de entrega de documento na PMJP, RC ignora solicitação do PTB para indicar vice e não emite resposta

Há pelo oito dias com o documento do PTB em mãos, o prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho (PSB) ignora solicitação e mantém silêncio sobre a indicação do vice na chapa majoritária.

Em entrevista neste domingo, o presidente do diretório regional do partido, deputado Armando Abílio informou que o documento já foi entregue ao socialista, porém o partido ainda não recebeu resposta sobre quando o prefeito irá se reunir com o partido para ouvir a solicitação da sigla.

”Enviamos um convite para o pré-candidato a governador Ricardo Coutinho, convidando-o para participar de um encontro com o PTB Estadual e outros membros do partido”, disse.

Abílio ressaltou que o documento foi entregue na prefeitura, há cerca de oito dias.

“Até agora o PTB não recebeu nenhuma resposta do prefeito e na ocasião iremos entregar um documento ratificando o nome de Carlos Dunga para ser seu companheiro de chapa” comentou.

”Estamos esperando qualquer tipo de comunicação do prefeito Ricardo, exatamente para que nós tenhamos condições de continuar esta conversa” disse. 

 O candidato indicado pelo partido, Carlos Dunga (PTB) defendeu que a definição seja tomada logo depois do carnaval.

"Essa questão já foi colocada, oficialmente, para o candidato Ricardo Coutinho. Pedimos que até o final do mês de fevereiro seja dada esta definição", enfatizou.

PB Agora