Cássio ta dando bandeira demais: evidências apontam na perspectiva dele renunciar em favor de Sílvia até a próxima sexta-feira


Cássio é um dos líderes mais carismáticos que a Paraíba já teve, mas é odiado na mesma proporção que é amado. Foi constituinte ainda rapazola e a novidade parou por aí.
Nunca foi um prefeito operoso para Campina Grande, limitou-se a fazer firula com os grandes eventos. Como governador, nunca comandou a máquina, comia na mão dos outros.
Sempre esteve mais para pop star do que para gestor. O problema é que ele queria platéia e o povo queria um governador.
Governador eleito por uma peinha de nada contra um Roberto Paulino lançado de última hora, ele quase perdeu, do mesmo jeito que perdeu para Enivaldo Ribeiro dentro da zona urbana e foi salvo pelo gongo pelas práticas antigas da compra do voto na zona rural.
Agora Cássio está à beira de um dilema. Mantém-se candidato ao Senado e corre riscos de uma cassação a curtíssimo prazo ou lança a esposa, Sílvia Cunha Lima, figura preservadíssima, às feras e aos humores da opinião pública.
Ontem o STF se manteve indeciso no que se refere ao Ficha Limpa, mas Cássio é racional e pragmático e não pode vacilar ao vento das oscilações dos ministros daquela Corte.
Cássio tem uma estratégia óbvia e ululante: renunciará na última hora, naquele vácuo em que os noticiários da mídia já não formam mais opinião.
Anotem aí: Cássio renuncia na próxima sexta-feira. Aliás, ele nunca foi candidato, esteve apenas guardando a vaga do clã.
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