Adriano se impõe e leva Flamengo à vitória sobre o Fluminense


A semana que antecedeu ao último clássico da década no Maracanã foi quente, e Adriano não poupou críticas ao técnico Cuca e ao zagueiro Digão, que o teria provocado. Além de dar sua resposta aos microfones, o Imperador se impôs em campo e anotou os gols [agora é artilheiro, com 15] da vitória do Flamengo sobre o Fluminense por 2 a 0, neste domingo, no Maracanã, em jogo válido pela 27 rodada do Campeonato Brasileiro. O clássico estabeleceu o recorde de público do ano no futebol brasileiro: 78.404 pagantes.


"Voltei a "jogar bem. Tenho de trabalhar para melhorar a cada dia e mostrar que poss estar na seleção. No primeiro tempo fui marcado, a defesa do Fluminense estava compacta e recebi pouca bola. Mas no segundo melhorou", avaliou Adriano.


Com o resultado, o Rubro-Negro chegou a 41 pontos e assumiu a sexta posição, entrando definitivamente na briga por uma vaga entre os clubes classificados à Copa Libertadores. Já o Tricolor, com 21, segue na lanterna e mais perto do rebaixamento à Série B.

"Fizemos um bom primeito tempo, mas depois não mantivemos isso para a segunda etapa. Encaramos um time muito forte. Mas não podemos baixar a cabeça, ainda há espperança", analiso o goleiro Rafael.

Ambos os times voltam a jogar na próxima quarta-feira, às 21h50. O Flamengo viaja para Salvador para enfrentar o Vitória, no Barradão, enquanto o Fluminense recebe no Maracanã o Corinthians.

As equipes iniciaram o jogo com esquemas parecidos, com dois meias e dois atacantes. No Fla, o quarteto ofensivo era formado por Petkovic, Zé Roberto, Dênis Marques e Adriano, com Everton na lateral esquerda e Juan no banco. Já o Flu tinha Conca, Fábio Neves, Adeilson e Alan.

Este último, por sinal, desperdiçou, aos 9min e aos 27min, duas chances incríveis, quando esteve livre na frente de Bruno. Já pelo lado rubro-negro a melhor oportunidade aconteceu aos 4min, quando Zé Roberto chutou em cima de Rafael. No geral, o Flu foi mais perigoso, apesar dos inúmeros erros de passes dos times.

O segundo tempo começou mais animado. Logo com um minuto Petkovic acionou Adriano, que chutou para boa defesa de Rafael. Pouco depois, do outro lado do campo, Conca ergueu a bola na área e Bruno, atabalhoado, derrubou Digão, mas nada foi marcado. Aos seis, festa rubro-negra.

Fabinho errou na saída de bola. Zé Roberto, esperto, tomou a posse e serviu Adriano. Com calma, o Imperador ajeitou para a perna esquerda, tirando dois adversários, e bateu cruzado, rasteiro. Alguns minutos mais tarde, a tensão tomou conta do jogo. O jovem Alan recebeu uma pancada frontal na cabeça, em disputa de bola com o zagueiro David, e caiu desmaiado. Prontamente, o atacante foi encaminhado ao hospital. Roni entrou em seu lugar.

Após cinco minutos de paralisação, o jogo foi reiniciado e o Flamengo seguiu comandando as ações. Aos 18, Leonardo Moura acertou lançamento primoroso e deixou Adriano livre para ampliar. O restante da partida seguiu sob controle rubro-negro. O time da Gávea não ampliou por excesso de preciosismo em alguns lances, enquanto o Tricolor desfilou apático os últimos minutos.

Entre tantas indefinições, uma certeza: oposição continua dividida para 2010

As mudanças de partido, finalizadas ontem, já permitem traçar um cenário de como vão ser as eleições de 2010 na Paraíba. Pelo lado das oposições a expectativa é que as principais forças políticas apresentem duas candidaturas: Ricardo Coutinho e Cícero Lucena. Do lado situacionista, existe como certa a candidatura a reeleição do governador José Maranhão, pelo PMDB. O PT ainda está dividido entre José Maranhão e Ricardo Coutinho.


O senador Cícero Lucena (PSDB) já por diversas vezes tem dito que não abre mão da sua candidatura ao Governo do Estado em 2010. Ele não quer nem ouvir falar de uma aliança com o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho. Cícero preside o diretório estadual do PSDB e defende que o partido tenha candidatura própria a governador.

O partido do senador está dividido. A ala ligada ao ex-governador Cássio Cunha Lima defende para já uma aliança com o prefeito da Capital. O deputado Zenóbio Toscano teme pelo fiasco da candidatura de Cícero Lucena, tal como aconteceu com a candidatura de Ulisses Guimarães na eleição presidencial de 1989.

No PSB não existe mais nenhuma dúvida de que Ricardo Coutinho, o maior líder do partido, seja mesmo candidato a governador. O próprio prefeito acredita que mais cedo ou mais tarde a sua candidatura estará ganhando as ruas de toda a Paraíba. O partido tem buscado firmar alianças com vistas a fortalecer o nome de Ricardo.

Ricardo está no páreo confiante de que seu nome conseguirá a união das oposições para derrotar o esquema político do governador José Maranhão. Por seu turno, Maranhão amplia os apoios e tenta manter a aliança com o PT, que poderá novamente indicar um nome para a chapa majoritária.

Armando Abílio reafirma resistência e admite aliança com Maranhão para evitar Efraim Morais

Armando reafirma resistência ao DEM e admite aliança com Maranhão para evitar palanque com Efraim Morais


Para provar que não está brincando, o deputado federal Armando Abílio, presidente do PTB paraibano, admitiu ontem, durante festa de casamento da filha do advogado Jhonson Abrantes, no Paço dos Leões, que não descarta aliança nem com o governador José Maranhão (PMDB) para evitar ter que subir no palanque com o senador Efraim Morais, presidente do DEM paraibano.

"Já disse e repito: não aceitaremos a presença do Democratas na chapa majoritária. Se for assim, o PTB está fora", dizia Armando Abílio, sem reservas, durante festa que contava com a presença do ex-governador Cássio Cunha Lima e ainda dos senadores Cícero Lucena e do próprio Efraim Morais.

Abílio reforçou a tese de que o PTB não pode ser excluído da composição de chapa com o prefeito Ricardo Coutinho (PSB). Ele lembrou que a legenda foi uma das primeiras a defenderem a aliança. E disse ainda que o partido tem estrutura e quadros para promover uma indicação que fortaleça a chapa.

Apesar de admitir possibilide de aliança com Maranhão para evitar a presença de Efraim na chapa, Abílio negou que esteje em conversações para aderir ao projeto do governador. "Se fosse para compor com Maranhão teríamos ido no início do governo quando ofereceram secretarias e participação no governo", disse.