Detentos paraibanos alcançam 25% de aprovação no Enem


De acordo com a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), dos 262 detentos paraibanos que se submeteram ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), 64 (25%) conseguiram aprovação. As provas doram aplicadas em 16 unidades prisionais da Paraíba nos dias 4 e 5 de dezembro de 2012. Os reeducandos se submeteram a provas de Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens, Matemática e Redação. A participação no exame deste ano é cinco vezes maior que em 2011, sendo que, desta vez. Os aprovados agora estão aptos a participar dos programas de acesso ao ensino superior do Governo Federal, como o Programa Universidade Para Todos (Prouni) ou o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Eles podem requerer a certificação referente ao ensino médio junto à Secretaria de Educação do Estado.

Mais vagas – Para este ano, as metas da política estadual de educação nas unidades prisionais incluem, além da capacitação continuada de professores e técnicos, um aumento de pelo menos 20% na oferta de vagas e no número de salas de aula nos estabelecimentos penais no Estado. Hoje há 22 salas.

Nos próximos dias 6 e 7 de fevereiro, o coordenador do "Programa Cidadania é Liberdade – Eixo Educação", professor Mazukyevicz Silva, que também é membro do Comitê Nacional de Assessoramento aos Exames de Certificação nas Unidades Prisionais, participará de reunião no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas em Educação Anísio Teixeira (Inep), em Brasília, para tratar do balanço do Enem Prisional 2012 e dos preparativos para a aplicação do Exame Nacional de Certificação de Competências (Encceja) 2013.

O coordenador assegura que a participação dos reeducandos da Paraíba no Enem, Encceja e no Supletivo vem sendo tratada como prioridade. “Tais ações, além de serem fundamentais como forma de avaliação da qualidade dos serviços de Educação nas penitenciárias do Estado, funcionam como um aliado na busca pela ressocialização, por que a certificação abre novos horizontes para o privado de liberdade, ajudando assim a quebrar o ciclo da criminalidade”.

SECOM-PB