Alerta sobre pessoas que clonam celulares


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Fórum Eleitoral de Santa Luzia lota no último dia para regularizar o título


O último dia para ajustar as obrigações com a Justiça Eleitoral, regularizar o título, tirar título eleitoral, entre outras pendencias, hoje, levou muita gente ao Fórum Eleitoral Des. Sílvio Ramalho, da 26 Zona Eleitoral da Paraíba.

Durante todo o dia de hoje o Fórum Eleitoral de Santa Luzia ficou lotado de eleitores de várias partes do Vale do Sabugi.

Sertao1

CONFIRMADO: Aviões do Forró no João Pedro de Várzea, no dia 08 de julho

SEGUNDO A AGENDA DA BANDA AVIÕES DO FORRÓ, A BANDA ESTÁ CONFIRMADA NO JOÃO PEDRO 2012

Seis presos da Operação Dublê são liberados em Patos após cumprir prisão temporária


Foram liberados do Presídio Regional de Patos, no Sertão paraibano, na noite de ontem (08/05), seis dos oito presos por envolvimento na Operação Dublê que investiga o desvio de R$ 5 milhões dos cofres públicos da Paraíba. A informação foi passada pelo agente Macedo, da Polícia Federal de Patos. A delegada da PF Mariana Cavalcanti, responsável pelas investigações, já havia adiantado que esses suspeitos seriam soltos porque o mandado de prisão expedido contra eles era temporário, o que permite a reclusão por até cinco dias.

Permanecem presos o prefeito da cidade de Cacimba de Areia, Inácio Roberto de Lira Campos (PMDB), que se entregou à Polícia Federal na manhã desta terça, e o prefeito de Catingueira Edvan Félix (PR), que, apesar de ter sido detido na sexta-feira, foi preso em flagrante portando uma espingarda calibre 12 de uso restrito, apreendida com ele durante a Operação Dublê.

Todos os suspeitos liberados foram presos na última sexta-feira (4), quando a PF deflagrou a ação que investiga empresários, políticos e funcionários públicos acusados de desvio de dinheiro.

O inquérito da investigação ainda não foi encaminhado ao Ministério Público e ainda não há prazo para entrega, de acordo com Mariana Cavalcanti. A delegada explicou ainda que as investigações seguem com a análise do material apreendido: cheques, discos rígidos de computadores, além de contas pessoais que eram pagas com verbas públicas.

Entenda o caso
Na última sexta-feira (4) a Polícia Federal deflagrou a Operação Dublê que investiga um esquema de desvio de verbas públicas em prefeituras do Sertão da Paraíba. Os investigados teriam desviado cerca de R$ 5 milhões dos cofres públicos, sendo aproximadamente R$ 1,5 milhão de verbas da saúde, R$ 1 milhão de educação e ação social e R$ 2 milhões de verbas de desenvolvimento rural e infraestrutura urbana.

O dinheiro seria proveniente de programas do governo federal, como Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e do Projovem, além de outros vinculados ao Fundo Nacional de Assistência Social (Fundef), Sistema Único de Saúde (SUS) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Para fazer uso particular dos recursos, os políticos e funcionários públicos teriam sacado valores em favor das tesourarias das prefeituras e criado licitações fictícias com notas fiscais clonadas. A falsificação serviria para prestar contas aos órgãos fiscalizadores, como o Tribunal de Contas da Paraíba.

Conforme a PF, os envolvidos no esquema podem ser indiciados pelos crimes de responsabilidade de prefeitos, fraude a licitação, falsidade ideológica e formação de quadrilha.

G1PB

A violência praticada contra mulheres na Paraíba está crescendo.


Pelo menos é essa a constatação que se pode encontrar, após análise dos dados do ‘Centro da Mulher 8 de Março’. Dos nove tipos de crimes registrados pela entidade este ano, em seis deles houve crescimento de ocorrências em relação aos quatro primeiros meses de 2011. Os crimes de estupro tiveram aumento de 316% no mesmo período, além de crescimento nas tentativas de estupro contra mulheres, adolescentes e crianças.

Na madrugada dessa terça-feira, Cristiane Gomes da Silva, de 33 anos, moradora do bairro Jeremias, em Campina Grande, foi mais uma vítima de espancamento pelo companheiro. O caso foi registrado no Hospital de Trauma, onde a vítima deu entrada em estado grave com vários hematomas, sendo liberada na manhã de ontem. Até o fechamento desta edição, não havia registro na Delegacia da Mulher sobre o caso.

As lesões em Cristiane podem ser caracterizadas como agressão ou até mesmo tentativa de homicídio, segundo a delegacia especializada. Esses dois tipos de crime na Paraíba tiveram um aumento em relação aos quatro primeiros meses de 2011, de 160% e de 130%, respectivamente, segundo estatística da organização Centro 8 de Março. De janeiro a abril, foram 40 casos de agressão e 30 casos de tentativa de homicídio contra mulheres.

O aumento de ocorrências é ainda mais expressivo, no mesmo período do ano anterior, nos crimes de estupro contra mulheres (crescimento de 316%) e tentativas de estupro contra mulheres (saltando de um para oito casos registrados), adolescentes (de 0 para 9 casos) e crianças (de 0 para 12 casos).

A presidente do Centro 8 de Março, Irene Jerônimo, acredita que estes crimes ocorrem por uma visão machista no Brasil e muito arraigada na cultura nordestina e sertaneja. De acordo com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano, existem abrigos que acolhem vítimas de violência contra a mulher na Paraíba: a Casa Abrigo, em João Pessoa, além do Centro de Referência da Mulher.

JP Online

Lares com computador aumentam 529% na Paraíba


A presença dos computadores e das novas tecnologias nunca foi tão forte no dia a dia das famílias paraibanas. Computadores estão mais baratos, pacotes de acesso à internet são mais flexíveis e o crédito para compra desses produtos vem ficando cada vez mais variado, com prestações a se perder de vista.

Esses avanços, entretanto, vêm causando certas mudanças no costume e na forma das famílias se relacionarem, podendo ser um benefício para umas ou problema para outras.

De bit em bit, vários costumes vêm se transformando, alterando os vários aspectos do cotidiano dessas pessoas. Exemplo dessa mudança é quando se coloca em questão atividades que antes só eram possíveis de serem realizadas de forma presencial, que hoje podem ser realizadas através de um computador, notebook, tablet, smartphone.

De acordo com o último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, o Estado possuía 233.145 domicílios com microcomputadores, desses, 186.556 com acesso à internet, o que coloca a Paraíba no 4º lugar no ranking nordestino de estados “conectados”, ficando atrás apenas da Bahia, Pernambuco e Ceará. O Estado teve um crescimento de cerca de 529% se comparado com os dados do censo de 2000, quando a Paraíba possuía apenas 37.332 lares com computadores (o censo de 2000 não pesquisou os domicílios com acesso à internet). O aumento foi de seis vezes mais computadores nos domicílios.

Exemplo dessa família tecnológica é a da estudante universitária Gabrielly Araújo, que, aos 18 anos, não imagina um mundo possível sem a presença de redes sociais como Facebook e Twitter.

Para a estudante, as mudanças causadas pela internet na rotina de sua casa teve resultado positivo para todos os familiares. “Às vezes quando estou na internet costumo me 'desligar' do mundo.

Por isso minha mãe acha mais fácil me passar um recado via Facebook, porque, mesmo próxima, corre o risco de eu não prestar atenção no que ela está falando comigo. Se ela manda recado online sabe que com certeza vou receber”, revelou.

Mas as mudanças de costumes fazem surgir certos problemas.

A psicóloga e chefe do Departamento de Psicopedagogia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Mônica Dias Palitot, mostra que o uso da internet pode ser muito benéfico para o cotidiano de muitas famílias, desde que usada de forma adequada.

Para a psicóloga, dentro de casa esse problema pode ser maior.

“A família tem a obrigação de educar, a chamada educação informal. Acontece que, com o advento das novas tecnologias, a família tem se distanciado desse papel. Só que vivemos em sociedade, precisamos saber se comportar em grupo", disse.

Brasil é o país que mais utiliza agrotóxico; soja é o alimento mais contaminado


Há três anos o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de consumo de agrotóxicos no mundo. Um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado pelos agrotóxicos, segundo alerta feito pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em dossiê lançado durante o primeiro congresso mundial de nutrição que ocorre no Rio de Janeiro, o World Nutrition Rio 2012, que termina nesta terça-feira (1º).
O documento destaca que, enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o brasileiro aumentou 190%. Em 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto liderança, representando uma fatia de quase 20% do consumo mundial de agrotóxicos e movimentando, só em 2010, cerca de US$ 7,3 bilhões – mais que os EUA e a Europa.
A primeira parte do dossiê da Abrasco faz um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde e na segurança alimentar. A segunda parte, com enfoque no desenvolvimento e no meio ambiente, terá seu lançamento durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e na Cúpula dos Povos na Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro.
Segundo um dos coordenadores do estudo, Fernando Carneiro, chefe do departamento de Saúde Coletiva da UnB (Universidade de Brasília), “o dossiê é uma síntese de evidências científicas e recomendações políticas”.
“A grande mensagem do dossiê é que o Brasil conquistou o patamar de maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Queremos vincular a ciência à tomada de decisão política”, disse Carneiro ao UOL.
Soja é o que mais demanda agrotóxico
Segundo dados da Anvisa e da UFPR compilados pelo dossiê, na última safra (2º semestre de 2010 e o 1º semestre de 2011), o mercado nacional de venda de agrotóxicos movimentou 936 mil toneladas de produtos, sendo e 246 mil toneladas importadas.

Em 2011 houve um aumento de 16% no consumo que alcançou uma receita de US$ 8,5 bilhões. As lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açucar representam juntas 80% do total das vendas do setor.
Na safra de 2011 no Brasil, foram plantados 71 milhões de hectares de lavoura temporária (soja, milho, cana, algodão) e permanente (café, cítricos, frutas, eucaliptos), o que corresponde a cerca de 853 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nessas lavouras, principalmente de herbicidas, fungicidas e inseticidas. O consumo em média por hectare nas lavouras é de 12 litros por hectare e exposição média ambiental de 4,5 litros de agrotóxicos por habitante, segundo o IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o dossiê, a soja foi o cultivo que mais demandou agrotóxico – 40% do volume total de herbicidas, inseticidas, fungicidas e acaricidas. Em segundo lugar no ranking de consumo está o milho com 15%, a cana e o algodão com 10%, depois os cítricos com 7%, e o café, trigo e arroz com 3% cada.
Maior concentração em hortaliças
Já para a produção de hortaliças, em 2008, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), o consumo de fungicidas atingiu uma área potencial de aproximadamente 800 mil hectares, contra 21 milhões de hectares somente na cultura da soja.

“Isso revela um quadro preocupante de concentração no uso de ingrediente ativo de 22 fungicidas por área plantada em hortaliças no Brasil, podendo chegar entre 8 a 16 vezes mais agrotóxico por hectare do que o utilizado na cultura da soja, por exemplo”, alerta o dossiê.
Numa comparação simples, o estudo estima que a concentração de uso de ingrediente ativo de fungicida em soja no Brasil, no ano de 2008, foi de 0,5 litro por hectare, bem inferior à estimativa de quatro a oito litros por hectare em hortaliças, em média. “Pode-se constatar que cerca de 20% da comercialização de ingrediente ativo de fungicida no Brasil é destinada ao uso em hortaliças”, destaca o estudo da Abrasco.
Riscos para a saúde
O dossiê revela ainda evidências científicas relacionadas aos riscos para a saúde humana da exposição aos agrotóxicos por ingestão de alimentos. Segundo Fernando Carneiro, o consumo prolongado de alimentos contaminados por agrotóxico ao longo de 20 anos pode provocar doenças como câncer, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.

Um fato alarmante foi a constatação de contaminação de agrotóxico no leite materno, afirmou. Para o cientista, não se sabe ainda ao certo as consequências para um recém-nascido ou um bebê que está em fase inicial de formação. “Uma criança é altamente vulnerável para esses compostos químicos. Isso é uma questão ética, se vamos nos acostumar com o nível de contaminação do agrotóxico”, criticou.
Parte dos agrotóxicos utilizados tem a capacidade de se dispersar no ambiente, e outra parte pode se acumular no organismo humano, inclusive no leite materno, informa o relatório. “O leite contaminado ao ser consumido pelos recém-nascidos pode provocar agravos a saúde, pois os mesmos são mais vulneráveis à exposição a agentes químicos presentes no ambiente, por suas características fisiológicas e por se alimentar, quase exclusivamente, com o leite materno até os seis meses”, destaca o estudo.
Recomendações
O dossiê da Abrasco formula 10 princípios e recomendações para evitar e reduzir o consumo de agrotóxicos nos cultivos e na alimentação do brasileiro. Carneiro defende a necessidade de se realizar uma “revolução alimentar e ecológica”.

Segundo o IBGE, cerca de 70 milhões de brasileiros vivem em estado de insegurança alimentar e nutricional, sendo que 90% desta população consume frutas, verduras e legumes abaixo da quantidade recomendada para uma alimentação saudável. A superação deste problema, de acordo com o dossiê, é o desenvolvimento do modelo de produção agroecológica.
Carneiro e sua equipe composta por seis pesquisadores defendem a ampliação de fontes de financiamento para pesquisas, assim como a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia em detrimento ao financiamento público do agronegócio e o fortalecimento das políticas de aquisição de alimentos produzidos sem agrotóxicos para a alimentação escolar – atualmente a lei prevê 30% deste consumo nas escolas.
Além disso, o documento defende a proibição de agrotóxicos já banidos em outros países e que apresentam graves riscos à saúde humana e ao ambiente assim como proibir a pulverização aérea de agrotóxicos.
O cientista defende ainda a suspensão de isenções de ICMS, PIS/PASEP, COFINS e IPI concedidas aos agrotóxicos. “A tendência no Brasil é liberalizar ainda mais o uso de agrotóxico, só no Congresso Nacional existem mais de 40 projetos de lei neste sentido. Nós estamos pagando para ser envenenados”, criticou Carneiro.
Uol

Mudanças na Lei do Inquilinato devem impedir cobrança de aluguéis em dobro


A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deve analisar na quarta-feira (9), novas mudanças na Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91). A principal inovação é impedir a cobrança de mais de 12 prestações de aluguel por ano; de aluguel em dobro ou de qualquer outro valor que aumente a taxa mensal de locação estabelecida no contrato, com exceção do índice anual de reajuste negociado entre o inquilino e o dono do imóvel.
Esta providência foi adotada em substitutivo do senador Benedito de Lira (PP-AL) a projeto de lei da Câmara (PLC 63/07) que busca reequilibrar as garantias dadas ao locador e ao locatário pela Lei do Inquilinato. A proposta tramita em conjunto com quatro projetos de lei do Senado (PLS 199, 284 e 289, de 2007, e 225, de 2008), todos rejeitados pelo relator por questões regimentais, mas que tiveram seu conteúdo parcialmente aproveitado no substitutivo.
‘Shoppings’
Na verdade, a novidade assinalada partiu do PLS 289/07, do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que se restringia a proibir a cobrança anual de mais de 12 aluguéis em locações residenciais ou comerciais. Emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) acolhida pelo relator ampliou seu alcance, impedindo também a cobrança de aluguel em dobro ou de valor adicional ao aluguel não fixado contratualmente.
Segundo explicou Benedito de Lira, a motivação de Raupp e de Simon é a de coibir abusos praticados, principalmente, em locações de lojas de shopping centers. A denúncia é de cobrança de aluguéis em dobro em meses de aumento de vendas decorrente de datas festivas, como Dia das Mães (maio) e Dia dos Namorados (junho).
O relator aproveitou o substitutivo para restringir ainda mais a taxação a inquilinos de lojas de shoppings. Assim, limitou a multa rescisória a três aluguéis em caso de devolução das chaves do imóvel antes do término da locação; proibiu a cobrança de taxa pela cessão do ponto comercial; impôs indenização ao lojista em caso de o contrato de aluguel não ser renovado; permitiu ao lojista pedir a revisão do índice de reajuste do aluguel, possibilidade dada pela Lei do Inquilinato apenas ao proprietário do imóvel.
Fiança
O substitutivo também resgata sugestão de outra proposta de Raupp, o PLS 284/07. A intenção é inserir na lista de obrigações do locador levar ao conhecimento dos fiadores, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, a ocorrência de qualquer violação dos encargos da locação até o 10º dia útil do mês seguinte.
Segundo explicou no parecer, a comunicação da inadimplência ao fiador tem o objetivo de, ao saldar os débito em aberto do inquilino, evitar o crescimento da dívida por encargos como juros, multa, e a inclusão do nome do fiador no serviço de proteção ao crédito, além da abertura de ação de execução na Justiça.
Ainda sobre a fiança, o relator introduziu dispositivo na Lei do Inquilinato para impedir o locador de recusar a contratação de seguro fiança como garantia da locação se essa for a modalidade escolhida pelo inquilino.
Como houve mudança no texto aprovado pela Câmara, a matéria retorna para lá após ser votada pelo Plenário do Senado.
Agência Senado

Governo reduz alíquota do ICMS para empresas da PB de venda pela web


A partir dessa quarta-feira (9) começa a valer o Programa de Incentivo ao Comércio  que oferece condições de maior competitividade e redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para as empresas paraibanas de vendas pela internet. O decreto foi assinado na terça-feira (8) pelo governandor Ricardo Coutinho (PSB) e foi publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial.
Com a medida, as empresas paraibanas passam a ser favorecidas com a redução de alíquota de 17% para 2% sobre o valor das operações interestaduais.
De acordo com Ricardo Coutinho, o programa foi criado diante da competitividade desvantajosa que as empresas paraibanas enfrentavam com as provenientes do Sudeste. “Queremos dar condição de o comércio da Paraíba vender de forma não presencial para fora do Estado. Vamos baixar o ICMS, desde que a empresa exista no comércio paraibano. As que venderem para fora do Estado terão o imposto reduzido para 2%. Essa é uma estratégia. Estamos usando a ofensiva para dar maior competitividade às nossas empresas”, explicou.
O decreto também define que o contribuinte que realizar importação de bens e mercadorias, por meio do Porto de Cabedelo ou cujo desembaraço aduaneiro ocorra na Paraíba pagará uma alíquota de apenas 4%, atualmente, ela é de 17%. Contudo, por força de impedimento na legislação em vigor, o regime especial do ICMS, com alíquota menor, não poderá ser aplicado à microempresa, a empresas de pequeno porte nem ao microempreendedor individual, que são optantes do Simples Nacional.
Ainda segundo Ricardo, a empresa que desejar ter direito ao regime especial de ICMS na venda pela internet ao consumidor final de outros Estados deve ir à Secretaria de Estado da Receita e assinar o termo de compromisso.
O decreto foi assinado por Ricardo Coutinho, juntamente com o secretário de Estado de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Renato Feliciano, e o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campina Grande, Hilton Mota, em solenidade realizada na sede da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande.
G1 PB

Senadores aprovam seguro-desemprego para empregados domésticos


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou hoje (9) projeto de lei que garante o pagamento do seguro-desemprego por três meses a empregados domésticos demitidos sem justa causa. Para ter direito ao benefício, o trabalhador doméstico precisa comprovar vínculo de emprego por, no mínimo, 15 meses ao longo dos últimos dois anos e estar em dia com as contribuições previdenciárias.

O projeto de lei, proposto pela senadora capixaba Ana Rita (PT), não exige dos empregados domésticos a inscrição no Funda de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Atualmente, apenas 6% dos trabalhadores domésticos têm direito ao seguro-desemprego pelo fato de estar inscritos no FGTS. A relatora do projeto de lei, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), opinou que "isso é uma discriminação", pois o objetivo do fundo é formar patrimônio para o trabalhador usar em caso de demissão imotivada, na aposentadoria ou na aquisição da casa própria, e não como garantia de renda.

Se não houver nenhum recurso para votação no plenário do Senado, o texto seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

Agência Brasil 

Ministério da Saúde diz que 5,6% dos adultos brasileiros têm diabetes


O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (9) que 5,6% da população adulta do Brasil têm o diagnóstico de diabetes. O número é menor que o do ano passado, quando 6,3% foram identificados com a doença. Ao longo dos últimos seis anos, no entanto, a tendência é de estabilidade.
 A diabetes se caracteriza pelo acúmulo de açúcar no sangue, aumenta o risco de doenças do coração e do rim e pode levar à cegueira, entre outras complicações. O excesso de peso, o sedentarismo e o tabagismo. estão entre os principais fatores de risco para a diabetes tipo 2, a mais comum, que aparece em 90% dos casos.
Os números foram obtidos pela pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.
O levantamento, feito anualmente pelo ministério desde 2006, traz um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos - por telefone - sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física, e doenças, como a hipertensão e a diabetes. Em 2011, foram entrevistados 54.144 maiores de idade de janeiro a dezembro.
Os dados foram divulgados pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o Fórum Pan-americano de Ação sobre as Doenças Não Transmissíveis, em Brasília. O Brasil possui destaque na comparação com outros países do continente. De acordo com dados oficiais de cada país, o índice brasileiro é menor que o dos Estados Unidos (8,7%), Argentina (9,6%) e Chile (6,3%).
A capital onde foi identificado o maior percentual da população com diabetes é Fortaleza, onde 7,3% dos adultos são portadores da doença. Em seguida, estão Vitória (7,1%) e Porto Alegre (6,3%). Palmas possui o menor índice, com 2,7% da população. Goiânia (4,1%) e Manaus (4,2%) estão na segunda e terceira posição, respectivamente, dos melhores índices.
O levantamento Vigitel também indica que a doença é mais comum entre os mais velhos. A diabetes aparece em 21,6% das pessoas com mais de 65 anos, e em 15,2% das que têm entre 55 e 64. Na faixa entre 18 e 24 anos o índice cai para 0,6%.
Outro fator importante apontado pela pesquisa é a influência da escolaridade. Entre os adultos que estudaram oito anos ou menos, 7,5% têm a doença. É praticamente o dobro da porcentagem encontrada entre os que estudaram 12 anos ou mais: 3,7%. Na faixa que vai de nove a 11 anos de estudo, 3,3% têm diabetes.
Tipos de diabetes
O estudo não diferenciou o tipo de diabetes de cada paciente. A diabetes tipo 1, que responde por cerca de 10% dos casos, costuma surgir na infância ou na adolescência. Uma falha no sistema de defesa do corpo leva à destruição das células beta do pâncreas, que produzem a insulina, hormônio que leva o açúcar para dentro das células. Esses pacientes dependem da injeção de insulina pelo resto da vida.

A diabetes tipo 2 é a mais comum, aparece em cerca de 90% dos diabéticos. O pâncreas começa a falhar aos poucos. A doença tem carga genética, mas geralmente está ligada à obesidade e ao sedentarismo, e aparece na fase adulta. Pode ser controlada com remédios e dieta, e as injeções de insulina são usadas apenas em alguns casos.
G1

Prefeitura de São José de Espinharas cancela festividade junina


Prefeitura Municipal de São José de Espinharas 
Nota Oficial 
            O prefeito constitucional de São José de Espinharas torna público que após avaliar os efeitos provocados pela estiagem, resolve cancelar as festividades programadas para o São João 2012, no período de 01 a 03 de junho, mantendo apenas a realização do III Integra-Jovens - Edição Junina, dentro das atividades previstas para o próximo dia 02. Por outro lado, comunica aos seus munícipes que já está definindo, juntamente com sua equipe de governo ações voltadas para a amenização dos efeitos da seca, com o anúncio das primeiras medidas em breve. 
Ricardo Wanderley
Prefeito Constitucional

Segundo dados do Censo 2010, 57% dos paraibanos não têm o ensino fundamental completo


Dados do Censo de 2010 divulgados recentemente pelo IBGE confirmam que o país da sexta economia mundial ainda é uma nação de extremos em seus indicadores sociais. É fora de dúvida que o Brasil vem crescendo numa curva estimulante, superando ou, ao menos, enfrentando crônicas demandas. São contenciosos agravados por conta de décadas de renitente inapetência, por parte de sua elite, de adotar programas capazes de, se não promover integralmente, mas no mínimo abrir caminhos para as faixas de poder aquisitivo mais baixo, crescerem no contexto de uma distribuição de renda mais justa. Isso é fato, e não se tirem os méritos das políticas sociais empregadas pelos últimos governos.

Mas, em alguns setores, essenciais para o desenvolvimento social, econômico e cultural do país, o avanço tem sido tímido. Retrato pronto e acabado dessa Belíndia está na Educação. Ao mesmo tempo em que, no topo da pirâmide, dobrou, de 4% para 8%, a proporção de brasileiros que se formaram em universidades desde o recenseamento de 2000, o que é louvável, o Brasil mantém quase a metade da população (45%) sem o ensino fundamental completo. Está certo que, há dez anos, esse percentual era de 60%, o que indica um avanço - mas muito tímido para uma nação que almeja alcançar um lugar de destaque no cenário internacional.

Neste aspecto, há desafios enormes a serem superados. Dificuldades como desigualdades regionais formam uma barreira considerável para o acesso da população de mais baixa renda à Educação. Mas não se trata de fator determinista - ou seja, se o caminho para a dignidade pelo ensino é árduo, que sejam potencializados os esforços para que ele seja trilhado.

Nunca é demais nos voltarmos para o exemplo clássico do dínamo que as escolas representam para o crescimento de um país: nos anos 40, o Japão saiu arrasado de seus erros na Segunda Guerra para se tornar uma potência graças a uma política educacional que esteve na base de todos os passos dados por aquela nação no sentido da superação e da autodeterminação.

No entanto, o Brasil ainda parece hesitar em apostar suas fichas na Educação. E nem se pode atribuir exclusivamente às desigualdades regionais a ainda vergonhosa performance do país no que diz respeito a oportunidades de acesso à escola. O pressuposto das distinções se aplica corretamente a estados que, historicamente, apresentam indicadores educacionais sofríveis, como Alagoas (60% da população sem o diploma do ensino fundamental), Piauí (58%) e Paraíba (57%). Mas entes onde as estatísticas sociais (economia, rede escolar, renda per capita etc.) são mais generosas também se desenvolvem timidamente nessa rubrica. No Rio, por exemplo, é injustificável que 36% de sua população não tenham o fundamental completo.

Uma boa pista para se começar a buscar, de fato, saídas para este triste quadro é estudar o perfil da rede pública de ensino no país. É nesse universo que se tem a gênese do processo de aquisição da educação básica dos brasileiros - excetuados, obviamente, aqueles privilegiados cujas famílias podem investir na formação em escolas privadas, de excelência, mas totalmente fora dos padrões orçamentários da absoluta maioria da população. Apenas para citar um dado, em 2009 um levantamento do Ministério da Educação apontava que, entre mil escolas com as piores notas no Enem, 965 eram estaduais. Um sinal tão alarmante quanto inequívoco de que algo vai mal, muito mal na base da Educação brasileira.

LUIZ MARTINS é deputado estadual (PDT/RJ) e integrante da Comissão de Educação na Assembleia do Rio.

O Globo