Banco do Brasil: Inscrições para nível técnico e superior começam amanhã
As inscrições, exclusivamente no site da Fundação Carlos Chagas, organizadora do concurso, serão recebidas a partir das 10h da próxima segunda-feira, dia 26, até as 14h de 13 de abril. Os candidatos que não dispõem de acesso à internet podem recorrer aos computadores disponíveis nos postos, das 9h às 12h e das 13h às 17h, nos dias úteis. A relação completa dos postos pode ser consultada no site da organizadora.
Após preencher a ficha de inscrição no site da FCC, o candidato deverá imprimir o boleto e pagar a taxa, de R$47 (para cargos técnicos) ou R$87 (nível superior), em qualquer agência bancária. Para pedir a isenção da taxa, os candidatos devem comprovar a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), por meio do Número de Identificação Social (NIS). O requerimento deverá ser enviado pela internet até as 14h desta sexta-feira, dia 23.
Os cargos de técnico de segurança do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho exigem formação técnica específica. As remunerações são de R$4.863,94 e R$3.937,97, respectivamente, incluindo auxílio-alimentação, de R$435,16, e cesta-alimentação, de R$339,08. Já para as demais funções pede-se graduação na área. As remunerações são de R$5.695,59 para enfermeiro do trabalho, R$6.574,57 para médico do trabalho e R$8.273,99 para engenheiro do trabalho, já incluindo também auxílio-alimentação e cesta-alimentação.
Há oportunidades para todos os cargos na Região Sudeste, e a contratação ocorrerá pelo regime celetista. De acordo com o edital do concurso, os novos funcionários também terão direito a participação nos lucros ou resultados, possibilidade de participação em planos assistenciais e previdenciários complementares e ambiente que proporciona ascensão e desenvolvimento profissional. O resultado final do concurso, cuja validade é de um ano, prorrogável por igual período, está previsto para 28 de junho.
ServiçoInscrições: www.concursosfcc.com.br
Proporção de presos por habitantes no Brasil quase triplica em 16 anos
A publicação comparou, ainda, a proporção atual com resultados de anos anteriores. De acordo com a Folha de S. Paulo, entre 1995 e junho de 2011, a taxa de encarceramento (número de presos para cada cem mil habitantes) brasileira quase triplicou. É a terceira maior entre os dez países mais populosos e põe em questão custos e benefícios de ter tantos presidiários. Outro dado destacado é o fato de o Estado de São Paulo ter um terço dos detentos.
Terra
Tráfico de drogas do "Cordão" pode ter gerado mais de R$ 70 milhões em dois anos em Patos
O esquema de tráfico internacional de drogas comandado pela organização criminosa "Cordão", no Sertão da Paraíba, pode ter movimentado mais de R$ 70 milhões, em apenas dois anos.
Organizações do tráfico como esta, que atuam em todas as regiões do Estado, contam com o "suporte" de autoridades e utilizam rodovias federais, estaduais e estradas vicinais como rotas de entrada e distribuição de drogas, armas e munições.
O esquema desarticulado na última quarta-feira, durante a Operação Hidra, contava com a conivência do diretor do presídio de Patos, do ex-diretor e de cinco agentes penitenciários, que foram presos com mais de 16 pessoas, entre elas, jovens de classe média alta da cidade pernambucana de São José do Egito, que faz divisa com as cidades paraibanas de Teixeira e Ouro Velho.
O tráfico de drogas no Sertão do Estado revela um problema que a Paraíba enfrenta há vários anos: a falta de policiamento nas estradas. As cidades que fazem divisa com outros Estados, como Princesa Isabel, São Bento, Cajazeiras e Monteiro, por exemplo, são encaradas pelos traficantes como "estratégicas" para a prática do crime.
As estradas vicinais são rotas do tráfico "anônimas", que atravessam fazendas, canaviais e localidades onde não há presença da polícia, o que contribui para lucros milionários.
Uma das principais rotas utilizadas por traficantes pernambucanos é através da BR- 361, que começa na cidade de Conceição, divisa da Paraíba com o Ceará e termina em Patos. A rodovia também possui um cruzamento com a PB-374, que dá acesso a Princesa Isabel e faz divisa com o Estado de Pernambuco. Nessas localidades, não existem postos de policiamento.
Outra rota usada por traficantes para ter acesso aos municípios sertanejos é por meio da cidade de Cajazeiras, via BR-230. Segundo o delegado regional do município, Gilson de Jesus Teles, traficantes de São Paulo e de outras regiões do país aproveitam a divisa entre os dois Estados para fazer do Sertão Paraibano rota do trafico e ponto de comercialização de drogas, principalmente maconha, crack e cocaína. Essa BR, por sua vez, é de importância fundamental, tendo em vista que cruza todo o Estado, passando por Patos, Campina Grande e João Pessoa.
A BR-110 (que, na Paraíba, transforma-se em PB-110) também é outra utilizada como rota. Saindo de Sertânia, em Pernambuco, passa por cidades como Monteiro, Teixeira e Patos, subindo para o Rio Grande do Norte e desembocando em São Bento, um dos principais municípios distribuidores. Já a BR-412, que ficou por muito tempo conhecida como a "Transmaconha", cruza Monteiro, Sumé e Serra Branca, até chegar à BR-230 e o único posto de polícia está desativado há anos.
Segundo o especialista em Criminologia e Psicologia Criminal Investigativa Deusimar Wanderley Guedes, presidente da Comissão de Políticas de Segurança e Drogas da OAB-PB e agente especial aposentado da Polícia Federal, a droga obedece a itinerários distintos, de acordo com o tipo. "Basicamente a grande maioria da maconha que chega à Paraíba vem de Pernambuco, principalmente pelas BRs 230 e 101. Pelo Sertão, vem principalmente por Teixeira, que faz divisa com Itapetim e São José do Egito, em Pernambuco", explicou.
Tráfico sempre cria novas rotas
As rotas do tráfico de drogas são constantemente alteradas pelos traficantes para dificultar a ação da polícia. Segundo o agente especial aposentado da Polícia Federal, Deusimar Guedes, Princesa Isabel e Manaíra são outras duas cidades apontadas como portas de entrada da maconha no Estado. "Isso pelo mesmo motivo: fazerem divisa com Pernambuco. Esses municípios são a embocadura da droga no Estado, embora ela não fique neles", lembra, referindo-se ao fato de que, daí em diante, os entorpecentes seguem para centros maiores, como Patos, Campina Grande e a Capital, onde são redistribuídas.
"A segurança precária nas estradas é o vácuo pelo qual o crime vai tentar passar. Nas rodovias estaduais, a fiscalização é ainda menor que nas BRs, onde existe a Polícia Rodoviária Federal. Isso porque o efetivo é menor, falta estrutura, além de que, muitas vezes, são usadas também as estradas vicinais, de terra, cortando fazendas e contribuindo para dificultar essa fiscalização", disse.
Vem dos Andes
De acordo com Deusimar Guedes, 90% da cocaína que entra no Brasil, seja em forma de crack, pó ou pasta de cocaína (que pode ser manipulada para produzir outras drogas), vem da Bolívia, estando nesse contexto também a Colômbia e o Peru, pois são países produtores. "Essa droga entra pela Região Norte, tendo em vista que a fronteira é muito extensa. Por outro lado, existem muitos cidades que se confundem com as outras, principalmente através de Rondônia e do Acre", contou.
Apesar disso, também o Paraguai entra no esquema do tráfico internacional. "Então, ela entra pelas regiões Sul e Centro Oeste, como por Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Daí, ela segue para São Paulo e se espalha pelo país", explicou. O meio de transporte mais comum, revela Deusimar, é terrestre, através de cargas e ônibus.
Os traficantes, porém, têm cuidado maior com a cocaína destinada ao exterior. "A cocaína em pó é mais cara, o que teoricamente compensa um custo maior no seu trajeto, como a compra de passagem aérea. Geralmente as apreensões de entorpecentes nos aeroportos brasileiros têm como destino os Estados Unidos ou para a Europa. Aquela destinada ao consumo interno mesmo, a maioria vem via terrestre", reforçou.
Polígono da Maconha
Segundo Deusimar Guedes, o Polígono da Maconha trata-se do conjunto de municípios às margens do Rio São Francisco, em Pernambuco, os quais são produtores de maconha. Nessa denominação, enquadram-se também aqueles que funcionam como distribuidores e ficam na divisa com o Estado da Paraíba. As principais cidades do Polígono são Cabrobó, Orocó, Floresta, Belém de São Francisco, como também os da divisa com a Paraíba, como Serra Talhada, Salgueiro e Sertânia.
Patos: centro do tráfico no Sertão
A Polícia Civil de Patos aponta que traficantes escolhem a cidade como ponto estratégico para o comércio de drogas, por conta da posição geográfica. Situada no centro do Estado e com vias de acesso para os estados do Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, Patos se configura como o ‘reduto do tráfico', conforme a polícia.
Os traficantes, através de ramificações, conseguem, a partir do município, distribuir a droga para vários outros municípios da região, inclusive de outros Estados. A movimentação de entorpecentes, sobretudo crack e cocaína, gera milhões para os criminosos.
Somente a organização criminosa "Cordão", desarticulada na última quarta-feira durante a operação "Hidra", pode ter movimentado mais de R$ 70 milhões durante os dois anos em que agiu. Estimativas da polícia apontam que os criminosos agiam de dentro do presídio Romero Nóbrega, com a facilitação do diretor da unidade, Demétrius Dias e de mais cinco agentes penitenciários.
Estima-se que, por mês, o esquema movimentava mais de 100 quilos de crack e cocaína na região. Cada pedra de crack, com peso de pelo menos um grama, era vendida aos usuários por R$10. Já a cocaína, era comercializada em gramas, sendo cada grama vendida por aproximadamente R$ 50. "Deve ter sido ainda muito mais do que isso, porque a organização era grande e poderosa e mandava drogas para toda região e mais quatro municípios do Pernambuco. Somente para São José do Egito (PE), eram mais de cinco quilos de crack por semana", explicou o delegado regional de Patos, Cristiano Jacques.
BPTran: ações são móveis
O comandante do Batalhão de Policiamento de Trânsito da Paraíba, tenente-coronel Paulo Sérgio de Oliveira Bastos, disse que o policiamento nas rodovias estaduais é feito através de ações volantes, isto é, através de barreiras policiais itinerantes, embora negasse que haja áreas mais preocupantes ou que mereçam maior atenção.
"Todas elas são fiscalizadas. Sendo rodovia estadual, não temos um foco específico. Temos uma companhia de policiamento sediada na Capital, outra para Guarabira, outra em Campina Grande, uma em Patos e, por fim, uma em Cajazeiras. Cada uma delas tem um comandante direto, responsável por organizar as operações nessas regiões, mas a Polícia Militar como um todo dá apoio a esses batalhões", explicou, acrescentando que, mesmo a polícia de Estados vizinhos participa das ações, bem como a Polícia Rodoviária Federal.
Com relação às estradas vicinais utilizadas pelos traficantes, como estradas de terra em meio a fazendas, por exemplo, o comandante Paulo Sérgio explicou que, nesses casos, não é de competência específica do BPTran, mas sim da PM como um todo. "A abordagem não é somente para o tráfico de drogas, mas também para a apreensão de armas", disse.
Monteiro
O promotor de justiça Eduardo Barros Mayer, titular da 1ª Vara de Monteiro, que também está assumindo a comarca de Sumé, confirmou que o fato de Monteiro, em específico, ser uma das rotas do tráfico deve-se ao fato da proximidade com Pernambuco. Porém, aponta, o que mais preocupa hoje o município é o uso crescente de entorpecentes pela população.
"Infelizmente a lei ainda é branda com relação aos usuários de droga. O principal que temos procurado são os traficantes, mas é muito difícil, junto aos usuários, conseguir que eles informem a quem compraram a droga, até porque, se eles falam, podem perder a vida", disse.
Ainda assim, o promotor relatou que a ação das polícias Civil e Militar tem sido constante. "Por isso, depois que foi apreendido um grupo de um pessoal denominado ‘irmãos metralha', há cerca de três anos, o tráfico de drogas diminuiu sensivelmente", finalizou.
Grande João Pessoa
O chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Superintendência da Polícia Federal na Paraíba, Gustavo Barros, informou que, nessa área de abrangência, as apreensões têm se concentrado nas BRs, tanto na 101, em Mamanguape e Alhandra, quanto na 230, no caminho de Sapé.
"Geralmente, tem sido em carros de passeio, mas também já houve casos de drogas apreendidas em caminhões, ônibus ou transportes alternativos. Alhandra seria a ‘porta de entrada', porque é uma das primeiras cidades para quem vem de Pernambuco, embora não necessariamente a droga venha de lá. Já as apreensões em Mamanguape têm como origem Fortaleza e Natal, porque a BR-101 seria o caminho mais lógico", disse.
O delegado disse ainda que, no caso da cocaína e crack apreendidos, pesquisas comprovam que esses entorpecentes vêm do exterior. "Após as apreensões, mandamos amostras para Brasília. Lá eles têm conhecimento do perfil da droga, como a quantidade de solvente, produtos utilizados... Isso permite que seja identificada a origem, como boliviana, peruana ou colombiana, até porque ninguém mais produz", disse. Para reprimir o tráfico, indica o delegado, são feitas barreiras nas estradas, baseadas em investigações de colaboradores e informantes de outros Estados.
São Bento
O delegado da 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Marcus Vinícius Azevedo Damasceno, revelou que, nessa região, que envolve cidades como Catolé do Rocha, Pombal e Brejo do Cruz, é São Bento aquela que compõe uma das rotas mais importantes do tráfico na região. Segundo ele, isso se dá pelo fato de o município ser economicamente forte devido à produção e ao comércio de redes.
Como distribuidor, fornece para localidades no Estado fronteiriço, como Caicó, Taipu, Mossoró e Natal. "Essa atividade é praticada por ambulantes, que vendem as redes por todo o país, bem como no Cone Sul, em países como a Argentina, o Uruguai, o Chile, o Paraguai e a Bolívia. Cerca de 4.500 pessoas saem da cidade para vender esses produtos, o equivalente a cerca de 15% da população local. É através dessas viagens que eles fazem os contatos para o tráfico", explicou, acrescentando que a droga é transportada nos caminhões que levam as redes para esses destinos.
Princesa Isabel
De acordo com Márcio Gondim do Nascimento, promotor de Justiça de Princesa Isabel, que também responde por Pelo Sinal, Tavares, Manaíra e São José de Princesa, disse que, embora as cidades façam divisa com cidades pernambucanas que estão dentro do polígono da maconha, as ocorrências registradas estão dentro do que ele julga normal. "Não tem acontecido nada de assombrar, apenas as ocorrências comuns, dentro da realidade local.
O senso comum aponta que os municípios paraibanos fronteiriços teriam essa mácula, mas, embora sejamos vizinhos de cidades pernambucanas, são cidades relativamente calmas. Os pontos mais violentos do Estado ficam próximas ao Rio Grande do Norte, como Catolé do Rocha e São Bento", disse. Segundo o promotor, a prova disso é que hoje a cadeia pública de Princesa Isabel tem apenas 60 presos. "E, há 15 dias, o Ministério Público e a Polícia Militar fizeram um pente fino, mas não houve nenhuma apreensão, seja de armas ou de drogas", contou.
Homicídios
As cidades sertanejas mais afetadas pelo tráfico de drogas são: Conceição, Itaporanga, Piancó, Catolé do Rocha, São Bento, Patos, Sousa, Pombal, Cajazeiras e São José de Piranhas. Nestas cidades, o número de pessoas assassinadas por conta do tráfico é maior do que os registros de obtidos por mortes naturais e acidentes. Segundo o delegado regional de Itaporanga, Gledson Fernandes, tem crescido o número de facções e que 30% das pessoas mortas na região ano passado, tinham ligação com tráfico de drogas.
Já o delegado de Patos, Hugo Lucena, aponta que em 2011, foram registrados na cidade, 62 homicídios, dos quais, mais de 80% das vítimas eram ligadas a esquema de tráfico. "Esse ano já foram assassinadas 11 e deste total, mais de 85% tinha ligação com traficantes. Existem pontos críticos em Patos, na periferia da cidade. Tem facções que se rivalizam por ponto e isso acaba provocando mortes entre eles", frisou o delegado.
Correio - Tássio Ponce de Leon, Daniel Motta e Henriqueta Santiago
Pipoca tem substância que combate o envelhecimento, afirma estudo
Trocar uma fruta por uma porção de pipoca na hora do lanche pode ser uma opção não só saborosa, mas também mais saudável -- pelo menos é o que diz uma pesquisa da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicada neste domingo (25).Um grupo de estudiosos descobriu que o petisco preferido dos cinéfilos contém mais polifenois -- substâncias químicas antioxidantes -- do que algumas frutas e legumes.
Os antioxidantes, bastante presentes em frutas e hortaliças, são responsáveis por diminuir a presença dos radicais livres no organismo, causadores do envelhecimento e de várias doenças como câncer e Alzheimer. Não por acaso, os alimentos que possuem essas substâncias são chamados de "funcionais".
Joe Vinson, autor da pesquisa e pioneiro na análise de componentes saudáveis no chocolate, nozes e de outros alimentos comuns, explica que esses antioxidantes estão mais concentrados na pipoca pela sua pouca concentração de água, já que os polifenóis são diluídos no líquido.
"A pipoca tem apenas 4% de água em média, enquanto que os polifenois são diluídos nos 90% de água que compõe muitas frutas e verduras”.
A lógica é a mesma para frutas secas como a uva passa, por exemplo. Como a casca da uva também é fonte de polifenois, quanto menos água tiver, maior será a concentração da substância antioxidante.
'Santa casquinha'
É na casquinha da pipoca que estão os polifenois e as fibras. Justamente a parte que costuma ser descartada para evitar que se enrosquem entre os dentes, afirma Vinson.
"Essas cascas merecem mais respeito. Elas são as pepitas de ouro da nutrição.", brinca o pesquisador.
Ele explica que a pipoca é um alimento composto de 100% de grãos integrais, enquanto outros que recebem a mesma denominação muitas vezes têm grãos diluídos a outros ingredientes.
"Enquanto uma porção de pipoca irá fornecer mais do que 70% da ingestão diária de grão integral, na média geral, apenas metade das pessoas consome uma porção de grãos integrais por dia, e a pipoca poderia preencher essa lacuna de uma forma muito agradável”.
Tanto entusiasmo, no entanto, não exclui ressalvas por parte do pesquisador. Segundo ele, a pipoca só se torna um alimento saudável se for feita do jeito tradicional, em uma panela ou pipoqueira na qual os grãos explodem no ar, sem muito óleo e sal. As versões de microondas e as amanteigadas, como as vendidas nos cinemas, não são recomendadas.
“A pipoca feita na pipoqueira tem o menor número de calorias, é claro”, disse Vinson. Enquanto a de microondas tem o dobro de calorias e, se você a cozinhar com o óleo de cozinha, este também tem o dobro de calorias das que são feitas na pipoqueira”.
Cuidados com as calorias
A ressalva calórica parte também do endocrinologista João César Castro Soares, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
"Apesar de a pipoca ser rica em polifenois, ela tem mais calorias do que frutas e legumes”.
Por isso, o ideal é evitar exageros com a nova informação e se ater a, no máximo, duas xícaras de pipoca por dia, já que apesar de ser fonte de fibra, a pipoca também é um carboidrato, explica.
“Para manter o peso, um adulto tem que consumir, em média, 30 calorias por peso. Isto é, uma pessoa de 60 quilos tem que consumir, no máximo, 1.800 calorias por dia".
Uma xícara de pipoca de panela tem, em média, 70 calorias.
Para Cynthia Antonaccio, nutricionista da Equilibrium Consultoria em Saúde e Nutrição, a notícia é boa para os amantes da pipoca. Entretanto, é mais saudável levar em conta a dieta consumida diariamente do que um alimento específico. Ou seja, não adianta querer comer mais pipoca por causa dos polifenóis se relacioná-la a um cardápio ruim.
"Não tem como comparar a pipoca com os legumes e verduras que trazem muito mais benefícios como vitaminas, minerais, mais líquidos e outras substâncias antioxidantes como o betacaroteno e o licopeno, que ajudam a prevenir uma série de doenças como a câncer no aparelho reprodutivo. Essa combinação tem várias substâncias que agem em órgãos específicos do corpo.”
G1
País tem 50 mil milionários, com R$ 434 bilhões aplicados, diz Anbima
O Brasil encerrou 2011 com mais de 50 mil clientes no segmento de private banking - cujas aplicações superam R$ 1 milhão -, e com um volume total de R$ 434,4 bilhões em ativos sob gestão, de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) divulgado nesta sexta-feira.O crescimento da indústria foi de 21,6% no ano passado, contra 22,9% em 2010. Já o número de clientes registrou avanço de 5,7% em 2011, bem mais lento que no ano anterior, quando o crescimento foi de 12,2%. Com isso, o volume médio de recursos por cliente subiu de R$ 7,5 milhões para R$ 8,6 milhões.
Segundo a Anbima, os fundos de investimentos foram o principal destino das aplicações dos milionários, com 43% dos recursos totais. Em seguida, vêm os ativos de renda fixa, categoria que registrou maior crescimento, passando de 32,5% para 37,5%, essencialmente concentrado em títulos privados. Já os ativos de renda variável perderam a preferência dos investidores, caindo de 19,1% para 14,5%. Apesar disso, o maior volume de recursos dos investidores está alocado na categoria multimercados, que cresceu 26,8% em 2011.
O levantamento mostra ainda que o volume de ativos sob gestão cresceu de forma mais acelerada no primeiro semestre, "em função da maior aversão ao risco observada na segunda metade do ano." A maior parte deles se encontra em São Paulo (57,5%), enquanto Rio de Janeiro agrupa 17,1% e a região Sul vem em terceiro, com 11,9%.
Revisão
No estudo, a Anbima informou que revisou sua base de dados desde 2009. Entre as principais mudanças está a diminuição do volume de ativos sob gestão em 2009, que caiu de R$ 301 bilhões para R$ 290 bilhões, e 2010, que registrou queda de R$ 371 bilhões para R$ 357 bilhões. O número de clientes também foi revisado para baixo nesses dois anos, com destaque para a redução de 63 mil para 47 mil em 2010.
Último Segundo
80 kg de cocaína circulavam por mês em Patos e região
Mais de 80 quilos de cocaína e crack circulavam por mês no Sertão paraibano, através da organização criminosa "Cordão", desarticulada na última quarta-feira, durante a operação "Hidra". Somente por São José do Egito (PE) entravam mais de cinco quilos de crack por semana. A Cocaína entrava através do Rio Grande do Norte.Esta semana, a Polícia Civil ouviu onze dos 23 presos envolvidos no esquema e de acordo com o delegado regional de Patos, Cristiano Jacques, os depoimentos apontam sobre a participação de mais pessoas envolvidas com o crime.
O delegado informou que a organização era grande e poderosa com várias ramificações. As investigações correm em sigilo e para descobrir mais dados sobre a atuação da quadrilha, a Polícia deverá pedir à justiça, a quebra do sigilo telefônico e bancário dos presos.
De acordo com o delegado, os outros doze presos serão ouvidos a partir de hoje para concluir a fase de depoimentos. Ele disse que tem apenas trinta dias para concluir o inquérito, mas que poder pedir mais tempo a justiça, por conta da quantidade de informações que precisam ser confirmadas, além de novas linhas de investigação que podem ser abertas durante o processo. "Tudo está sendo investigado porque tem muita coisa a ser confirmada e à medida que se tem investigado, novas informações surgem e por isso, precisaremos chegar tudo para poder concluir o inquérito e remeter a justiça. Estamos focados nas investigações agora sobre como a organização deles. Tomaremos todos os procedimentos necessários para poder concluir o processo e indiciar os acusados", explicou o delegado.
Sobre a quantidade de droga que circulava na região sob o controle da organização, o delegado disse que deve ser ainda maior do que as estimativas apontam. "Ainda estamos levantando porque devia ser muita droga, até porque era uma quadrilha grande, com várias ramificações. Entrava semanalmente cocaína e crack pelo Rio Grande do Norte e Pernambuco, para abastecer Patos e região e mais quatro municípios pernambucanos então deviam ser muita coisa", frisou.
Já foi publicada no Diário Oficial, a exoneração de Demetrius Dias Mendonça, que era o diretor do presídio de Patos e atuava na organização Cordão, facilitando a saída dos preços e a entrada das drogas. Também foi publicada a nomeação de Jardson Silva Bezerra como novo diretor.
Portal Patos com Daniel Motta/JC
Dois bebês morrem todos os dias antes do primeiro mês de vida na Paraíba
Na Paraíba, todo dia, mais de dois bebês morrem antes de completar um ano de vida.
Nos últimos 10 anos, esse número ultrapassou os 12,4 mil casos, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES).Na maioria dos casos, as crianças não conseguem sobreviver ao primeiro mês: somente no ano passado, 593 mortes foram registradas nesta situação em todo o Estado.
Preocupada com essa situação, a Secretaria de Saúde de Campina Grande lança amanhã a ‘Semana do Bebê’ com o objetivo de alertar para os cuidados relacionados à primeira infância.
No ano passado, a maioria dos casos de mortes infantis se concentrou nas cidades de João Pessoa (143 casos), Campina Grande (95) e Bayeux (25).
Um dos desafios do evento ‘Semana do Bebê’, que acontece a partir das 8h30 de amanhã, no Parque da Criança, em Campina, é alertar para a importância da realização de exames de pré-natal e o acompanhamento pediátrico das crianças.
Entre os serviços que serão oferecidos estão o ‘Saúde Itinerante’, onde serão realizados cadastros para o Cartão do Serviço único de Saúde (SUS), realização do teste rápido de HIV, serviços gratuitos de fisioterapia, emissão de certidão de nascimento, teste do ‘Olhinho’, teste do ‘Pezinho’ e distribuição de lanches.
Além disso, o evento contará com espaços de entretenimento com o grupo ‘Doutores da Brincadeira’.
A secretária de Saúde de Campina Grande, Tatiana Medeiros, informou que a falta desses acompanhamentos iniciais pode acarretar em prejuízos para a saúde na primeira infância.
“Queremos mobilizar toda a sociedade para os cuidados com os bebês e crianças na primeira infância. Será uma semana inteira voltada para chamar a atenção aos cuidados que vão desde o pré-natal, quanto os cuidados no parto, na alimentação, amamentação e realização de exames”, disse.
A programação da ‘Semana do Bebê’ inclui ainda a realização de concursos e a inauguração do Espaço Mãe Canguru, que será feito a partir das 9h da segunda-feira no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA).
Complicação no parto
De acordo com o médico Pediatra Flaubert Cruz, as mortes ‘neonatais’, registradas em bebês com menos de 7 dias de nascido, tem quatro causas principais.
“Primeiro, as complicações no parto, depois as infecções congênitas, ou seja, aquelas que a mãe passa para a criança (toxoplasmose, rubéola, sarampo e sífilis, por exemplo), a terceira causa seria a prematuridade, além das más formações congênitas, sobretudo as cardíacas”, explicou.
Segundo ele, a falta de UTIs neonatais em quantidades suficientes ainda é um problema enfrentado em Campina Grande. “Só temos dois leitos no Hospital Universitário, 10 no ISEA e na Clipsi.
O problema é que esses centros atendem toda a demanda da cidade além de outros municípios da região”, informou.
O pediatra destacou a inda a importância da realização dos exames ‘Pré-natal’. “Logo que a gravidez é diagnosticada, o pré-natal tem que ser feito.
A melhor saída é a qualificação do pré-natal e o acesso às mãe em consultas especializas com obstetras. Se uma mãe já tem o histórico de filhos com má formação, precisa passar por exames especializados”, disse.
Segundo ABPD, CDs religiosos e infantis estão entre os mais vendidos do Brasil
Foi publicado nesta semana, no site da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), o relatório sobre o mercado brasileiro de música gravada em 2011.
Na lista de discos mais vendidos do ano, os destaques foram os artistas que cantam músicas de conteúdo religioso.
Entre os dez CDs de melhor desempenho no ano, cinco fazem parte desse segmento: Padre Marcelo Rossi, Padre Robson, Padre Fábio de Melo, Padre Reginaldo Manzotti e a cantora gospel Damares. "Ágape musical", do Padre Marcelo, lidera o ranking, seguido por dois discos da sertaneja Paula Fernandes, na segunda e terceira posições.
Luan Santana aparece em quarto com "Ao Vivo no Rio" e Padre Robson foi o quinto colocado, com "Nos Braços Do Pai". Fábio de Melo conquistou o sexto lugar com "No Meu Interior Tem Deus". Manzotti (sétimo colocado), a britânica Adele (oitava), Damares (nona) e o disco ao vivo de Caetano Veloso e Maria Gadú (décima posição) completam o top 10. A associação não revela o número de discos vendidos de cada artista, só indica os álbuns mais vendidos no ano.
Segundo dados coletados pelo órgão e fornecidos por gravadoras e outras empresas que vendem música, houve crescimento de 8,47% em relação a 2010, com R$ 373,2 milhões em vendas. Foram mais de 18 milhões de CDs comercializados e 6,7 milhões de DVDs e blu-rays. No mercado digital, o crescimento foi de 12,8% e faturamento anual de R$ 60,8 milhões.
Nos DVDs, o domínio é dos registros destinados ao público infantil. São quatro produtos voltados para as crianças entre os dez mais vendidos de 2011. Os destaques são a dupla de palhaços Patati Patatá (quarto lugar), Balão Mágico (quinto) e dois DVDs de Xuxa (sexto e nono lugares), com seu projeto "Só para baixinhos". Paula Fernandes, no entando, lidera. Adele ficou em segundo e Luan Santana conseguiu o terceiro lugar.
Veja a lista de CDs mais vendidos no Brasil em 2011:
1) Padre Marcelo Rossi - Ágape Musical
2) Paula Fernandes - Ao Vivo
3) Paula Fernandes - Pássaro de Fogo
4) Luan Santana - Ao Vivo no Rio
5) Padre Robson - Nos Braços Do Pai
6) Padre Fábio de Melo - No Meu Interior Tem Deus
7) Padre Reginaldo Manzotti - Milhões de Vozes Ao Vivo
8) Adele - 21
9) Damares - Diamante
10) Caetano Veloso e Maria Gadu - Multishow Ao Vivo
11) Beyoncé - 4
12) Rebeldes - Rebeldes
13) Lady Gaga - Born This Way
14) Marisa Monte - O Que Voce Quer Saber de Verdade
15) Justin Bieber - Under The Mistletoe
16) Pastora Ludmila Ferbera Ludmer - O Poder Da Aliança
17) Victor & Léo - Amor de Alma
18) Seu Jorge - Musicas Para Churrasco Vol. I
19) Padre Reginaldo Manzotti - Em Deus Um Milagre
20) Amy Winehouse - Back To Black
OGlobo
Aumentam reclamações contra policiais na Paraíba, diz Corregedoria
No ano de 2011 a Corregedoria da Polícia Militar da Paraíba protocolou 726 novos casos de supostas irregularidades cometidas por policiais no exercício de suas funções. De acordo com o órgão, o número representa um aumento de mais de 18, 59% em relação ao ano de 2010, onde foram protocolados 591 casos. Ainda segundo a Corregedoria, seis policiais foram presos no ano passado.
De acordo com o corregedor da Polícia Militar, coronel Antônio Carlos, os números não devem ser vistos apenas como aumento de ações criminosas entre policiais militares, mas também como uma resposta positiva às denúncias que chegam até a Corregedoria por meio de diversas fontes, e que estão sendo investigadas e protocoladas.
“Apesar de sermos injustamente acusados de corporativismo, estamos investigando as denúncias que chegam ao nosso conhecimento e tomando as medidas necessárias e cabíveis a cada caso” explicou o coronel.
De acordo com dados do órgão, a abertura de sindicância para apuração de faltas graves, foi a medida mais recorrente, chegando a um total de 387 processos, em 2010 esse número foi um pouco maior, chegando a 403 sindicâncias. Abuso de autoridade, ameaças e práticas irregulares correspondem a maior parte das denúncias investigadas.
O segundo procedimento mais instaurado pela Corregedoria da PM no ano passado foi o de apuração por transgressão disciplinar, com 167 casos. Em seguida aparece Inquérito Policial Militar, 107 casos; Inquérito Técnico, com 24 procedimentos; auto de prisão em flagrante e delito, 15 ; conselho de disciplina, 11; reconsideração de ato, seis casos ; e processo administrativo disciplinar e deserção com dois registros cada.
Segundo o coronel Antônio Carlos, a maioria das reclamações contra policiais é feita por meio da Ouvidoria da Polícia, que foi criada em 2008 para receber críticas e sugestões da população sobre o trabalho da PM, Polícia Civil e também Corpo de Bombeiros . De acordo com o relatório da Ouvidoria de 2011, os caos mais comuns de relatos contra policiais são de abuso de autoridade, ocultação de identificação, ameaça e corrupção.
Ainda de acordo com dados da Ouvidoria a maioria das práticas irregulares cometidas por policiais acontecem em vias públicas. Logo depois aparecem ações dentro do domicílio das vítimas e dentro do departamento de polícia.
G1PB
Romero propõe obrigatoriedade de rampas e móveis em escolas
O deputado Romero Rodrigues (PB) quer tornar obrigatória a existência de rampas, equipamentos e mobiliário para atender estudantes com necessidades físicas especiais nas escolas brasileiras.Nesse sentido, o tucano apresentou proposta que altera a lei de diretrizes e base da educação nacional. O objetivo, de acordo com ele, é tornar explícita a obrigatoriedade do provimento dessas condições em todas as redes escolares.
O tucano justifica a necessidade dessa alteração na lei porque, embora de forma genérica tenha se buscado atender as necessidades dos estudantes com deficiências físicas, há questões que permanecem sem o devido encaminhamento em grande parte das escolas.
Rodrigues cita, por exemplo, a ausência de condições materiais de acessibilidade e adequação do mobiliário escolar e de equipamentos de laboratórios e salas de informática. “Com esta lei vigorando certamente será impulsionada a implementação de ações que garantam a efetividade desses inegáveis direitos dos educandos”, destaca.
Ascom
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