Aproveitando ainda o bom momento do mercado interno, a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep) manteve o crescimento de 5% este ano. A expansão fica mais uma vez acima da média nacional. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta alta de 3% do setor industrial no país.
A manutenção de crescimento da indústria paraibana, acima da média nacional, conforme o presidente da Fiep, Francisco (Buega) Gadelha, está atrelada a uma série de fatores, inclusive à recuperação de anos em que o setor não conseguiu crescer de modo satisfatório na Paraíba. “Passamos por períodos muito difíceis, mas principalmente nos últimos, vimos o número de indústrias da Paraíba crescer e o setor se desenvolver”, comentou o dirigente, ao informar que nos últimos cinco anos o número de indústrias instaladas na Paraíba saltou de 3,5 mil para em torno de 6 mil.
Hoje, quando se comemora o Dia da Indústria, o presidente da Fiep, Buega Gadelha, acredita que o setor tem muito a comemorar na Paraíba. “Temos muito a comemorar neste ano e acredito que no dia 25 de maio [hoje] teremos ainda mais alegrias para celebrar”, comentou Gadelha.
Entre os motivos para esta euforia do setor na Paraíba estão as medidas recentes de incentivo tomadas pelo governo federal.
“Estamos em um ano favorável. A presidente da República mostrou que vê na indústria o motor da economia. Várias medidas de incentivo, como a redução do IPI para alguns produtos, desoneração da folha de pessoal de 15 segmentos, e a redução das taxas de juros já foram tomadas. Isto colabora para o crescimento do setor”, avaliou.
Entre os setores que deverão registrar desempenho neste ano, segundo Gadelha, estão a construção civil, a mineração e o calçadista. “A construção civil é um setor que agrega um grande número de segmentos industriais e tem sido o carro-chefe do crescimento”, diz.
MERCADO INTERNO
De acordo com o estudo IPC Maps, que faz a projeção do potencial de consumo, os gastos das famílias paraibanas devem aumentar 11,7% e atingir R$ 35,7 bilhões este ano, indicando que o mercado interno continua aquecido.
JP Online