Governo vai usar detectores de metal nos presídios da Paraíba


A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) vai utilizar detectores de metal em todas as unidades prisionais da Paraíba. O plano faz parte do ‘Programa de Contenção Qualificada’ que pretende ser implantado em todas as 64 prisões paraibanas, em até três meses. Já a partir do fim de semana, as unidades em Campina Grande e João Pessoa, onde há maior concentração de apenados, contarão com equipamentos novos.

A medida está sendo tomada para evitar a constante entrada de celulares, drogas e armas nas cadeias do Estado. Em mais uma operação ‘pente-fino’ realizada na manhã da última quarta-feira, na penitenciária Máxima do Serrotão, em Campina Grande, foram apreendidos 67 celulares e 81 espetos artesanais. Em apenas duas varreduras realizadas no ano, já são 170 armas perfurantes e 120 itens eletrônicos apreendidos naquela unidade, que conta com cerca de 560 apenados.

De acordo com o gerente de sistemas da Seap, coronel Arnaldo Sobrinho, já a partir do sábado as unidades de Campina Grande e João Pessoa contarão com detectores de metal novos. As duas cidades receberão os aparelhos com maior urgência por concentrarem, segundo a Seap, cerca de 60% da população carcerária paraibana – atualmente, em cerca de 8,5 mil presos. A utilização dos itens passa por processo de licitação e também se estenderá às cadeias de demais cidades do Estado, em prazo estimado de até três meses.

“A facilidade de ingresso de itens proibidos é, via de regra, pela visita. A intenção da secretaria é melhorar a capacitação quanto ao aspecto da revista de ingresso das pessoas nas unidades prisionais, reforçando com detectores de metal”, disse o coronel. “Já temos equipamentos em algumas unidades, mas iremos reforçar esse procedimento com aquisição de novos detectores, além de reposição e manutenção de nossos aparelhos e baterias”, alertou.

JP Online