Contratos de penhor crescem 30% na Paraíba


Modalidade de aquisição de crédito considerada mais rápida e menos burocratizada que outras formas de empréstimo, o penhor em instituições bancárias (quando um metal precioso, uma joia, uma pedra preciosa são dados como garantia) tem atraído mais paraibanos.

Somente na Caixa Econômica Federal, no ano passado, o crescimento no saldo dos contratos firmados na Paraíba foi de quase 30% (29,98%) quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Enquanto que em dezembro de 2010, o saldo dos contratos foi de R$ 12,204 milhões contra saldo de R$ 15,864 milhões, no final do ano passado. Já no número de contratos firmados, o crescimento foi menor (3,3%), com um total de 16.386 contratos firmados contra 15.853 firmados em 2010.

Para o economista Cláudio Rocha, uma das vantagens desta modalidade é a possibilidade de, em determinado mês, o cliente pagar apenas os juros do empréstimo, podendo adiar o pagamento do capital. “Quando você faz um empréstimo, nas parcelas que você paga, uma parte é formada pelos juros e outra é formada pelo capital (parte do valor que você pegou emprestado). Enquanto que em outras formas de empréstimo você tem que pagar os juros e o capital de uma vez, no penhor, se em algum mês você não tiver dinheiro suficiente para pagar tudo, você pode pagar apenas os juros e deixar o capital rolar para ser pago depois”, explicou.

Com relação à taxa de juros, o penhor também é mais vantajoso que a maioria das linhas de crédito. Com taxas que variam de 2% a 2,4% ao mês, os juros ficam abaixo das modalidades tradicionais de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), que tem taxas que geralmente giram em torno de 5%.

“As taxas de juros de empréstimos consignados geralmente ficam em torno de 1,9% e se a pessoa tem esta opção talvez seja melhor fazer um consignado. Mas se a pessoa não pode fazer empréstimo consignado e possui alguma joia de valor, o penhor pode ser uma saída”, comentou Cláudio Rocha.

Para realizar o empréstimo na modalidade penhor, o cliente deve se dirigir às agências que trabalham com esta modalidade, levando o bem a ser empenhado, documento de identidade, CPF e comprovante de endereço recente. Os empréstimos estão limitados a 85% do valor de avaliação ou até 130% quando se tratar de cliente beneficiado pelo Limite Especial de Penhor, respeitado o limite máximo de R$ 100 mil para a modalidade penhor e R$ 1.500,00 para micropenhor.

Para o superintendente da Caixa Econômica na Paraíba, Elan de Miranda, “o penhor é uma forma simples para obtenção de crédito. O cliente não precisa de avalistas, análise de crédito ou outra burocracia para ter acesso ao dinheiro. Basta fazer seu cadastro e trazer a joia que se deseja penhorar para, depois de feita análise pela equipe, ser repassado o valor correspondente. A facilidade de resgate das joias também é um dos atrativos principais do penhor." Segundo Miranda, “além de opção de crédito, o penhor também é uma maneira segura de conservar as joias da família. Na Caixa, aquele bem está mais seguro do que em casa. Quando o cliente trouxer o valor que lhe foi financiado terá devolvida, prontamente, a sua joia", revela o superintendente.

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