A pesquisa realizada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontou que a Paraíba ficou também acima da média regional. O Nordeste ampliou em 4,8% a sua demanda, que totalizou 6,272 mil GWh em janeiro deste ano. No entanto, a análise comparativa entre janeiro de 2011 e o mesmo mês deste ano não é considerada a ideal pelo gerente do Departamento de Faturamento e Arrecadação da Energisa Paraíba, Cleyson Jacomini. "O número de dias faturados e o clima, principalmente nas áreas de irrigação, impactam a apuração do consumo", esclarece. Segundo os dados contabilizados pela Energisa PB, o setor rural foi responsável pelo maior crescimento, em termos percentuais, de consumo no Estado.
Ampliando em 18,53% a demanda por energia elétrica, que foi de 23 GWh no primeiro mês do ano. Mas, em números absolutos, coube ao setor residencial o maior gasto energético, com o registro de 111 GWh em janeiro de 2012, um aumento de 6 GWh comparado a 2011.
E o Nordeste teve a maior participação no consumo nacional: com 5,982 mil GWh. Os estados nordestinos ampliaram o gasto de energia em 4,8%, com destaque para Pernambuco e Ceará, que cresceram, respectivamente, 11,5% e 9,6%.
O menor crescimento entre as “classes energéticas” foi na indústria, que cresceu apenas 4,5% em janeiro, totalizando 49 GWh consumidos. De acordo com a EPE, a menor produção industrial e o aumento da oferta de energia estão entre os principais causadores da quase estagnação do consumo industrial, o qual foi de 14,5 mil GWh, um crescimento de apenas 0,1% sobre janeiro de 2011.
Mas Cleyson vislumbra sinais de recuperação no setor industrial, depois de um ano de fraco desempenho, quando principalmente o setor têxtil “sofreu forte crise pela concorrência internacional, câmbio e preço da matéria-prima”. O responsável pelo faturamento da Energisa PB destacou que o setor de comércio e serviços passa por um estágio de crescimento e tem uma tendência a ampliar o consumo de energia. E o setor do comércio foi responsável por 51GWh do consumo, com 11,89% de aumento com relação ao mesmo mês de 2011. Já o crescimento dos setores considerados de baixo consumo, medido na baixa tensão (residências e comércio e serviços) foi atribuído pela EPE ao clima no final de 2011 e início deste ano, que contou com chuvas e temperaturas menores, se comparadas às do verão passado. Nas residências, Cleyson acredita que o aumento do consumo deveu-se entre outros fatores, à “melhoria de renda da população.
Jornal da Paraiba