O primeiro mês do ano teve pelo menos 69 homicídios na Paraíba, resultando numa média de dois assassinatos ao dia, em janeiro. Esses números foram obtidos a partir de levantamento feito dos crimes noticiados pelo Jornal Correio da Paraíba. Os números deste ano aumentaram 6% em relação ao mesmo período de 2011, quando foram contabilizados pela reportagem 65 assassinatos. Na noite do último domingo, foram registrados mais três assassinatos brutais na Região Metropolitana de João Pessoa.
No Alto do Mateus, um homem ainda não identificado teve a cabeça e uma das mãos decepadas. O corpo dele foi encontrado por moradores dentro de um mangue. De acordo com a No Renascer III, em Cabedelo, ocorreu outro crime brutal: o técnico em refrigeração Leonildo Batista dos Santos, 24, foi morto a pedradas e teve a cabeça esmagada. No Bairro São José, o ex-presidiário Gerson Costa da Silva, 28, foi alvejado com nove tiros.
Segundo o psicólogo, Raynero Aquino de Araújo, especialista em Psicologia Cognitivo-Comportamental, a brutalidade que vem sendo praticada nos homicídios é gerada por fatores como transtorno de personalidade anti-socal, dependência química, parafilias, relacionadas com a impunidade.
"A questão da dependência química a gente vê associado com crimes violentos praticados por donos de bocas de fumo, que fazem isso até como um alerta para aqueles que têm alguma dívida. Eles fazem da forma mais cruel e mais perversa possível, justamente para gerar medo nas outras pessoas", explicou.
"Há estudos que dizem que as pessoas que controlam as bocas de fumo são caracterizadas como transtorno de personalidade anti-social porque eles não têm limites para aquilo que eles querem conquistar e tratam com requintes de crueldade, chegando a amputar e matar pessoas".
De acordo com ele, as parafilias, ou desvios sexuais também são fatores que estão relacionados à prática de homicídios. "Por exemplo, muitos pedófilos chegam a matar suas vítimas, porque eles entendem que, assim, conseguirão esconder o crime", disse.
O psicólogo explicou que a impunidade é uma das causas que mantém os homicídios. "A impunidade é um agente mantenedor da violência. Muitas pessoas cometem os crimes e várias vezes não punidos por isso. Vários criminosos só são descobertos depois que já fizeram umas 20 vítimas e isso dá uma ideia de impunidade ao criminoso, que acha que vai continuar fazendo e não vai ser punido".
Humberto Lira, Tássio Ponce de Leon, Thibério Rodrigues e Giovan