Paraíba obteve maior desempenho na geração de emprego

A Paraíba registra expansão de empregos com carteira assinada. Nos primeiros onze meses deste ano, foram gerados 20.834 novos postos de trabalho, o que representa 6,30% de acréscimo. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), só no mês de novembro, o Estado gerou 2.150 empregos celetistas, que correspondem a um aumento de 0,62% em relação a outubro de 2011.

Proporcionalmente, o desempenho da Paraíba foi o melhor de todo o Nordeste. De outubro a novembro deste ano, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte tiveram expansão de 0,41%, 0,40% e 0,25%, respectivamente. A Paraíba gerou 571 empregos por milhão de habitantes, enquanto o Ceará gerou 516 e a Bahia, 225. Pernambuco, que é considerado hoje o "motor” do Nordeste, gerou 584 empregos por milhão de habitantes.

Em termos absolutos, o desempenho da Paraíba é o terceiro melhor de toda a série histórica do Caged para o período. O sucesso do resultado foi derivado da expansão de emprego, principalmente nos setores do comércio, com geração de 1.194 novos postos, e de serviços, com aumento de 654 celetistas na Paraíba.

O terceiro setor que mais contribuiu para o aumento foi o da indústria de transformação, com expansão de 495 novos postos, seguido pela agropecuária, com 97 novos empregos. Em números de variações relativas, os municípios com mais de 30 mil habitantes que se destacaram na geração de empregos no mês de novembro foram Cabedelo (+2,07%), Sousa (+1,98%), Queimadas (+1,65), Mamanguape (+1,37%), Solânea (+1,13%) e Pombal (+1,02%). João Pessoa teve expansão acima da média do Estado, de 0,67%.

Secom-PB

Sites brasileiros participam da liquidação Boxing Day

Depois da ‘Black Friday’ e da 'Cyber Monday', o e-commerce brasileiro importa mais uma tradicional liquidação americana. Ocorre nesta segunda-feira (26) o ‘Boxing Day’, termo usado para descrever o primeiro dia útil após o Natal, quando varejistas fazem grandes liquidações para vender o que restou nos estoques.

A ação está sendo realizada no Brasil pelo site Busca Descontos. Trinta empresas participam da promoção online, incluindo Americanas.com, Brastemp, Centauro, Dell, Fnac, Submarino e TAM.

Os descontos podem chegar a 70% – embora a maior parte das ofertas fique na faixa de 30% a 40% – e valem somente para compras feitas no site nesta segunda-feira.

Dentre os produtos anunciados, o Walmart vende GPS com mapas 3D da Multilaser com 67% de desconto, de R$ 599 por R$ 198.

Na lojas Colombo, televisor LG de LED 3D, 42 polegadas, com quatro óculos 3D, tem desconto de 40%, de R$ 4.199 para R$ 2.549.

Uma das promoções da Dell é o notebook Vostro 3550, de R$ 3.099 por R$ 2.099, um desconto de 32%. Já a FNAC oferece todos os livros com 30% de desconto.

O 'Boxing Day' é muito comum em países como Canadá e Estados Unidos. No Brasil, os tradicionais saldões do comércio varejista começam em janeiro. Com o evento, a ideia é estimular ainda mais as vendas de fim de ano.

Extra faz saldão de fim de ano

A rede de hipermercados Extra, do Grupo Pão de Açúcar, começa nesta segunda-feira seu saldão anual de fim de ano. A promoção vai até dia 31 de dezembro e vale tanto para as lojas físicas quanto para o site. Com a ação, o Extra espera ampliar em até 40% as vendas dos itens em promoção em comparação com o mesmo período de 2010.

Segundo o Extra, os descontos podem chegar a 50% em diversos produtos, incluindo itens do bazar, têxtil, eletroeletrônicos e brinquedos. Dentre as ofertas anunciadas estão televisor LCD de 32 polegadas, de R$ 1.199,90 por R$ 949,90, e lavadora Electrolux com capacidade para 10 quilos, de R$ 1.199 por R$ 899.

IG

Paraíba terá sistema que controlará servidores

A Paraíba será o primeiro Estado a implantar o Sistema Previdenciário de Gestão de Regimes Públicos de Previdência Social (Siprev). O objetivo é permitir gerir os dados dos servidores ativos, aposentados e pensionistas e transmiti-los à União.

No final da tarde desta segunda-feira (26), o governador Ricardo Coutinho recebeu a visita do secretário nacional de Política da Previdência Social, Leonardo Rolim, que manifestou seu otimismo em relação à parceria firmada com a Paraíba. Ele disse acreditar que a implantação do Siprev será rápida, em função da experiência dos técnicos da PBPrev, que participaram do detalhamento da especificação do sistema.

O governador comentou sobre como encontrou a Previdência estadual, bem como sobre a situação financeira do Estado. "Estamos dentro da normalidade, porém nos limites. Temos que trabalhar cada vez mais para a manutenção e o equilíbrio do Estado”, disse o governador.

Rolim explicou que o Siprev vai ajudar o Estado a ter maior controle dos servidores ativos, aposentados e pensionistas.

Os dados gerados serão transmitidos à União, que vai gerenciar o Cadastro Nacional de Informações Sociais de Regimes Públicos de Previdência Social (CNIS/RPPS), o qual vai permitir identificar situações irregulares dos servidores – como, por exemplo, acumulação indevida. Também possibilitará ao Estado ter avaliação atuarial e fazer o cruzamento de dados com o sistema de óbitos e com o sistema do regime geral de Previdência do INSS. "Isso possibilitará redução de despesas e revisão atuarial mais segura”, reforçou.

A secretária da Administração, Livânia Farias, e o presidente da PBPrev, Hélio Carneiro Fernandes, participaram da audiência no gabinete do governador, no Palácio da Redenção.

Secom-PB

Casa Militar vai fiscalizar uso de carros oficiais fora do serviço e disponibiliza telefone para denúncia

A Casa Militar do Governo informou que vai realizar fiscalização para coibir o uso de carros oficiais fora do horário de serviço. A decisão visa coibir abusos de funcionáios que utilizam os veiculos oficiais para uso particulares.

Um dos exemplos foi quando um veículo da Cagepa foi visto entrando em um motel da Capital. Na epoca, o motorista trabalhava em outra cidade e aproveitou que estava resolvendo problemas da repartição para dar uma esticadinha.

Outros exemplos rotineiros são os usos dos carros oficiais para transportar a feira do supermercado e até mesmo pegar os filhos na escola.

Para tentar coibir esses usos, a Casa Militar apela para que a população colabore denunciando os infratores através dos telefones: 3216 8030 e 8839 1041.

PB Agora

Brasil supera Reino Unido e se torna 6ª maior economia do mundo

O Brasil deve superar o Reino Unido e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do CEBR (sigla em inglês para Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios) publicadas na imprensa britânica nesta segunda-feira (26/12).

Segundo a consultoria britânica especializada em análises econômicas, a queda do Reino Unido no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.

O jornal local "The Guardian" atribui a perda de posição à crise bancária de 2008 e à crise econômica que persiste em contraste com o boom vivido no Brasil na rabeira das exportações para a China.

O "Daily Mail", outro jornal que destaca o assunto nesta segunda-feira, diz que o Reino Unido foi "deposto" pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.

Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao "futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global" com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.

Um artigo que acompanha a reportagem do "Daily Mail", ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no Carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.

"O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado", conclui o artigo intitulado "Esqueça a União Europeia... aqui é onde o futuro realmente está".

A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo "Guardian", que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos.

"A única compensação (...) é que a França vai cair em velocidade maior". De acordo com o jornal, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ainda se gaba da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás do tradicional rival Reino Unido.

O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site "This is Money" com o título: "Economia britânica deve superar francesa em cinco anos".

BBC Brasil

PRF registra diminuição nos números de acidentes e mortes no Natal na Paraíba

A Superintendência da Polícia Rodoviária Federal na Paraíba (PRF-PB) divulgou nesta segunda-feira (26) que o número de acidentes e mortes registrados no Natal de 2011 diminuíram em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a inspetora Keilla Melo, do Núcleo de Comunicação Social, aconteceram 35 acidentes, com 22 pessoas feridas e uma morte desde 16 de dezembro, quando a Operação Fim de Ano foi iniciada. Em 2010, no mesmo intervalo de tempo, ocorreram 37 acidentes, com 33 feridos e cinco mortes.

Para a inspetora, o resultao é positivo. "A gravidade dos acidentes diminuiu, sinal de que o motorista está atento e que a PRF vem fazendo seu trabalho, que é intensificar a fiscalização", comentou. Para Keilla Melo, um fator que contribuiu para a tranquilidade nas estradas federais na Paraíba foi a campanha educativa lançada pela PRF antes das festas de fim de ano começarem.

Apesar de comemorar os números, ela alerta que ainda têm os festejos e as viagens de Ano Novo pela frente. "A operação ainda não terminou, só no dia 2 de janeiro. As fiscalizações continuam. Se o motorista quiser dirigir embriagado, deve se lembrar que nós estaremos de olho. A multa é pesada e pode acarretar em prisão também", explicou a inspetora.

Segundo ela, a maior preocupação nesta segunda fase da Operação Fim de Ano é a quantidade de motoristas embriagados nas estradas. Ela recomendou que os pedestres e demais condutores denunciem caso se deparem com alguém dirigindo de forma comprometedora e fazendo zigue-zague na pista, por exemplo. As descrições da placa e características do veículo podem ser repassadas à PRF gratuitamente e de forma anônima pelo telegone 191.

G1PB

Nordeste concentra maior número de vagas do Sisu 2012

A partir desta segunda-feira, dia 26, estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 poderão consultar onde estão as 108 mil vagas que serão oferecidas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o primeiro semestre de 2012. A ferramenta foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2009 para unificar o processo de seleção de universidades públicas e permite ao estudante tentar ingressar em diferentes instituições a partir da nota obtida no Enem.

Para 2012, as vagas estão distribuídas em 3.327 cursos de 95 instituições públicas de ensino superior. São 42 universidades federais, 13 instituições estaduais e 39 institutos federais de educação profissional, além da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, administrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). As oportunidades se concentram principalmente no Nordeste e Sudeste, que oferecem respectivamente 34,66% e 33,09% das vagas. Menos de 5% das vagas estão no Norte; 12,88%, no Centro-Oeste e 14,5%, no Sul. Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados com o maior número de instituições participantes: 15 em cada. Nenhuma instituição do Distrito Federal aderiu a esta edição do Sisu.

Os estudantes interessados em concorrer às vagas deverão acessar o Sisu a partir das 0h do dia 7 de janeiro até o dia 12 do mesmo mês. No sistema, o candidato deve escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Diariamente, o sistema divulga a nota de corte preliminar de cada curso com base na nota do Enem dos candidatos que pleiteiam as vagas. Durante esse período, o participante pode alterar essas opções se achar que tem mais chances de ser aprovado em outro curso ou instituição.

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro e a segunda no dia 26 do mesmo mês. Após as duas etapas, caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizadas para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.

Agencia Brasil

FARRA JUNINA: CGU investiga convênios do Turismo na Paraíba, São Mamede aparece na lista negra

A Controladoria Geral da União (CGU) está encaminhando aos órgãos competentes, para as providências cabíveis nas respectivas áreas de atuação, a conclusão do relatório contendo os resultados da auditoria especial realizada, por determinação da presidente Dilma Rousseff, para apurar denúncias de irregularidades no Ministério do Turismo. Na Paraíba, 19 convênios assinados com oito prefeituras estão sob investigação. Eles somam um montante de R$ 4,2 milhões.

A equipe de auditores designada pelo ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, em agosto deste ano, verificou a procedência de denúncias veiculadas na imprensa sobre a execução de convênios e contratos celebrados pelo Ministério do Turismo com 22 entidades no âmbito do programa “Turismo Social no Brasil: Uma viagem de Inclusão”.

O foco das apurações foi voltado às atividades de qualificação profissional do projeto “Bem Receber Copa”, relacionado à realização da Copa do Mundo de 2014.

No entanto, a CGU incluiu, além dos fatos denunciados na mídia sobre a operação “Voucher”, outros processos do ministério voltados à infraestrutura e à promoção de eventos turísticos. Ao todo, a CGU analisou 54 convênios e cinco contratos, que englobam um total de R$ 281.827.852,38 milhões fiscalizados.

Entre as principais falhas, a CGU identificou as deficiências estruturais nos processos de gestão e irregularidades nos atos de aprovação, pelo Ministério, dos planos de trabalho apresentados pelas entidades convenentes e empresas contratadas, assim como nas suas prestações de contas e execução dos objetos contratuais.

Também foi encontrado um número expressivo de projetos não iniciados ou com as obras paralisadas; além da falta de comprovação de despesas e vícios em processos de contratação, que acabam por comprometer a oferta de preços competitivos e a regular aplicação dos recursos públicos.

O relatório da Auditoria está sendo encaminhado pela CGU, além de ao Ministério do Turismo, ao Ministério Público federal (MPF), Tribunal de Contas (TCU), Ministério da Justiça (para envio ao Departamento de Polícia Federal) e à Advocacia-Geral da União (AGU).

Grupos criados para orçamentos

Na Paraíba, verificou-se a formalização de 200 convênios com entes públicos e privados, pertinentes à Promoção de Eventos para Divulgação do Turismo Interno. Desses, foram identificados 134 convênios que atenderam cumulativamente as condições definidas e com prestação de contas apresentadas ao Ministério do Turismo no período de janeiro/2006 a junho /2009.

Entre as irregularidades, a CGU identificou grupos criados para fornecer orçamentos às prefeituras, com empresas que sempre ganharão o contrato e outras apenas para constar e perder na concorrência.

A partir daí, foi aplicada seleção estatística que resultou em um quantitativo de 11 convênios para análise. Posteriormente, a amostra estatística foi acrescida de 14 convênios, em razão da veiculação de notícias na mídia ou decorrentes de demandas específicas formuladas por outros agentes públicos, totalizando 25 processos analisados.

Os municípios listados foram Aguiar; Boa Ventura; Catingueira; Curral Velho; Natuba; Pedra Branca; Quixaba; São Bento; São Mamede e Teixeira.

Após a aplicação de filtros específicos, obteve-se uma lista de 19 convênios que atenderam cumulativamente aos parâmetros relacionados à época da formalização e a entidade convenente. Sobre Natuba e Pedra Branca, não foram identificados convênios firmados com o MTur, cujo objetivo fosse a promoção de eventos e, por isso, não estavam relacionadas com a demanda oriunda da Procuradoria da República no Estado da Paraíba.

Prestações de contas montadas

Diversas prestações de contas de contratos com empresas paraibanas apresentam indícios de terem sido montadas por uma mesma empresa ou pessoa, já que as capas das prestações de contas apresentadas pelos convenentes são idênticas, contendo as informações do convênio com o mesmo padrão de apresentação. Identificou-se ainda que a letra grafada e a formatação são os mesmos.

Foram identificados textos idênticos em ofícios de apresentação de prestações de contas de prefeituras distintas e a ordenação da documentação dos documentos autuados nas prestações de contas segue o mesmo padrão. Observou-se, também, expressivas variações nos valores dos cachês pagos aos mesmos artistas, tendo como diferencial a empresa contratada para a realização do evento.

Durante a realização das análises processuais, foi identificada a existência de um grupo de empresas que sempre fornecem orçamento às prefeituras para fundamentar os planos de trabalho apresentados ao Ministério do Turismo e também participam dos processos de contratação.

Além disso, existem indícios de que nesse grupo há um subgrupo que participa dos processos licitatórios apenas para perder, como é o caso das empresas Ji Pereira Eventos, Net Propaganda, Bruno Alexandre Silva de Sousa e JN Produções e Eventos.

Há ainda um subgrupo que sempre apresenta as propostas vencedoras, como a Xoxoteando Produções Artísticas Ltda., Vieberton, Maria do Carmo R. de Araújo, Kalina Lígia Claudino Valério, J. Francisco Bordes e Rafael Santos Diniz.

Prefeitura de Catingueira não apresentou comprovação

Em um contrato entre a Prefeitura Municipal de Catingueira e a empresa Xoxoteando Produções Artísticas, não houve comprovação da celebração do contrato de prestação de serviço, e não consta dos autos, a cópia do contrato de exclusividade celebrado entre a banda contratada (Limão com Mel) e a empresa Xoxoteando.

Além disso, não consta qualquer foto original, vídeo ou imagens mostrando a apresentação da banda durante a realização do evento, tampouco a estrutura de palco e o som locados.

Segundo o relatório, com as fotos apresentadas, não se pode aferir quem está se apresentando e em que local. No rodapé das fotografias aparece a data de 31/07/2006, data conflitante com o descrito no Plano de Trabalho para a realização do evento (29 e 30/06/2006).

Com relação ao palco, foram autuadas fotografias onde se verifica que pessoas estão discursando sobre a carroceria de um caminhão, fato que evidencia a ausência de locação de estrutura própria, entre outras regularidades.

Em um contrato entre a Prefeitura Municipal de Boa Ventura com a empresa Kalina Lígia Claudino Valério, os valores pagos pelos cachês dos artistas diferem daqueles previstos no Plano de Trabalho, como ‘Banda Cheiro de Amor’ por R$ 38 mil, enquanto que constava no Plano R$ 35 mil e ‘Banda Fogo na Roupa’ por R$ 25 mil, contra R$ 15 mil do Plano. Além disso, foi contratada a artista ‘Eliane a Rainha do Forró’ por R$ 42 mil, que não constava no Plano de Trabalho.

Correio da Paraíba

Decreto do Diário Oficial garante salário mínimo de R$ 622 em 2012

O Diário Oficial da União desta segunda-feira (26) traz o decreto da presidente Dilma Rousseff que fixa o novo salário mínimo brasileiro em R$ 622. A mudança na remuneração básica entra em vigor no dia 1º de janeiro de 2012, mas só cai na conta do brasileiro no dia 1º de fevereiro.

Em parágrafo único, o texto informa que o "valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 20,73 e o valor horário a R$ 2,83". Durante a maior parte de 2011, o valor do salário mínimo foi de R$ 545.

A presidente Dilma Rousseff assinou antes de entrar de férias o reajuste do mínimo, que teve um aumento de 14,13% em relação ao atual valor. Apesar dessa alta, o valor ficou um pouco abaixo do aprovado pelo Congresso Nacional na quinta-feira (22), que previu a remuneração em R$ 622,79 no Orçamento.

O cálculo utilizado para a definição do mínimo foi o aprovado em fevereiro deste ano pelo Congresso.

De acordo com a nova regra, o salário mínimo será reajustado com base na inflação do ano anterior somado ao crescimento da economia de dois anos antes. Com isso, o novo mínimo leva em conta a inflação de 2010 e o PIB (Produto Interno Bruto) de 2009.

A fórmula de reajuste, que vai até 2015, pode levar o mínimo a superar os R$ 800 daqui a quatro anos. Um aumento de R$ 1 no salário mínimo equivale a uma elevação de gastos de cerca de R$ 300 milhões.

Assim, o aumento do mínimo para 2012, que é de R$ 77, vai representar uma despesa extra de R$ 23 bilhões para o governo, que terá de reajustar também o valor pago aos aposentados que recebem o mínimo.

R7

Mentiras mais contadas sobre Trabalho Escravo

A pedido da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), a ONG Repórter Brasil enumerou as mentiras mais contadas por aqueles que não querem ver o problema resolvido e contou a verdade por trás delas.

1) Mentira: Não existe trabalho escravo no Brasil.

Verdade: Infelizmente, existe. A assinatura da Lei Áurea, em 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, colocando fim à possibilidade de possuir legalmente um escravo. No entanto, persistem situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões.

Há fazendeiros que, para realizar derrubadas de matas nativas para formação de pastos, produzir carvão para a indústria siderúrgica, preparar o solo para plantio de sementes, entre outras atividades agropecuárias e extrativistas, contratam mão-de-obra utilizando os famigerados “gatos”. Eles aliciam os trabalhadores, servindo de fachada para que os fazendeiros não sejam responsabilizados pelo crime.

Esses gatos recrutam trabalhadores em regiões distantes do local da prestação de serviços ou em pensões localizadas nas cidades próximas. Na primeira abordagem, eles se mostram pessoas extremamente agradáveis, portadores de excelentes oportunidades de trabalho. Oferecem serviço em fazendas, com salário alto e garantido, boas condições de alojamento e comida farta. Para seduzir o trabalhador, oferecem “adiantamentos” para a família e garantia de transporte gratuito até o local do trabalho.

O transporte é realizado por ônibus em péssimas condições de conservação ou por caminhões improvisados sem qualquer segurança. Ao chegarem ao local do trabalho, eles são surpreendidos com situações completamente diferente das prometidas. Para começar, o gato lhes informa que já estão devendo. O adiantamento, o transporte e as despesas com alimentação na viagem já foram anotados no caderno de dívida do trabalhador que ficará de posse do gato. Além disso, o trabalhador percebe que o custo de todos os instrumentos que precisar para o trabalho – foices, facões, motosserras, entre outros – também serão anotados no caderno de dívidas, bem como botas, luvas, chapéus e roupas. Finalmente, despesas com os emporcalhados e improvisados alojamentos e com a precária alimentação serão anotados, tudo a preço muito acima dos praticados no comércio.

Convém lembrar que as fazendas estão incrivelmente distantes dos locais de comércio mais próximos, sendo impossível ao trabalhador não se submeter totalmente a esse sistema de “barracão”, imposto pelo gato a mando do fazendeiro ou diretamente pelo fazendeiro.

Se o trabalhador pensar em ir embora, será impedido sob a alegação de que está endividado e de que não poderá sair enquanto não pagar o que deve. Muitas vezes, aqueles que reclamam das condições ou tentam fugir são vítimas de surras. No limite, podem perder a vida. Este é o escravo contemporâneo, vítima do crime previsto no artigo 149 do Código Penal, submetido a condições desumanas e subtraído de sua liberdade.

2) Mentira: A escravidão foi extinta em 13 de maio de 1888.

Verdade: A escravidão contemporânea é diferente da antiga, mas rouba a dignidade do ser humano da mesma maneira. No sistema antigo, a propriedade legal era permitida. Hoje, não. Mas era muito mais caro comprar e manter um escravo do que hoje. O negro africano era um investimento dispendioso, a que poucas pessoas tinham acesso. Hoje, o custo é quase zero, paga-se apenas o transporte e, no máximo, a dívida que o sujeito tinha em algum comércio ou hotel. Se o trabalhador fica doente, ele é largado na estrada mais próxima e se alicia outra pessoa. A soma da pobreza generalizada – proporcionando mão-de-obra farta – com a impunidade do crime criam condições para que perdurem práticas de escravização, transformando o trabalhador em mero objeto descartável. Na escravidão contemporânea, não faz diferença se a pessoa é negra, amarela ou branca. Os escravos são miseráveis, sem distinção de cor ou credo. Porém, tanto na escravidão imperial como na do Brasil de hoje, mantém-se a ordem por meio de ameaças, terror psicológico, coerção física, punições e assassinatos.

3) Mentira: Se o problema existe, é pequeno. Além disso, apenas uma meia dúzia de fazendeiros utiliza trabalho escravo.

Verdade: Em 1995, o governo brasileiro, por intermédio de um pronunciamento do Presidente da República, assumiu a existência do trabalho escravo no Brasil. Já naquele ano foram criadas estruturas governamentais para o combate a esse crime, com destaque para o Grupo Executivo para o Combate ao Trabalho Escravo (Gertraf) e o Grupo Especial de Fiscalização Móvel. No ano passado, o atual Presidente da República lançou o Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e criou a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae). Em março de 2004, o Brasil reconheceu na Organização das Nações Unidas a existência de pelo menos 25 mil pessoas reduzidas à condição de escravos no país – e esse é um índice considerado otimista. Os números servem de alerta para o tamanho do problema. Porém, mesmo que houvesse um único caso de trabalhador reduzido à escravidão no Brasil, esse caso deveria ser combatido e eliminado.

De 1995 até agosto de 2009, cerca de 35 mil pessoas foram libertadas em ações dos grupos móveis de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego. As ações fiscais demonstram que quem escraviza no Brasil não são proprietários desinformados, escondidos em propriedades atrasadas e arcaicas. Pelo contrário, são grandes latifundiários, que produzem com alta tecnologia para o grande mercado consumidor interno ou para o mercado internacional. Não raro, nas fazendas são identificados campos de pouso de aviões dos fazendeiros. O gado recebe tratamento de primeira: rações balanceadas, vacinação com controle computadorizado, controle de natalidade com inseminação artificial, enquanto os trabalhadores vivem em piores condições do que as dos animais.

4) Mentira: A lei não explica detalhadamente o que é trabalho escravo. Com isso, o empresário não sabe o que é proibido fazer.

Verdade: O artigo 149 do Código Penal (que trata do crime do trabalho escravo) existe desde o início do século passado. A legislação trabalhista aplicada no meio rural é da década de 70 (lei n.º 5.889). Portanto, tanto a existência do crime como a obrigação de garantir os direitos trabalhistas não são coisas novas. Os proprietários rurais que costumeiramente exploram o trabalho escravo, na maioria das vezes, são pessoas instruídas que vivem nos grandes centros urbanos do país, possuindo excelente assessoria contábil e jurídica para suas fazendas e empresas. Além disso, uma série de acordos e convenções internacionais tratam da escravidão contemporânea. Por exemplo, as convenções internacionais de 1926 e a de 1956, que proíbem a servidão por dívida, entraram em vigor no Brasil em 1966. Essas convenções estão incorporadas à legislação nacional.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) trata do tema nas convenções número 29, de 1930, e 105, de 1957. Há também a declaração de Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho e seu Seguimento, de 1998.

De acordo com o Relatório Global da OIT de 2001, as diversas modalidades de trabalho forçado no mundo têm sempre em comum duas características: o uso da coação e a negação da liberdade. No Brasil, o trabalho escravo resulta da soma do trabalho degradante com a privação de liberdade. O trabalhador fica preso a uma dívida, tem seus documentos retidos, é levado a um local isolado geograficamente que impede o seu retorno para casa ou não pode sair de lá, impedido por seguranças armados. A Organização utiliza, no Brasil, o termo “trabalho escravo” em seus documentos.

5) Mentira: A culpa não é do fazendeiro e sim de gatos, gerentes e prepostos. O empresário não sabe dos fatos que ocorrem dentro de sua fazenda e por isso não pode ser responsabilizado.

Verdade: O empresário é o responsável legal por todas as relações trabalhistas de seu negócio. A Constituição Federal de 1988 condiciona a posse da propriedade rural ao cumprimento de sua função social, sendo de obrigação de seu proprietário tudo o que ocorrer nos domínios da fazenda. Por isso, o fazendeiro tem o dever de acompanhar com freqüência a ação dos funcionários que administram sua fazenda para verificar se eles estão descumprindo alguma norma da legislação trabalhista, além de orientá-los no sentido de contratar trabalhadores de acordo com as normas estabelecidas pela CLT.

6) Mentira: O trabalho escravo urbano é do mesmo tamanho que o rural.

Verdade: O trabalho escravo urbano é menor se comparado ao do meio rural. A Polícia Federal, as Delegacias Regionais do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Federal já agem sobre o problema. Vale lembrar que a escravidão urbana é de outra natureza, com características próprias. Portanto, pede instrumentos específicos para combatê-la – e não adaptações do que está sendo proposto para a zona rural. O principal caso de escravidão urbana no Brasil é a dos imigrantes ilegais latino-americanos – com maior incidência para os bolivianos – nas oficinas de costura da região metropolitana de São Paulo. A solução passa pela regularização da situação desses imigrantes e a descriminalização de seu trabalho no Brasil.

7) Mentira: Já existem muitas punições para quem pratica trabalho escravo. É só fazer cumprir a lei que a questão está resolvida. Não é necessária a aprovação de uma lei de confisco de terras.

Verdade: As leis existentes não têm sido suficientes para resolver o problema e o número de propriedades reincidentes é grande. Mesmo com a aplicação de multas e o corte do crédito rural, usar trabalho escravo ainda é um bom negócio para muitos empresários porque barateia os custos com mão-de-obra. Na prática, até hoje os infratores, quando flagrados, só pagavam os direitos trabalhistas que haviam sonegado, e nada mais. A sanção penal tem sido insuficiente. De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra, menos de 10% dos envolvidos em trabalho escravo no sul-sudeste do Pará, entre 1996 e 2003, foram denunciados por esse crime.

A questão da competência para julgar o crime (definida em prol da Justiça Federal no final de 2006) e o tamanho atual da pena mínima prevista no artigo 149 do Código Penal (dois anos) inibiram por muito tempo qualquer ação penal efetiva. Se julgado, há vários dispositivos que permitem abrandar a eventual execução da pena. Ela pode ser convertida em distribuição de cestas básicas ou prestação de serviços à comunidade, por exemplo.

Há medidas que vêm sendo tomadas na tentativa de atingir economicamente quem se vale desse tipo de mão-de obra – que vão das ações movidas pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério Público Federal até a publicação da “lista suja” do trabalho escravo no Brasil pelo governo federal. Nela, estão relacionados empregadores comprovadamente flagrados pela prática – que estão tendo suspensas suas linhas de crédito em agências públicas e identificados suas cadeias produtivas.

Mas a prática tem demonstrado que somente uma medida drástica, que coloque em risco a perda da fazenda em que foi utilizado trabalho escravo, coibirá com eficiência esse crime. Nesse sentido, a aprovação de um dispositivo constitucional que permita a expropriação das terras onde se constate a escravidão se torna medida imprescindível para a sua erradicação no país. Por fim, um dispositivo como esse não seria novidade em nossa legislação, uma vez que a possibilidade de expropriação de terras já existe no caso das propriedades em que forem encontradas plantações de psicotrópicos.

8) Mentira: A Justiça já tem muitos instrumentos para combater o trabalho escravo, não é necessário criar mais nenhum.

Verdade: Erra quem pensa que trabalho escravo é um problema apenas trabalhista. Trabalho escravo é um crime de violação de direitos humanos. Normalmente, quem se utiliza dessa prática também é flagrado por outros crimes e contravenções. Dessa forma, o trabalho escravo torna-se um tema transversal, que está ligado a diversas áreas e por todas deve ser combatido. A própria Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) é intersetorial, envolvendo diversas instituições estatais e da sociedade civil. Tem sido encontrada degradação do meio ambiental nos locais em que há degradação das relações do trabalho. Freqüentemente, mão-de-obra escrava é utilizada para desmatar ilegalmente a Amazônia brasileira. De acordo com os dados divulgados sobre o desmatamento em 2003, os municípios em que a floresta tomba são, em grande parte, os mesmos em que trabalhadores são reduzidos à escravidão.

Trabalho escravo também é um problema de desrespeito aos direitos humanos (tortura, maus tratos), criminal (cerceamento de liberdade, espancamentos, assassinatos) e previdenciário. Todos sabem que a lei de confisco de terras, quando aprovada, não vai resolver sozinha o problema do trabalho escravo. Para isso, é necessário também gerar empregos, conceder crédito agrícola, melhorar as condições de vida dos trabalhadores – atuando de forma preventiva nos locais de aliciamento para que eles não precisem migrar em busca de um emprego em um local distante e desconhecido. Mas a nova lei vai se somar aos instrumentos já existentes para erradicar o problema.

9) Mentira: Esse tipo de relação de trabalho já faz parte da cultura da região.

Verdade: A justificativa é falsa, embora seja comumente usada pelos produtores rurais. Mesmo que a prática fosse comum em determinada região – o que não é verdade, pois é utilizada por uma minoria dos produtores rurais – jamais poderia ser tolerada. Todo e qualquer crime deve ser combatido, com maior força exatamente onde for mais usual a sua prática. Há uma Constituição votada por representantes da população que garante direitos e liberdades individuais a cada cidadão – independente de credo, cor ou classe social. O desrespeito à dignidade e o cerceamento da liberdade não podem ser encarados como manifestação cultural de um povo, mas sim como a imposição histórica da vontade dos mais poderosos.

Além do mais, essa suposta “cultura da região” é compartilhada apenas por aqueles que concordam com o trabalho escravo, uma vez que a população mais pobre, vítima da escravidão, tem lutado desde a década de 70 para que seus direitos sejam efetivados.

10) Mentira: Não é possível aplicar a legislação trabalhista na região de fronteira agrícola amazônica. Isso geraria desemprego.

Verdade: Escravidão não é apenas uma questão trabalhista, mas acima de tudo criminal, já que a vítima tem sua liberdade e dignidade roubadas. Utilizar trabalho escravo é infringir a lei e, por isso, passível de punição, como o roubo e o homicídio também são. Qualquer região, por mais distante que seja, havendo a necessidade de usar o trabalho de alguém, deverá fazer isso em conformidade com a lei. O que se exige dos proprietários rurais é o cumprimento de alguns requisitos básicos da contratação e a garantia de que a pessoa consiga deixar o local de trabalho no momento em que desejar, independentemente da existência de qualquer tipo de dívida, legal ou ilegal.

Para evitar o desrespeito aos direitos dos trabalhadores, que é uma das raízes do problema, uma boa sugestão é seguir a legislação trabalhista. A própria Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recomenda isso na recente publicação “Alertas aos Produtores Rurais”. Já a Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa) distribuiu aos sindicatos rurais do Pará o manual “Fazenda Legal é Produtor Tranqüilo – Roteiro para o Cumprimento da Legislação Trabalhista da Propriedade Rural”. Nessas publicações, há a lista das ações que devem ser tomadas pelo fazendeiro para formalizar o vínculo com o empregado e evitar a exploração.

A fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego encontra freqüentemente produtores que não utilizam trabalho escravo, mas sim empregados tratados com dignidade e com o seu direito de ir e vir assegurado. Se esses produtores podem agir dentro da lei, os outros também podem.

Basta que, para isso, passem a operar sem a margem de lucro que ganham com a exploração da mão-de-obra escrava. Dessa forma, entrariam no jogo da competição de mercado de igual para igual, sem tentar passar a perna em seus pares que agem dentro da lei.

11) Mentira: A fiscalização abusa do poder e é guiada por um viés ideológico. A Polícia Federal entra armada nas fazendas.

Verdade: Os Auditores Fiscais do Trabalho agem de acordo com a legislação e as orientações do Ministério do Trabalho e Emprego. E o trabalho de combate à escravidão não começou agora, mas no governo anterior, com o início das fiscalizações em 1995. As equipes de fiscalização contam com a presença de auditores fiscais do trabalho, delegados e agentes da Polícia Federal e membros do Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Federal. Todos agem de acordo com a lei. O Poder Judiciário garante ampla oportunidade de defesa administrativa e judicial para os fazendeiros em cujas propriedades os grupos móveis de fiscalização encontraram trabalho escravo. Os processos tramitam na Justiça normalmente e ninguém é vítima de arbitrariedades.

Não se pode esquecer que trabalho escravo é crime previsto no Código Penal. As equipes móveis devem ir prevenidas às ações de fiscalização uma vez que muitos seguranças, gatos, prepostos, gerentes e vaqueiros das fazendas andam armados para intimidar trabalhadores. De revólveres a rifles, o arsenal de muitas fazendas não é pequeno e algumas propriedades chegam a possuir pequenos exércitos. Muitas vezes as equipes de fiscalização têm suas vidas ameaçadas. Além disso, cabe também à Polícia Federal abrir inquéritos e, se necessário, prender os culpados quando confirmado o flagrante do crime.

Nunca é demais lembrar que os cidadãos concedem ao Estado – e somente a ele – o monopólio legal do uso da força para manter o respeito à lei, à integridade física e moral e à dignidade do ser humano. A fazendeiros, gerentes e gatos, não.

12) Mentira: A divulgação internacional prejudica o comércio exterior e vai trazer prejuízo ao país.

Verdade: Isso é uma falácia. Não erradicar o trabalho escravo é que prejudica a imagem do Brasil no exterior. As ameaças de restrições comerciais serão levadas a cabo se o país não fizer nada para resolver o problema.

Que usamos trabalho escravo, isso é público e notório. Prova disso, são as campanhas para auxiliar na erradicação do trabalho escravo tocadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) – um organismo internacional. Ou mesmo, o processo contra o Brasil na Organização dos Estados Americanos por causa da tentativa de assassinato de José Pereira, em 1989, quanto tentou fugir da fazenda Espírito Santo – sul do Pará. José Pereira era mantido como escravo na propriedade.

Por conta de uma solução amistosa, o Brasil aceitou pagar uma indenização de R$ 52 mil a José Pereira – aprovada por unanimidade pela Câmara e pelo Senado. Somado aos cerca de R$ 50 mil que custam, em média, cada ação de fiscalização e somado aos custos dos processos judiciais por parte do Ministério Público Federal, da Justiça Federal, do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho, aí sim, teremos um grande prejuízo à nação, causado pelos produtores rurais que vão contra a lei e utilizam trabalho escravo.

A agricultura é fundamental para o desenvolvimento do país. Por isso mesmo, ele deve estar na linha de frente do combate ao trabalho escravo, identificando e isolando os empresários que agem criminalmente. Dessa forma, impede-se que uma atividade econômica inteira venha a ser prejudicada pelo comportamento de alguns poucos.

13) Mentira: A imprensa prejudica a imagem de estados como Pará, Mato Grosso,Tocantins, Maranhão, Rio de Janeiro e Bahia, entre outros, ao mostrar que há propriedades com trabalho escravo.

Verdade: Graças ao trabalho da imprensa, o problema ganhou dimensão nacional e passou a fazer parte dos debates da opinião pública. O que envergonha o país é a existência de trabalho escravo e não a denúncia dessa prática. Na realidade, quem deve se sentir envergonhado é o fazendeiro ou empresa que possui trabalhadores escravos, independentemente do local.

14) Mentira: O Estado está ausente da região de fronteira agrícola e só aparece para punir quem está desenvolvendo o país.

Verdade: O Estado sempre esteve presente na fronteira agrícola amazônica. Prova disso são os significativos empréstimos e financiamentos subsidiados aos projetos e empreendimentos agropecuários. Na verdade, durante muito tempo o Estado esteve ausente na vida dos mais fracos da região, que não tinham garantias de seus direitos e cidadania. Agora, vem corrigindo seu erro histórico e as fiscalizações do grupo móvel no combate ao trabalho escravo são exemplo disso.

15) Mentira: a “lista suja” do trabalho escravo é ilegal, não dá direito de defesa aos proprietários de terra fiscalizados pelo grupo móvel e não tem utilidade nenhuma além de punir o agronegócio.

Verdade: A portaria do Ministério do Trabalho e Emprego número 540/2004, de 15 de outubro de 2004, instituiu o cadastro com os nomes de empregadores e empresas flagrados com trabalho escravo. Essa relação ficou sendo conhecida como “lista suja”. Segundo as regras do MTE, responsável também por sua manutenção, a inclusão do nome do infrator na lista acontece somente após o final do processo administrativo criado pelo auto da fiscalização que flagrar o crime de trabalho escravo, que inclui o direito de defesa do envolvido. A exclusão, por sua vez, depende de monitoramento do infrator pelo período de dois anos. Se durante esse período não houver reincidência do crime e forem pagas todas as multas resultantes da ação de fiscalização e quitados os débitos trabalhistas e previdenciários, o nome será retirado do cadastro. Prova do sucesso desse sistema é que dezenas de empregadores que haviam entrado na lista desde novembro 2003 tem saído dela após normalizarem as condições de trabalho em suas propriedades.

Com base na “lista suja”, instituições federais podem barrar o empréstimo de recursos públicos como punição a esses empregadores. O Ministério da Integração Nacional impede os relacionados de obterem novos contratos com os Fundos Constitucionais de Financiamento. O Banco do Brasil, o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste do Brasil, o BNDES também cortaram todas as modalidades de crédito para quem estiver na “lista suja”. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está aconselhando os seus associados a fazerem o mesmo.

Além da restrição ao crédito, a divulgação da “lista suja” criou uma base de trabalho para as instituições governamentais e não-governamentais que atuam para a erradicação da escravidão, possibilitando assim a criação de outros mecanismos de repressão e prevenção.

Outro mecanismo que utilizou como base a “lista suja” foi a identificação das cadeias produtivas do trabalho escravo, que levou à assinatura do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo por mais de 200 grandes empresas do país.

De acordo com a portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, que regulamenta a existência da listagem, os seguintes órgãos a recebem a cada atualização: ministérios do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Integração Nacional, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Secretaria Especial de Direitos Humanos, Ministério da Fazenda e Banco Central do Brasil.

A utilização de trabalho escravo por um empregador é uma informação importante que deve ser levada a público. O governo federal tem o dever de publicizar esses dados a fim de que instituições governamentais e financeiras considerem esse risco ao fechar negócios. Isso não é novidade, pois já acontece com os serviços de proteção ao crédito, por exemplo.

Repórter Brasil

Governo divulga dias de feriado nacional e ponto facultativo em 2012

O Diário Oficial da União desta segunda-feira (26) publica uma portaria do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão que divulga os dias de feriado nacional em 2012 e estabelece datas de ponto facultativo para os órgãos públicos federais.

Segundo o texto da portaria nº 585, de 22 de dezembro de 2011, as datas consideradas feriados nacionais são: 1º de janeiro (Confraternização Universal), 21 de abril (Tiradentes ), 1º de maio (Dia Mundial do Trabalho), 7 de setembro (Independência do Brasil), 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida), 2 de novembro (Finados), 15 de novembro (Proclamação da República) e 25 de dezembro (Natal).

Outro feriado divulgado é de 28 de outubro, em que funcionários públicos comemoram o Dia do Servidor Público, conforme a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

Dentre os pontos facultativos estão: 20 e 21 de fevereiro (Carnaval), 22 de fevereiro (quarta-feira de Cinzas, sendo ponto facultativo até as 14h), 6 de abril (Paixão de Cristo), 7 de junho (Corpus Christi), 24 de dezembro (véspera do Natal) e 31 de dezembro (véspera de Ano Novo).

A portaria, assinada pela ministra Miriam Belchior, estabelece que os órgãos federais irão observar em cada localidade os feriados declarados em leis estaduais e municipais e que os serviços essenciais de cada área deverão ser mantidos.

Ig

Banco Central adia entrega de novas cédulas de R$ 10 e R$ 20

Um atraso não explicado na produção adiou a estreia das novas cédulas de R$ 10 e R$ 20 para o ano que vem. Previsto para ser lançado em 2011, o dinheiro novo ainda está em fase de testes de impressão na Casa da Moeda e só chegará às ruas em 2012, ainda sem mês definido. O Banco Central (BC) nega que os problemas de falsificação das novas notas de R$ 50 e R$ 100 tenham determinado o adiamento.

Desde o lançamento das primeiras novas cédulas no fim do ano passado, a área técnica do BC passou a trabalhar em conjunto com a Casa da Moeda para ampliar a nova família do real para as notas de R$ 10 e R$ 20. Inicialmente, o cronograma previa lançamento em algum momento de 2011, provavelmente no fim do ano.

Mas o trabalho tem demorado mais do que o previsto. Com a lembrança de que “dinheiro não tem recall”, discretamente o Banco Central decidiu adiar a estreia das novas cédulas com o mico-leão dourado e a arara para algum momento de 2012.

Por consequência, a decisão também atrasa a repaginação da tartaruga e da garça, impressas nas notas de R$ 2 e R$ 5.

Inicialmente previsto para 2012, o lançamento das notas de menor valor também foi postergado em um ano e ficará apenas para 2013. Mesmo com a mudança das datas, segue a expectativa de que 100% do dinheiro em circulação seja da nova família na Copa do Mundo programada para junho de 2014.

Provas de impressão

Atualmente, a Casa da Moeda trabalha em provas de impressão das cédulas de R$ 10 e R$ 20. Na fábrica na zona oeste do Rio de Janeiro, estão sendo avaliados a qualidade de impressão - como cores e nitidez - e o funcionamento dos elementos de segurança, como a formação das imagens na contra luz e a impressão fluorescente que aparece em luz ultravioleta. O recente incêndio no local não afetou a produção de cédulas, e sim a área responsável por moedas e medalhas.

Procurado, o BC explica que “não há um motivo específico” para o atraso e afirma que o adiamento foi decidido porque as cédulas só sairão da Casa da Moeda dentro dos padrões necessários para garantir a segurança do novo dinheiro.

Falsificações. O Banco Central não reconhece, mas as novas cédulas têm dado mais dor de cabeça que o imaginado. Dados do próprio BC mostram que, em 2011, foram recolhidas 219 notas falsas a cada milhão de cédulas novas de R$ 100 em circulação. O número revela que é mais arriscado ter uma garoupa das novas no bolso que das antigas, já que a taxa de falsificação da nota velha é de 205 a cada milhão.

Quando o dinheiro novo foi apresentado, o plano era aproximar a taxa de falsificação do País para um padrão europeu, onde há pouco mais de 50 copiadas para cada milhão em circulação.

O tema preocupa tanto que o Banco Central recentemente colocou na rua nova campanha publicitária para explicar como identificar as cédulas boas das ruins. Além de comerciais na televisão, o esforço chegou aos anúncios em jornais e revistas e até na forma de um jogo no Facebook.

Em agosto, o Estado apontou o problema da falsificação das cédulas novas de R$ 50 e R$ 100 que, proporcionalmente, eram mais copiadas do que as antigas. Na ocasião, o responsável pelo dinheiro em circulação no Brasil, o chefe do departamento do meio circulante do BC, João Sidney de Figueiredo, disse que os números não surpreendiam porque geralmente as falsificações aumentam quando as cédulas começam a circular.

“Sem saber como é a verdadeira, algumas pessoas acabam recebendo a falsa. Normalmente, após um ano, os casos caem bastante porque muitas pessoas já conhecem o dinheiro”, disse na ocasião, ao comentar a expectativa de queda das falsificações das cédulas que fizeram o primeiro aniversário há no último dia 13 de dezembro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

IG

Humorista patoense Tatu sofre acidente automobilístico

O artista Patoense Hugo Leonardo, 25 anos, conhecido por “Tatu” foi vítima de um acidente automobilístico na manhã desta segunda-feira (26).

Segundo as primeiras informações, ele estaria vindo da cidade de Santa Terezinha no Pernambuco acompanhado de sua esposa e de um amigo e perdeu o controle do veículo vindo a capotar.

Tatu teve apenas ferimentos leves e já está sendo trazido para o Hospital Regional de Patos.

Hugo Leonardo é músico, humorista, natural de Patos, iniciou sua carreira artística aos 21, animando festas de aniversário travestido de palhaço e fazendo teatro de bonecos.

Depois passou a desenvolver alguns personagens, mas o que mais lhe identifica, que lhe deu certa projeção foi ” Tatu” principal personagem No São João de Patos PB.

Patosonline com informações do maispatos/Foto - Marcelino Neto

Internet gratuita nos aeroportos poderá ser obrigatória; projeto é de deputado da PB

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2224/11, do deputado Hugo Motta (PMDB-PB), que torna obrigatória a oferta de acesso gratuito à internet pelas empresas aéreas no interior de terminais aeroportuários. A medida beneficiará os aeroportos das cidades com mais de 500 mil habitantes e a velocidade mínima da conexão será de dois Mbps. As informações são da Agência Câmara de Notícias.

Cartazes serão afixados no aeroporto em locais visíveis, como nas áreas de embarque e desembarque, com a informação da disponibilidade de conexão sem fio gratuita à internet. Pelo descumprimento da medida, as empresas aéreas poderão ter que pagar multas de R$ 10 mil, cobradas em dobro em caso de reincidência.

Hugo Motta ressaltou que é necessário estabelecer meios para que seja ofertado acesso gratuito à internet nos maiores aeroportos do País. "Uma forma eficiente, que representa gasto zero para o contribuinte, é a imposição de obrigatoriedade, às empresas aéreas, de oferta de acesso irrestrito à internet sem fio nos principais aeroportos do País", afirmou. Na avaliação do parlamentar, a medida representará apenas um gasto ínfimo para as empresas aéreas.

"Se, em condições normais, o acesso aos serviços de telecomunicações, em especialmente à internet, é essencial a qualquer cidadão, em algumas situações esse acesso se faz ainda mais importante - por exemplo, nos casos nos quais as pessoas estão em trânsito, longe de familiares e do ambiente de trabalho', afirma o deputado. "É o caso do cidadão que está em um aeroporto, esperando seu voo e que, atualmente, na maior parte do país, fica praticamente impedido de ter acesso à internet, a não ser que se submeta às extorsivas tarifas ainda cobradas por acessos Wi-Fi pagos ou na tecnologia 3G", opina ainda Hugo Motta.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Terra