O deputado federal Wilson Filho (PMDB) quer que o governo federal, através do Ministério das Cidades, construa Centros de Convivência e Lazer em todas as cidades com população inferior a 10 mil habitantes. O parlamentar paraibano argumenta com a necessidade de o Estado favorecer a vida em comunidade, “diante de um mundo que aponta para o crescimento do individualismo e do isolamento”. A reivindicação foi apresentada em forma de Indicação, junto à Mesa da Câmara dos Deputados. Segundo justifica Wilson Filho, “a participação e o engajamento na vida comunitária são de extrema importância para a formação da cidadania e a melhoria da qualidade de vida dos centros urbanos, e, para tanto, as cidades devem contar com espaços públicos onde a população possa se socializar, conviver e exercer sua cidadania”. Na opinião do parlamentar, esses espeços urbanos de lazer e convivência são formados mais rapidamente nos médios e grandes centros, sendo necessária a intervenção do Estado para que eles se firmem nos pequenos núcleos urbanos.
“Os espaços de convivência e de lazer existentes nos centros urbanos contribuem para que as pessoas possam desenvolver em comunidade atividades recreativas e formativas”, reforça Wilson Filho. Para arrematar: “Já os pequenos municípios permanecem carentes de tais espaços e seus habitantes sofrem, muitas vezes, com a falta de integração social, uma vez que eles {os espaços} uniriam a função urbanística da recreação com a função da cidadania, estimulando seus usuários a encontrar pontos de identidade, em benefício da população local”. Balanço histórico Em sua justificativa, Wilson Filho faz um balanço histórico das mudanças sócio-urbanísticas na vida comunitária nas cidades.
Segundo ele, por muito tempo, as antigas praças nos centros das cidades promoveram, de forma natural, a integração entre os membros da comunidade. Eram espaços populares, lembra o deputado, destinados ao convívio social, ao comércio e às atividades religiosas e cívicas. Gradativamente, conforme registra Wilson, esses espaços perderam importância na vida comunitária, inclusive nos pequenos centros urbanos. Dessa forma as cidades com menos de 10 mil habitantes encontram-se entre as mais carentes de espaços de lazer, para a prática esportiva e para o exercício de atividades culturais. São cidades sem atrativos e urbanisticamente empobrecidas, enfatiza, sedes de municípios rurais, com baixos indicadores sociais, baixa densidade demográfica, com atividades econômicas predominantemente agrárias.
Nessas localidades, conclui, centros de convivência e lazer são imprescindíveis, especialmente para os jovens, afastando-os da delinquência e concedendo-lhes uma identidade comunitária. A sociedade moderna vem modificando ao longo dos anos hábitos e comportamentos da vida em comunidade. As novas tecnologias midiáticas e a utilização de equipamentos de comunicação cada vez mais sofisticados, por seu lado, contribuem para o crescimento do individualismo e do isolamento e afastamento de grupos sociais importantes, como a família, os amigos e os vizinhos.
Assessoria