Greve do Fisco barra entrada de mercadorias, desabastece indústria e faz a Paraíba perder R$ 24 milhões


Os prejuízos provocados pela greve dos auditores fiscais do Estado – que impede o Estado de recolher em média R$ 3 milhões por dia – já provoca escassez de matéria prima na indústria. Um dos setores mais prejudicados é o da construção civil. Empresários avaliam possibilidade de haver onda de demissões.
O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba - Fiep, Maurício Almeida, disse que as mercadorias estão chegando ao Estado através do porto de Cabedelo e ficando nos depósitos sem poder ser despachadas pela fiscalização.
Com isso, as mercadorias não chegam ao comércio, provocando a escassez de matéria prima para os setores da indústria em toda a Paraíba.
O desabastecimento, além de paralisar a indústria, pode colocar em risco a manutenção de empregos no setor.
A greve do Fisco começou há uma semana para pressionar o Governo do Estado a pagar subsídio da categoria. Apesar de estar garantindo em lei, o benefício foi cortado em janeiro pelo governo Ricardo Coutinho.
Os grevistas dizem que não há previsão de retorno ao trabalho.
“Não tem havido diálogo ou qualquer outro tipo de negociação”, disse o vice-presidente do SindFisco, Roberto Bastos.
A falta de entendimento teria provocado a renúncia da cúpula da Receita Estadual. Os secretários da Receita Estadual, Rubens Aquino, e Petrônio Rolim (executivo), entregaram os cargos na segunda-feira 10.
As informações são da repórter Pollyana Sorrentino divulgadas no programa Correio News 1ª Edição, da Rádio Correio AM afiliada da Jovem Pan Sat, na manhã desta quinta-feira (13).
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