
Os funcionários dos Correios e Telégrafos esperam o resultado de uma audiência de conciliação marcada para as 14 horas desta sexta-feira (7) no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília para decidir sobre o fim da greve que já dura 24 dias.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Correios e Telégrafos na Paraíba, Manoel de Souza Santos, o que for acordado durante a audiência de conciliação será colocado em votação durante uma assembléia marcada para 17h30 e só então que será decidido ou não sobre o fim do movimento grevista.
O sindicalista lembrou que na primeira proposta apresentada pelo Governo Federal no Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi oferecido um aumento R$ 6,87%, mais R$ 80,00 esse mês, desconto de seis dias grave reposição dos demais, mas a categoria não aceitou. Na avaliação de Manoel de Souza Santos a proposta apresentada é pior do que a que originou a greve. “É inadmissível que decorridos 24 dias de greve, o Governo recorra ao TST e ainda apresente uma proposta dessas. Isso é um desrespeito para com a categoria”, desabafou o sindicalista.
Ele disse que se a situação continuar do jeito que está a categoria vai esperar o julgamento do dissídio coletivo da categoria que ainda não está nem marcado.
Entre as principais reivindicações, a categoria quer a reposição da inflação de 24,73%, um piso salarial de R$ 1.635,00, R$ 200,00 de remuneração salarial e a revogação da medida provisória 532 aprovada pelo Congresso Nacional e que trata da privatização dos Correios e Telégrafos.
Manoel de Souza explicou que a categoria está parada em todo o Estado, com exceção de João Pessoa, Cabedelo e Bayeux onde as agências estão atendendo por força de uma liminar. “Nesses locais as correspondências estão sendo recebidas, mas como a greve é nacional os funcionários estão orientando as pessoas que pode haver atraso na entrega desses documentos.
Paulo Cosme