Patos chega ao número alarmante de 23 homicídios em menos de 5 meses. A média já é maior que os dois últimos anos, quando em 2009 foram computados 16, e em 2010, foram 20 assassinatos. Aqui já se mata uma pessoa a cada 6,52 dias. Nos anos de 2010, esta média foi de 7,5 dias e em 2009, 9,37 dias no mesmo período.
Enganou-se quem pensou que o número de homicídios registrados na Capital do Sertão havia caído este ano. Os dados computados pelo Hora Exata mostram que a violência piorou com relação aos últimos dois anos no primeiro cinco meses na cidade.
O número de homicídios nos cinco primeiros meses só não é maior que 2008 quando neste mesmo período foram registrados 28 homicídios.
Dos 23 homicídios registrados, apenas dois foram contra mulheres. A média é de 24 anos, com mortes de pessoas de 15 aos 39 anos no máximo.
A cidade de registrou o seu 23º homicídio do ano 3h depois do 22º. A última vítima foi o desempregado Lindomar Guedes da Silva, 23 anos, assassinado a pedradas na Rua Elias Asfora, no bairro da Maternidade, por volta das 23h45 no último sábado.
No ano 2000 foram registradas 507 mortes, já em 2010 foram 1485 na Paraiba. O secretário destacou também que em 2011 já são 566 homicídios, contados os primeiros quatro meses do ano, o que dá uma média de 4,66 mortes por dia.
No ano passado, foram registrados 1.485 homicídios na Paraiba; em Patos 60. Em 2009 o estado registrou 1.249 assassinatos, e em Patos foram 54. Em 2008 o número registrado foi 1.011 assassinatos na Paraiba. Em Patos foram 55.
O secretário Cláudio Lima apresentou dados estatísticos sobre a criminalidade e o plano do governo para a segurança. Disse que, no Brasil, o índice de homicídios é de 25,2 homicídios para cada 100 mil habitantes, e que a criminalidade subiu muito nos estados do Nordeste.
Informou que a ONU considera como parâmetro aceitável entre 0 e 10 homicídios, para cada 100 mil habitantes e que, na Paraíba, são 39,4 homicídios por 100 mil habitantes. Além de que 85% dos crimes são cometidos com arma de fogo. Ano passado a média em Patos foi 60 por mil habitantes, mais que o dobro da média nacional e 5 vezes mais que o índice tolerável pela ONU.
O delegado regional de Polícia Civil, Cristiano de Araújo Jacques, diz que a criminalidade é um problema de políticas públicas. Para Cristiano essa quantidade de crimes que aconteceram este ano deverá diminuir com o plano de estratégias para reduzir e prevenir o tráfico em toda a região.
Cristiano Jacques garante que a polícia continua trabalhando e que nunca se prendeu tanto como nos últimos cinco meses, mas ainda não explicou porque motivos a violência aumentou na cidade.
Vicente Conserva/HoraExata