O número de acidentes cresceu nas estradas federais que cortam a Paraíba. Faltando ainda 40 dias para o encerramento do primeiro semestre do ano, o total de ocorrências superou o registrado no mesmo período de 2010. Foram 1.565 acidentes com 924 feridos e 58 mortos, contra 1.318 ocorrências com 739 pessoas lesionadas e 64 mortes de janeiro até meados de maio do ano passado. Um crescimento de 18,74%. Os números fazem parte de um levantamento parcial divulgado ontem pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O estudo aponta que a quantidade de pessoas feridas levemente este ano também cresceu em relação ao mesmo período de 2010. Já o total de pessoas com lesões graves aumento de 31,55%, passando de 206 para 271 ocorrências. A alta foi de 25%. No caso das mortes, houve retração de 10%.
O inspetor Genésio Vieira, Chefe do Núcleo de Comunicação da PRF na Paraíba, ressalta que enquanto houve aumento na quantidade de acidentes, mas estes apresentaram uma gravidade menor e são provocados, geralmente, por imprudência e falta de atenção. "A falha humana é a maior causa dos acidentes", comentou. Ele frisou que a grande maioria dos acidentes ocorrem em pleno dia (901 acidentes, 57,57% do total), com céu claro (698, o equivalente a 44,6%), tempo bom e em pistas retas (1.202 acidentes, 76,81% do total), secas (1.144 ocorrências, 73,1% do total) e bem sinalizadas.
O exemplo de que esta é a principal causa dos acidentes, é que a maioria das ocorrências é motivada por imprudência e falta de atenção. O principal tipo de acidente é a colisão traseira. Foram 470 este ano, respondendo por 30,03% de todos os acidentes.
O desrespeito as leis de trânsito também é fato corriqueiro. Somente com relação ao excesso de velocidade, mais de 20 mil veículos já foram autuados nas rodovias federais que cruzam a Paraíba nos quatro primeiros meses de 2011.
Genésio Vieira frisou que a via de saída para reduzir os acidentes é insistir em trabalhar a conscientização dos motoristas, assim como prosseguir nas ações de fiscalização e punição dos infratores. "É preciso que o motorista tenha consciência ao assumir o volante. Os números mostram que a maioria dos acidentes acontece por culpa do motorista", relatou.
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