Pesquisa da UnB estuda um novo método para diagnosticar o vírus da dengue. O projeto utiliza alfaces ao invés de camundongos como meio para produzir o kit de diagnóstico. O método consiste em ‘injetar’ uma parte do gene do vírus da dengue (epítopo) em DNA do cloroplasto de alfaces e colocá-las em um meio de cultura com antibiótico, que garantirá vida apenas às células que receberem o gene do vírus. O próximo passo é transferi-las para um tubo de enraizamento para regenerar a planta. Esse processo leva cerca de quatro meses.
“Nós precisamos ter alternativa para o diagnóstico da dengue. Atualmente o antígeno é preparado pela injeção em cérebro de camundongos. A nossa técnica, além de não sacrificar esses animais, tem baixo custo”, argumenta o pesquisador Tatsuya Nagata, do Departamento de Biologia Celular. Ele trabalha junto com a doutoranda Franciele Maldaner e com a Embrapa.
A pesquisa está em fase de validação de kit, utilizando um antígeno feito com alfaces com colaboração da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Por enquanto os resultados estão sendo positivos. Ainda temos mais dois anos pela frente”, avisa Franciele.
UNB