Há alguns anos, Ana Luzia Araújo Batista poderia ser vista nas salas de aula da graduação em Odontologia da UEPB. Tempos depois, era possível deparar-se com ela no almoxarifado, na biblioteca setorial e nos laboratórios da Instituição, só que dessa vez, trabalhando como servidora e em pesquisas do Mestrado em Odontologia. Nos corredores da UEPB, conheceu o seu marido, o qual, por sua vez, igualmente construiu uma longa trajetória com a Instituição.
A vida de Ana Luzia, 28 anos, está tão intrínseca à UEPB que é impossível falar de uma sem ao menos citar a outra. Por este motivo, ela foi escolhida para ilustrar a sessão “ A UEPB na Minha História”, uma proposta da Assessoria de Comunicação (ASCOM) que apresenta narrativas interessantes de pessoas comuns, influenciadas pela presença forte da Universidade em seus caminhos.
Talvez nossa personagem não imaginasse que em 1998 – quando partiu do município de Santa Luzia, onde nasceu, para Campina Grande, a fim de se preparar para o Vestibular – a estrada que a levaria à UEPB estivesse prestes a ser intimamente ligada ao seu cotidiano, tornando-a uma verdadeira extensão da Universidade.
De aluna do Departamento de Odontologia, onde estudou de 2001 a 2006, Ana Luzia retornou em 2008 como servidora, após prestar concurso público, e, mesmo permanecendo na função, voltou à sala de aula em 2010, dessa vez como aluna de Mestrado, no intuito de, um dia, assumir a posição de docente na Instituição que a acolheu outrora.
Especialização, Mestrado e futuro Doutorado
Enquanto o setor não era concluído, Ana não parou seu trabalho e continuou desenvolvendo todas as atividades que lhe foram indicadas, entre elas a de assistente da Biblioteca Setorial, do Almoxarifado e da Secretaria da Clínica de Odontologia.
Ela garante que em todos os lugares onde esteve, ocorreram boas experiências, pois, de acordo com a sua própria teoria, independente da função, cargo ou local de trabalho, há maneiras de se fazer a diferença por onde passar. “Esse sempre foi meu lema. Sempre procurei fazer o meu melhor por todos os setores em que desempenhei minhas funções, e fazer bem feito!”, revelou.
Mesmo com humildade, Ana procurou se aprimorar, o que surpreendeu muitos professores e colegas de trabalho. Alguns imaginavam que, com o concurso, ela fosse estagnar, mas, contrariando esse prognóstico, continuou investindo no seu crescimento e permaneceu engajada em grupos de pesquisa e na publicação de artigos científicos - ações que se mostraram muito positivas para sua carreira.
“Aqui é um lugar de conhecimento, de informação, onde você está permanentemente aprendendo; só o fato de passar nos corredores, encontrar com alunos, dividir assuntos e saberes, isso já é um aprendizado constante”, afirmou.
Como se não bastasse, os sonhos da odontóloga foram mais alto: ela viu que em sua realidade poderia ir mais além. Assim, ingressou no Mestrado, onde pretende pesquisar aspectos do crescimento gengival induzido por drogas. Para ela, este é o momento de crescer, de despontar. “Eu amo estudar. Estou me identificando bastante com o Mestrado e sei que isso vai me abrir outras portas, porque a exigência do mercado é muito grande”, enfatizou.
E, ao que tudo indica, ela não vai parar por aí. Assim que apresentar sua dissertação de Mestrado, Ana perseguirá o Doutorado, pois ser professora universitária é um de seus sonhos mais caros.
Amor que surgiu no Campus
Assim como a esposa, George escolheu a UEPB para seguir seus ideais. Mesmo formado em Biologia, ele ainda nutria o sonho de se graduar em Farmácia, curso no qual ingressou em 2007. Concomitantemente, com o apoio da então namorada e ancorado na própria competência, prestou o mesmo concurso público, sendo aprovado como técnico em laboratório.
“A UEPB nos proporcionou o equilíbrio financeiro, estímulo fundamental para que concretizássemos o sonho do casamento. Nossa vida é entregue a esta Universidade; a gente respira e vivencia a UEPB”, disse Ana, que não nega que também gostaria de ver os filhos estudando no mesmo lugar, realizando os próprios sonhos, assim como ela e o marido.
A UEPB como parte integrante da vida
De acordo com Ana Luzia, as chances de crescimento pessoal e as de construir uma carreira sólida também foram relevantes para a fazerem voltar para a UEPB como profissional. “É bom poder retornar para uma Instituição que você gosta e com a qual existe a oportunidade de auxiliar, de contribuir com alguma forma de conhecimento. Em contrapartida, a UEPB quer que você cresça. Aqui eu realmente vi a possibilidade de evoluir”, asseverou, acrescentando: “Deus sempre me pôs no lugar certo, na hora certa, e hoje eu vejo a UEPB como parte integrante da minha vida”.
“O que mais me satisfaz na vida é poder ajudar o próximo”
A satisfação de Ana Luzia transcende o fato de trabalhar no mesmo lugar onde se graduou. Isso é expresso nas suas declarações acerca da profissão de odontóloga, através da qual exerce não só o ofício, como também o amor ao próximo. “O melhor de se trabalhar na área de saúde e com o público é o fato de poder ajudar o outro de qualquer forma, seja com o atendimento, com uma palavra ou solucionando problemas, do paciente ou da Instituição”, ressaltou.
O seu prazer também está em, literalmente, poder devolver o sorriso ao paciente. “A odontologia é muito mais do que manter dentes limpos, é reintegrar socialmente as pessoas, dar melhores condições de trabalho, pois a boca é um cartão de visitas. Sinto-me realizada em fazer com que alguém volte a sorrir”, explicou.
Atualmente, o horário de Ana Luzia está plenamente preenchido com a Odontologia. Além de servidora da UEPB e estudante de Mestrado, ela é funcionária da Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG), atuando no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO).
Para Ana, conciliar estudos e empregos não cansa. Pelo contrário: traz realização. “Estou muito feliz, isso era realmente o que eu queria. Tudo na vida é alcançado com força, persistência e humildade, e foi dessa forma que assumi minha função. A cada dia que passa, as portas vão se abrindo”, finalizou.
Giuliana Rodrigues - www.uepb.edu.br