Mãe de Dilma não consegue votar em Belo Horizonte

A dona de casa Dilma Jane Silva Rousseff, 86, mãe da candidata a presidente Dilma Rousseff (PT), não conseguiu votar hoje em Belo Horizonte, onde tem domicílio eleitoral. A informação é do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Minas Gerais.
A mãe de Dilma mora em Brasília. Em um cartório da 18ª Zona Eleitoral da capital federal, ela foi registrada para votar em trânsito em Porto Alegre tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Mesmo assim, afirmou o TRE-MG, Dilma Jane apareceu hoje para votar em sua seção eleitoral no colégio Santa Marcelina, em Belo Horizonte.
Ela não pôde votar porque a regra do voto em trânsito determina que, uma vez que o eleitor peça para votar fora de seu domicílio eleitoral, prazo que terminou em 15 de agosto, fica então obrigado a votar onde solicitou e fica impedido de fazê-lo na cidade original.
Segundo o TRE-MG, uma das possibilidades para o equívoco que impediu que a mãe de Dilma votasse é que ela teria achado que poderia mudar de ideia e votar em BH mesmo tendo feito o voto em trânsito.
Outra hipótese é que Dilma Jane tenha pedido ao cartório de Brasília para votar só no primeiro turno em Porto Alegre, mantendo o voto em BH no segundo turno, mas o cartório tenha registrado os dois em trânsito. Nessa hipótese, no entanto, é entregue ao eleitor um comprovante que deixa claro em quais turnos ele votará em trânsito.
O TRE-MG disse não ter informações sobre se a mãe de Dilma de fato votou em Porto Alegre no primeiro turno. Ela não foi encontrada pela reportagem.
Folha Online

Ricardo Coutinho é o governador mais votado da história da Paraíba

Com 148.833 votos de diferença, a Paraíba elegeu o ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), para governar o Estado a partir de 1º de janeiro de 2011. Ele foi eleito com 1.079.164 votos (53,7% dos votos válidos), se tornando o governador mais votado da Paraíba e superando a votação anterior de Cássio Cunha Lima (PSDB). José Maranhão, que concorria à reeleição, teve 930.331 votos (46,3%).
Com 95,3% dos votos apurados, a vitória de Ricardo Coutinho (PSB) para o Governo do Estado já estava consolidada. Faltando127.398 votos serem computados, a diferença de Ricardo Coutinho sobre José Maranhão já era de 137.968 votos.

O socialista, que no primeiro turno venceu com uma diferença de apenas 8.367 votos, ficou na frente durante toda a apuração deste segundo turno, que terminou às 20h20 deste domingo (31). Ricardo Coutinho obteve a maioria dos votos em 127 cidades. Isto mostra o crescimento da popularidade do ex-prefeito de João Pessoa nos municípios do interior, já que no primeiro turno ele tinha vencido em apenas 53 municípios.


Esta será a primeira vez que o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que tem mais de 40 anos de fundação, governará a Paraíba. Para disputar o Governo do Estado, Ricardo Coutinho, em março deste ano, se afastou da Prefeitura Municipal de João Pessoa, rompeu a aliança que tinha com o PMDB, partido de José Maranhão, e se aliou com partidos grandes, como o PSDB, partido ao qual é filiado Cássio Cunha Lima.

O primeiro mandato político de Ricardo Coutinho foi em 1993, quando ele foi eleito vereador da Capital, sendo reeleito em 1996, quando obteve 6.917 votos, maior votação do pleito. Em 1998 se afastou do cargo para se candidatar a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Mais uma vez Ricardo conquistou a preferência dos eleitores e foi eleito para a Assembleia Legislativa da Paraíba, cargo para o qual foi reeleito em 2002. Em 2004, já pelo PSB, Ricardo Coutinho foi eleito prefeito de João Pessoa, sendo reeleito em 2008.
O índice de abstenção na Paraíba foi de 19,03%, ou seja, 521.249 eleitores não compareceram às seções para votar. Votos nulos representaram 7,63% e os brancos 1,74%. No primeiro turno, Ricardo teve 942.121 mil votos, o que representou 49,7% dos votos válidos.
Paraiba1

José Maranhão envia nota oficial ao povo da Paraíba

josé maranhão

O governador José Maranhão (PMDB) publicou uma nota oficial na noite deste domingo (31), externando agradecimentos à toda militância, líderes políticos, amigos e familiares que o acompanharam e acreditaram e honraram as suas idéias e projeto de Governo.
Na nota, José Maranhão reconhece a derrota nas urnas e deseja sorte ao candidato eleito Ricardo Coutinho (PSB).
O governador José Maranhão concederá uma entrevista coletiva na próxima quarta-feira (3) em local e horário que ainda serão definidos.
Confira a íntegra da nota logo abaixo:
'Queremos agradecer a todos os paraibanos e as paraibanas que acreditaram nas nossas idéias e nos honraram, mais uma vez, com os seus votos. Agradecemos também a todos os partidos aliados, deputados federais e estaduais, senadores, prefeitos, vereadores e lideranças políticas que estiveram conosco.
Fizemos uma grande campanha e defendemos o projeto de uma Paraíba desenvolvida com grandes propostas e ações para melhorar a vida da nossa população. Reconhecemos que não tivemos o sucesso eleitoral que gostaríamos, mas manteremos até o último dia de nosso governo o compromisso de trabalhar pela Paraíba e fazer sempre mais pelo nosso povo.
A Paraíba terá um novo governador. Desejamo-lhe todo o êxito na condução dos destinos do nosso Estado e da nossa gente. Deixaremos nossa contribuição e vamos torcer para que a Paraíba tenha um futuro próspero e grandioso.
João Pessoa, 31 de outubro de 2010
José Targino Maranhão
Governador'
Portal Correio

Dilma Rousseff é eleita a primeira mulher presidente do Brasil



Após quatro meses de uma campanha em que temas morais e religiosos ofuscaram propostas concretas sobre temas importantes à nação, Dilma Rousseff é eleita a primeira presidente da história brasileira. A candidata petista derrotou o tucano José Serra em um segundo turno em que a abstenção superou os 20 milhões de eleitores.
Quatro segundos. Nenhuma palavra. Uma mesa distante da do chefe. Essa foi a participação de Dilma Rousseff na primeira propaganda eleitoral do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. Oito anos depois, ungida por seu mentor para sucedê-lo, a ex-ministra, na primeira disputa eleitoral de sua vida, transcendeu a fama de gestora sisuda para se tornar a primeira presidente da história brasileira.
Sem programa, um de seus desafios será provar que não é apenas uma sombra de Lula, dizem analistas. Além da confiança do presidente, o grande trunfo da petista foi a política de alianças adotada pelo PT e pelo próprio presidente para elegê-la. Graças ao apoio formal de PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e PTN, a campanha de Dilma ganhou força com o início do horário eleitoral obrigatório. Com isso, a candidata ganhou personalidade.
Ficou por pouco o triunfo já no 1º turno, depois de uma onda de rumores e outra de denúncias envolvendo seus aliados. Para vencer na votação de 31 de outubro, a ex-ministra-chefe da Casa Civil teve de renovar seu pragmatismo assinando compromissos com religiosos, iniciar campanha negativa contra o rival José Serra (PSDB) e trocar a gagueira que a abatia nos idos de abril, na pré-campanha, por aquilo que chamou de “assertividade”, mas que foi considerado agressividade pelos adversários.
No caminho para ser hoje a presidente eleita do Brasil, Dilma sofreu para ganhar trânsito com políticos em geral e com eleitores mais animados em ver seu mentor do que a ela própria.
Precisou de dois Josés Eduardos para guiá-la: Dutra, presidente do PT, e Cardozo, secretário-geral do partido. Obediente e pragmática, atendeu prontamente aos conselhos do marqueteiro João Santana. Adotou novo visual.
A presidente eleita forjada na campanha é diferente da especialista em energia que, com seu temperamento forte, foi alçada ao primeiro time do governo após o escândalo do mensalão, em 2005.
Neste ano, tentou aliviar a imagem da mulher que passava descomposturas em colegas ministros. “Sou uma mulher dura cercada de homens meigos”, costuma dizer, em tom de ironia. Buscou evitar confrontos, mas às vezes partiu para o ataque, principalmente em momentos-chave do segundo turno.
Filiada ao PT há menos de uma década, a ex-pedetista Dilma conquistou seu primeiro cargo público pelo voto. No fim dos anos 80, ninguém pensava que a secretária de Finanças de Porto Alegre iria tão longe.
O mesmo se passou com quem a visse na mesma pasta do governo gaúcho, anos depois. Agora ela terá quatro anos para provar se é capaz de atuar como protagonista, e não como uma mera coadjuvante.
Sem programa
Dilma não precisou de uma Carta ao Povo Brasileiro –nos moldes da divulgada por Lula antes da campanha de 2002, indicando que não faria mudanças radicais na economia.
Mas, no segundo turno, comprometeu-se com questões religiosas. Após uma campanha contra ela em igrejas católicas e templos evangélicos, prometeu não enviar ao Congresso projetos que interfiram nesses assuntos. Assim, estancou a polêmica sobre sua posição a respeito da liberação do aborto.
“Em uma campanha com candidatos tão parecidos, essa carta foi um momento importante porque evitou maior acirramento e colocou as coisas no lugar”, disse ao UOL Eleições o cientista político Luciano Dias, do Ibep (Instituto Brasileiro de Estudos Políticos).
“A Dilma neobeata foi mais um sinal de pragmatismo. É um sinal de que a governabilidade será tão ou mais importante do que foi para Lula, já que ela não tem o mesmo estofo”, afirma Dias.
A presidente eleita insistiu tanto na defesa de avanços recentes que nem sequer apresentou plano de governo. “Sabemos o que acontecerá na parte econômica? Não. Sabemos se haverá reformas? Não. O que sabemos é que Dilma terá a sombra de Lula do começo ao fim de seu governo”, afirma Cláudio Couto, da FGV (Fundação Getúlio Vargas). “O sinal dado por sua campanha é de que as coisas vão continuar mais ou menos como estão.”
Ainda assim, com tantas dúvidas sobre o que virá, não houve solavancos no mercado financeiro. Está subentendido que serão mais quatro anos de autonomia não-formal do Banco Central, de câmbio flutuante, de investimento em infraestrutura e de medidas macroeconômicas em fatias, raramente em forma de pacotes. “A conversão do PT já está feita. Lula vai sair carregado nos braços, e o mercado já não liga”, afirma Dias.
A volúpia do PMDB e de aliados à esquerda, como PSB e PCdoB, mais poderosos depois das eleições 2010, também acende dúvidas sobre se a presidente eleita será capaz de acomodar tantos aliados de primeira hora em seu governo.
Adversários acusam e aliados reconhecem: Dilma não terá a mesma capacidade de articulação exercida por Lula. “E seria diferente se Serra vencesse?”, pergunta Couto.
Sem teflon
Na campanha, a presidente eleita mostrou que aprendeu mais uma lição de seu maior defensor: deixar pelo caminho aliados que se envolvam em práticas suspeitas.
Na reta final das eleições, Dilma sofreu ataques dos adversários por conta de sua ex-braço direito na Casa Civil, Erenice Guerra, demitida do ministério depois que seu filho se envolveu com lobistas. Lula fez o mesmo com José Dirceu e Antonio Palocci.
“Não vou aceitar que se julgue a minha pessoa com base no que aconteceu com um filho de uma ex-assessora”, disse Dilma. As pesquisas citaram o caso Erenice como principal fator para a disputa do segundo turno.
“A popularidade do Lula é resultado de décadas. A maior parte da popularidade de Dilma não vem dela mesma”, afirma Dias, do Ibep. “Até pela folgada maioria no Congresso, ela será mais observada pela mídia.”
Alguns dizem que Dilma esquentará o principal assento do Palácio do Planalto para que Lula retorne em 2014. Outros preferem vê-la como uma mulher forte, que sobreviveu à prisão e ao câncer para golpear um cenário político repleto de caras antigas. Uns tantos a consideram uma burocrata que terá dificuldades para conduzir o país por falta de ginga com os políticos de Brasília.
Com uma trajetória que só começou a ser conhecida há poucos meses, talvez o Brasil precise de quatro anos para saber a resposta.
Faltam referências –e plano de governo divulgado– para definir-se o que Dilma buscará de diferente em relação a Lula. Se é que fará isso. O dado concreto –como a própria gosta de dizer– é que ela ascendeu de figurante em 2002 a estrela em 2010.

RC agradece militância, a liderança de Cássio e anuncia convocaçao de membros do MP e do TCE para participar da comissão de transição

RC agradece militância, a ‘extraordinária’ liderança de Cássio e manda recado: “Para os oportunistas a política se tornará cada vez mais difícil”

“Não precisamos comprar votos, nossa campanha utilizou a apenas a boca e a idéia”

Acompanhado do prefeito Luciano Agra, dos deputados federais Efraim Filho (DEM) e Luiz Couto (PT), além do senador Efraim Morais (DEM) e de outras lideranças políticas, o agora governador eleito do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) concedeu entrevista coletiva à imprensa na noite deste domingo (31) e agradeceu aos mais de 1.179.164 votos.

Em discurso emocionado, Ricardo fez questão de citar uma a uma as lideranças que o ajudaram nessa trajetória de campanha e em especial a ‘extraordinária’ liderança do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB). O socialista ressaltou a maturidade do eleitor que não mais vende o voto. “Para os oportunistas a política se tornará cada vez mais difícil, pois o eleitor amadureceu, o eleitor se encanta pelas propostas e pelos projetos”, disse.

Fazendo um histórico do percurso traçado, Ricardo lembrou que não precisou comprar votos e enfatizou a importância de projetos e de idéias para conquistar a confiança do eleitor.

“Mostramos a Paraíba como fazer uma campanha com a boca e a idéia, com a paixão e a razão, pois o eleitor mostrou que amadureceu”, falou.

Ricardo Coutinho lamentou a caminhada a qual classificou como ‘desigual’

“Eu acho que a política precisa ter o conteúdo pedagógico, tem que ter a capacidade de instrumentalizar as pessoas e mudar a realidade que as pessoas vivem e esse processo foi violento radical do que qualquer outro processo que eu por ventura já tivesse passado anteriormente”. Desabafou.

Para o socialista, a eleição teve uma diferenciação forte.

“Em algum momento essa campanha assumiu contornos de um profundo desespero. No estado a maquina está presente em grande parte da sociedade, então as pessoas se sentem desamparadas caso se perca uma eleição, quando acontece isso a radicalização ocorre de forma estúpida”, lembrou.

“Nos piores momentos da anti-politica o que mais me importava era continuar e seguir o rumo”, completou.

Baixarias

Para Ricardo, essa foi à campanha mais ‘cruel’ porque passou.

“Em todos momentos eu pensei, não vamos para o caminho das baixarias, vamos fazer a boa política, a política das idéias e essas idéias haverão de contagiar esse nosso Estado e foi exatamente o que aconteceu”, comemorou

Desmistificando qualquer ‘fama’ de ateu, Ricardo agradeceu a Deus

“Agradeço a uma força divina, a Deus, por toda essa força que fomos arrancar das condições mais terríveis”.

Transição

Ricardo disse que irá convocar os representantes do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público para participar de forma ativa da transição e ficar a par de toda a situação do Estado. “Cobro, pois quero que façamos uma transição civilizada”, explicou.

“Serei governador de todos os Paraibanos e não só de uma parte da Paraíba”, completou.  

PB Agora

VIGILANTE, Estudante e Mestre - Uma bonita história de vida

Deca tem aeronave detida em Cajazeiras com suspeita de transportar 500 mil para campanha

Deca do Atacadão, primeiro suplente de senador na chapa encabeçada pelo ex-governador Cássio Cunha Lima, teve sua aeronave detida ontem no aeroporto de Cajazeiras com a suspeita de estar transportando a quantia de R$ 500 mil para a campanha. Autoridades policiais aguardavam até a madrugada um mandado de busca e apreensão da Justiça Eleitoral.

Informações  repassadas ao Portal dão conta que Deca estava acompanhado do ex-vice-governador José Lacerda Neto quando produziu plano de vôo com pouso programado para a cidade de Sousa, onde havia um mandado de busca e apreensão concedido pela juíza Maria dos Remédios.
Só que o empresário acabou descendo em Cajazeiras. Como não havia mandado naquele município ele não permitiu acessso à aeronave, que se mantém sob guarda da polícia local. O caso está para ser resolvido logo cedo da manhã deste domingo.
Informações com mais detalhes dentro de alguns minutos.
WSCOM Online