Nos últimos oito anos, 30 milhões de brasileiros ascenderam na pirâmide social e foram alçados à condição de classe média. Essa mobilidade mexeu com o Brasil, pois aqueles que eram apontados como o problema de uma hora para outra viraram a solução.
Essa massa gigantesca é maior do que a população de muitos países e não vai entregar de mão beijada a chave do paraíso.
E isso tem tudo a ver com essa onda cívica que se espalha pelo Brasil e endossou o Ficha Limpa.
Ninguém quer ceder um milímetro e, muito bem informado pelas noções de cidadania, o brasileiro inserido blinda a chance que Lula lhe deu.
O que aconteceu nesta quinta feira no TSE é reflexo dessa voz rouca que reverbera nas ruas. Proteger os cartões de crédito, o crédito, a casa própria, o carro novo, as férias de final de ano, a viagem ao exterior ou pelo interior, é impedir que os picaretas continuem dilapidando o patrimônio nacional.
Só há uma chance desse incluído sobreviver: medir força com as forças do atraso e vencer.
É isso que está acontecendo, mas alguns estão de olhos fechados e com a cabeça no passado acreditando que o Brasil ainda é o país da impunidade.
Não! O Brasil agora é o país da cidadania.
Cássio nasceu velho e optou por velhas práticas. Foi atropelado pelo trem da história pelas opções que fez.
Podia ter optado por ser um bom gestor, mas preferiu entregar o governo a uma claque carcomida.
Ele fez do Palácio da Redenção a sua Disneylândia e foi cassado pelo Mickey Mouse.
O TSE não é besta e captou a mensagem do Ficha Limpa. De que adiantaria uma Lei avançada se o principal ficha suja do país pudesse se candidatar?
Cássio vai fazer todo o misancene e tentar registra sua candidatura. Um teatro manjadíssimo cujo laranja estará no seu ombro feito papagaio de pirata.
Ele cuidará a partir de agora do seu Plano B e, como bom nepotista, colocará o tio Ivandro no aquecimento.
Anotem aí: com o impedimento de Cássio o PSDB terá a obrigação de lançar um candidato a governador para que Serra tenha um palanque na Paraíba.
E Ricardo Coutinho? Dançou! As suas muletas quebraram, a casa caiu.
Vem aí um buraco negro na política paraibana. Cássio é inelegível e só poderá disputar a eleição de 2016; perdendo, Ricardo não terá a humildade de candidatar-se a vereador em 2012 e só voltará ao cenário em 2014.
O jogo está zerado. Há duas vagas abertas para o Senado e a ética quer os limpinhos como candidatos.
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