João Pessoa (PB) é a cidade brasileira de maior consumo de crack no público escolar


Levantamento feito pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas e pela Universidade Federal de São Paulo indica: João Pessoa é a cidade de maior consumo de consumo de crack entre os estudantes de ensino público fundamental e médio.
De acordo com revelações da pesquisadora Solange Nappo em entrevista à jornalista Michele Souza, para o programa Correio Debate, da Rádio 98/FM (Rede Correio Sat) João Pessoa ultrapassa todas as cidades do Nordeste, do Sul e Sudeste no consumo da droga nesta faixa etária.
A pesquisa foi feita em 2007 com estudantes das redes municipal e estadual de ensino, na Capital. “Em uso na vida (a categoria que alguma vez comprou e consumiu a droga) 2,5% da população estudada em João Pessoa já comprou crack em algum local e usou. Se considerarmos que quem consome crack uma vez não tem mais retorno, realmente João Pessoa surpreende”, afirmou a pesquisadora.
A pesquisa, segundo Solange Nappo, não revela como os consumidores adquirem a droga. Mas ele acredita que não é diferente do que há em São Paulo, por exemplo: o tráfico se organiza para distribuição da droga. “O garoto vai na boca comprar maconha, não encontra, e o traficante oferece outra droga ‘interessante’. O garoto consome o crack para experimentar e cai na dependência”, acrescentou a pesquisadora.
Solange ainda comentou que a faixa etária pesquisada em João Pessoa “é muito vulnerável porque é muito sedenta de prazer. Ela quer o prazer hoje e nunca nada lhe satisfaz”.
Para ela, a organização da sociedade ainda não é eficiente. “Estamos perdendo um pouco essa batalha, tanto na área da repressão como na saúde, esta porque não dá para se multiplicar rapidamente tanto quanto o comércio da droga. A droga é um desafio para a área da saúde por causa de suas características. Essa pessoa busca tratamento quando a morte começa lhe rodear, mas já está totalmente fora da sociedade, com problemas físicos, psíquicos”, acrescentou.

Ministério Público Eleitoral dá parecer condenando RC por irregularidades no II Encontro das Oposições de CG

O Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável através do Procurador Eleitoral, Victor Carvalho, contra o ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Vieira Coutinho. A representação por propaganda eleitoral antecipada e irregular foi apresentada pelo PSDC.

Na ação, o PSDC diz que no II encontro das Oposições realizado em 17 de abril, no Parque Ivandro Cunha Lima, teria sido observado propaganda extemporânea em favor do pré-candidato Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima. Ainda denunciou o PSDC que no encontro foi distribuído material de propaganda da Prefeitura de João Pessoa e a distribuição de camisetas laranjas.

A multa prevista varia entre R$ 5 mil e R$ 25 mil, contra o ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho.

Leia a conclusão do relatório do MPE

  Pelas provas carreadas aos autos, verificasse que o evento realizado não se limitou a discutir projetos políticos ou plataforma de governo. Pelo contrário, estou evidente, ainda que em caráter subliminar, a prática de propaganda eleitoral antecipada, com discursos proferidos pelo representados e por terceiro em seu favor. Os autos demonstram que o ato foi aberto ao público e com transmissão ao vivo por rádio estranha a realização do evento sem qualquer caráter isonômico, ou seja, o evento com nítido foco na promoção pessoal do representado como sendo o mais apto ao exercício da função pública. 
Conclusão, isto posto, o Ministério Publico Eleitoral manifesta-se pelo provimento da representação condenando-se o representado nas sanções previstas no Inciso 3º do Art 36 da Lei 9.504/97. 

João Pessoa, 13 de maio  

Victor Carvalho Verggi  
Procurador Eleitoral
 ClickPB

Avisado pelo advogado, Cássio já admite a inelegibilidade e pode lançar Ivandro para senador e Ronaldo para vice


Cássio já admite retorno só em 2014
Cássio já admite retorno só em 2014
Cássio já tem um Plano B, caso seja mesmo declarado inelegível pela Lei dos Fichas Limpas, aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados e que deve ser submetida à votação no Senado nos próximos dias.
Lançará o tio Ivandro Cunha Lima, assumirá a coordenação da campanha e indicará o pai, Ronaldo Cunha Lima, como o vice de Ricardo.
 
Neste cenário, Cássio se voltará para a advocacia e fará de tudo para limpar o nome, pois enquanto estiver na condição de ficha suja não poderá concorrer a cargos eletivos.
 
Para explicar de uma forma mais simples ainda, recorro a política de crédito que o comércio pratica. Quem tem nome limpo tem crédito, que não tem sofre pelo descrédito.
 
Mas, alguém pode perguntar: e 2012¿ Se tiver elegível Cássio disputará mais uma vez a Prefeitura de Campina Grande e reiniciará sua escalada para disputar o governo em 2014.
 
Em tempo: desde que ele foi avisado pelo seu advogado, que articula um novo cenário no tabuleiro de xadrez..
 
Os mais próximos sabem do que estou falando e a candidatura dele entra em sua pior fase devido a expectativa.

Blogdodercio

Estadão destaca Cássio 'fora do páreo' com Ficha Limpa


O Jornal Estado de São Paulo desta quarta-feira (12) destaca que o ex-governador pode não concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de outubro caso seu partido, o PSDB, cumpra a promessa de não ter candidatos com ficha suja disputando cargos eletivos.
Veja abaixo a matéria na íntegra.
Promessa de não ter 'ficha-suja' afeta palanque de PT e PSDB
Se PT e PSDB cumprirem a promessa de não ter candidatos com ficha suja na disputa pelos governos estaduais, Senado e casas legislativas nas eleições de outubro, ambos vão ter de abrir mão de importantes nomes - alguns já apresentados como pré-candidatos. A promessa foi feita pelos presidentes dos partidos, José Eduardo Dutra (PT) e o senador Sergio Guerra (PSDB), durante debate no auditório do Grupo Estado, na segunda-feira.
Ex-governador da Paraíba e pré-candidato tucano ao Senado, Cássio Cunha Lima não poderia concorrer. Foi cassado em última instância por decisão do Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico e político e deixou o cargo em fevereiro de 2009. Procurado, Cunha Lima não respondeu ao pedido de entrevista.
No Maranhão, o PSDB negocia apoio do pré-candidato tucano à Presidência José Serra ao ex-governador Jackson Lago (PDT), que tentará voltar ao cargo do qual foi obrigado a sair em abril de 2009, após ser cassado também por abuso de poder.
A opinião dele sobre o Ficha Limpa é contraditória. Ao mesmo tempo em que diz apoiar o projeto, o ex-governador considera a possível inelegibilidade da sua candidatura ao governo maranhense "uma injustiça" sem precedentes. "No regime militar o sujeito era cassado por certo tempo e pronto. Agora, querem arrastar isso", diz Lago, julgado e condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral. "Todos sabem que qualquer cidadão tem o direito de se defender em no mínimo duas instâncias da Justiça."
O ex-governador defende que a sua condenação foi "armação da oligarquia Sarney" e pretende usar esse argumento para recorrer na Justiça em favor de sua candidatura, caso o projeto seja aprovado no Senado. "Somos (PDT) a favor do Ficha Limpa, mas ele não pode vir para fortalecer as oligarquias que trabalham em conluio com membros do governo."
Segundo ele, a aliança com o PSDB no Estado deve se confirmar, em uma tentativa de enfrentar o provável apoio do PT à reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB). "Eu e Serra temos uma posição comum anti-Sarney e isso nos aproxima muito. Acredito que a aliança PDT e PSDB será muito forte no Estado." No âmbito nacional, o PDT apoia a pré-candidata petista Dilma Rousseff.
Já no Tocantins, o PT perderia o aliado e amigo pessoal do presidente Lula, o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB), parceiro do governo federal no projeto Manuel Alves, de produção de frutas para exportação, uma das obras do PAC inauguradas por Dilma antes de estar concluída. Miranda foi cassado TSE e deixou o governo em agosto.
"A responsabilidade de evitar que entrem na política aqueles que não deveriam estar na vida pública é dos partidos. São eles que devem cuidar da qualidade de sua representação e das alianças", diz Claudio Abramo, diretor executivo da ONG Transparência Brasil. "A lei de certa forma retira essa responsabilidade dos partidos, portanto, deveria ser do interesse deles orientar suas bancadas para que votem a favor do Ficha Limpa no Senado".
Renúncia. O texto do projeto Ficha Limpa, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, também torna inelegível por oito anos os políticos que renunciarem de cargos públicos para se livrar de processos e não perder os direitos políticos. Por esse critério, o deputado Paulo Rocha (PT-PA), pré-candidato ao Senado, estaria fora da disputa por pelo menos mais três anos.
Rocha está entre os parlamentares que renunciaram ao mandato para evitar serem cassados por envolvimento no mensalão do PT, esquema de pagamentos a aliados do governo que seria operado pelo publicitário Marcos Valério, em 2005. Procurado, o parlamentar não quis falar. Valdemar da Costa Neto (PL-SP), Carlos Rodrigues (PL-RJ), Severino Cavalcanti (PP-PE) e José Borba (PMDB-PR) são outros mensaleiros que renunciaram.
Todos seriam inelegíveis, assim como Joaquim Roriz (PSC), que renunciou ao Senado em 2007, após o "escândalo da bezerra", no qual era citado na ação do Ministério Público por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção no período em que governou o DF.
Há outros exemplos, como o deputado Paulo Maluf (PP-SP), um dos principais opositores do Ficha Limpa. Ele está entre os parlamentares em exercício a ser declarado inelegível com a aprovação do projeto, por ter sido condenado pela 7.ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo a ressarcir suposto prejuízo com o superfaturamento de 1,4 tonelada de frango ao custo de R$ 1,39 milhão, pagos em 1996 pelo município de São Paulo.

Operação Quark prende 43 pessoas na PB, RN e RO

Quarenta e três pessoas foram presas e 4,5 quilos de crack foram apreendidos, até agora, na Operação Quark, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco) e pela Polícia Civil da Paraíba na madrugada desta quinta-feira (13).

De acordo com a Polícia Civil, 40 mandados de prisão foram cumpridos na Paraíba, dois em Rondônia e um no Rio Grande do Norte.

Várias equipes compostas por delegados, policiais militares, federais e rodoviários federais continuam em diligência nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rondônia.

Na Paraíba, o objetivo é cumprir mais 20 mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão para desbaratar a quadrilha de narcotraficantes que tinha atuação nos quatro estados brasileiros.

O grupo é formado por transportadores, depositários de drogas, fornecedores interestaduais e presidiários que negociavam entorpecentes de dentro de unidades prisionais da Paraíba, através de telefones celulares.

A prisão dos envolvidos foi decretada pelo juízo da 2ª Vara da Comarca de Sapé (no Brejo Paraibano). Os pedidos de prisão e de busca e apreensão foram feitos pelo delegado da Polícia Civil Állan Murilo Terruél, que preside o inquérito policial que deu origem à ação.

Os alvos investigados deverão ser presos temporariamente por 30 dias e serão indiciados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico ilícito de entorpecentes.

De acordo com o secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Gustavo Gominho, das 40 pessoas presas no Estado, 15 já cumprem pena em presídios.

Flagrantes O secretário também informou que dos 40 mandados de prisão cumpridos no Estado, cinco foram feitos em flagrante em Santa Rita e Sapé, onde também foram apreendidos mais de quatro quilos de crack, dois revólveres calibre 38 e uma espingarda caseira.

As diligências continuam em sete municípios: João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Sapé, Guarabira, Rio Tinto e Baía da Traição. “Consideramos excelente o resultado da operação, pois mais de 50% dos mandados já foram cumpridos. Mas, não vou me conformar enquanto não prender todo mundo”, disse Gominho.

Investigações
As investigações sobre a suposta existência de uma rede de tráfico de substâncias ilícitas na cidade de Sapé foram iniciadas no ano passado. De acordo com a coordenação do Gaeco, o curso das investigações não só confirmou o fato, como revelou uma cadeia maior do que se supunha, havendo, além de uma estrutura organizada, uma macroestrutura a serviço do tráfico de Sapé e cidades circunvizinhas.

Trinta delegados de polícia da Paraíba estão liderando as equipes de execução com o apoio da Polícia Militar. Nas áreas indígenas, os delegados estão sendo acompanhados pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal. Ao todo, cerca 300 policiais estão participando da Operação Quark.