Abílio e Dunga racham após divergências sobre apoio do PTB em 2010


O PTB na Paraíba está novamente rachado. Nesta sexta-feira (5), o presidente estadual da legenda, o deputado federal Armando Abílio, disse que a tendência do partido era mesmo a de apoiar a reeleição do governador José Maranhão (PMDB), mas imediatamente ele se deparou com a reação do suplente de senador Carlos Dunga, que promete recorrer ao diretório nacional da legenda.
Armando disse em entrevista à imprensa que o PTB tinha “sobrado na curva”, dando a entender que o partido tinha sido escanteado pelo PSB do prefeito pessoense Ricardo Coutinho (PSB).
Ele explicou então que os petebistas paraibanos estavam “abertos para o diálogo” e que a tendência de um entendimento com o PMDB era grande. “Falta discutir o nosso espaço no Governo”, sentenciou.
Carlos Dunga, no entanto, refirmou sua postura de oposição ao Governo Maranhão, criticou a tentativa do PTB em se aproximar da situação e garantiu que será um “dissidente no partido”.
O petebista ventilou também a possibilidade de ir até o presidente nacional do partido, o ex-deputado federal Roberto Jéfferson, para denunciar o que está acontecendo no PTB paraibano.
Por fim, o suplente de senador foi além e soltou uma indireta que aparentemente tinha Armando Abílio como alvo. “Não vou aceitar esta política de troca de favores”, resumiu.

Emissora de TV convida Maranhão a assistir Fórmula Indy

O governador José Maranhão e sua esposa, a desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcante, são convidados do camarote vip do Grupo Bandeirantes de Comunicação para, no domingo 14 de março, assistirem a abertura do Campeonato Mundial de Fórmula Indy 2010, a São Paulo Indy 300. O evento acontecerá no Parque Anhembi, na cidade de São Paulo, transformado em circuito de rua. O convite a Maranhão e a primeira dama do Estado foi formulado na tarde desta quinta-feira (4) pelo jornalista Marcondes Brito, diretor executivo de rede, em nome do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

No encontro na Granja Santana Marcondes Brito ouviu do governador Maranhão a confirmação de sua presença com sua esposa, no camarote vip da Band, no domingo (14). “O convite foi muito bem acolhido pelo governador, que estará presente lá”, revelou o representante da Band, emissora que transmitirá a etapa mundial com exclusividade, além da Bandsports, e as rádios Bandeirantes e BandNews FM. Esta é a primeira vez que a Fórmula Indy sai dos Estados Unidos e é realizada em um país da América Latina. A mais famosa etapa da Indy é a corrida denominada As 500 milhas de Indianápolis, nos Estados Unidos.

O evento acontecerá nos dias 13 e 14 sempre a partir das 9 horas. Os ingressos no valor de R$ 100,00 a R$ 500,00 estão à venda no site saopauloindy300.com.br. Trinta e três pilotos, incluindo quatro mulheres, dentre elas, a paulista Bia Figueiredo estarão a mais de 300 km por hora na Marginal Tietê.

Secom - PB  

Operação Escorpião: depoimentos e documentos revelarão que gestão de Ricardo Coutinho tem focos de corrupção em vários setores


A honra do gestor Ricardo Coutinho está por um triz. Não serei eu o estilingue que vai jogar uma banda de tijolo em sua vidraça, mas o próprio Ricardo Coutinho. Isso, de certa forma, é irônico e antropofágico. O cidadão vai engolir o personagem ou o personagem vai engolir o cidadão? 
No romance policial vez por outra acontece de o algoz fingir-se de vítima ou denunciante para se safar, mas estamos na vida real.
No caso de Ricardo, que disponibilizarei em tela a partir da próxima terça-feira, foi o seu próprio veneno quem provocou a ferroada do escorpião.
Naquele conto antigo um cavalo atravessa o bicho peçonhento em seu lombo para evitar que ele se afogue, mas no meio da travessia o escorpião enfia o seu ferrão venenoso e letal, morrendo junto com quem lhe ajudava a sobreviver.
Ricardo Coutinho abusou das lideranças populares. Usou e descartou e agora tem contra si uma legião de testemunhas dos desmandos que sua gestão praticou nos quatro cantos da Capital. 
Atenção Ministério Público, atenção órgão de controle das verbas federais, atenção Tribunal de Contas. O bicho vai pegar. 
Blogdodercio

Senado: Efraim Morais mais uma vez é envolvido em escândalo

Levantamento nas câmaras municipais realizado com dinheiro do Senado, mas sem processo seletivo, privilegiou indicações de funcionários e ex-funcionários de oito gabinetes. Procurador do Ministério Público junto ao TCU pedirá informações à presidência da Casa sobre estas contratações


Além de contratar parentes de dois senadores e do então diretor-geral do Senado, o I Censo do Interlegis também recrutou pesquisadores por meio da indicação de outros oito gabinetes do Senado para o levantamento realizado em 2005. Os senadores e ex-senadores que puderam indicar recenseadores entre funcionários e ex-servidores comissionados para a pesquisa nas câmaras municipais nos seus estados foram: Tião Viana (PT-AC), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Leomar Quintanilha (PMDB-TO), Alvaro Dias (PSDB-PR), Osmar Dias (PDT-PR), Paulo Paim (PT-RS), Aelton Freitas (PR-MG) e Ana Júlia Carepa (PT-PA).  

Como revelou o Congresso em Foco em outras três reportagens, uma sobrinha do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) foi contratada para o trabalho, assim como três irmãos do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia e um primo do então primeiro secretário e colega de partido de Heráclito, o senador Efraim Morais (DEM-PB).  


Requisito para a manutenção de um contrato de US$ 25 milhões do Senado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o censo não teve processo seletivo e privilegiou a contratação de pessoas com ligações políticas nos estados.


Apesar da parceria, o BID informou ao site que o levantamento teria sido pago inteiramente pelo Senado. Mesmo assim, os pagamentos pelo trabalho e outras despesas do censo não foram registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).


Viagens sem licença


Além da indicação de senadores, os funcionários de gabinetes também foram liberados para viagens pelo país sem uma licença oficial do Senado. "Fui indicado pelo senador. Ele me deixou mais à vontade para fazer as viagens, mas isso não atrapalhou meu trabalho aqui no Acre", confirma Marcelo Ribeiro de Moura, assessor comissionado do senador Tião Viana (PT-AC). Marcelo fez o trabalho para o Interlegis na capital do Acre onde trabalha para o senador do PT e em mais cinco cidades do interior do estado e em três cidades do Amazonas.


Fábio de Andrade Souto Ribeiro e Roselaine de Lima Polidoro fizeram juntos a aplicação dos questionários em 45 municípios gaúchos. Fábio ainda trabalha no gabinete de apoio do senador Paulo Paim (PT-RS) em Porto Alegre e Roselaine foi exonerada em fevereiro de 2005, antes de fazer a pesquisa para o Interlegis entre julho e setembro do mesmo ano.


A assessoria de Paim também confirma as indicações e revela que os dois recrutados tiveram dificuldade para receber reembolso das despesas. "Na época, perguntamos ao Senado e foi respondido que a pesquisa seria feita aproveitando o conhecimento da região de cada nome indicado. Foi dada uma ajuda de custo para hospedagem e gasolina. Houve dificuldade para receber o que realmente gastaram", diz a assessoria de imprensa de Paim.


No caso do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), as indicações beneficiaram o ex-funcionário Oclécio de Freitas Meneses e Paulo de Tarso de Oliveira Abbas, que ainda trabalha para o parlamentar no seu escritório político em Curitiba. Os dois realizaram a pesquisa em 71 dos 399 municípios paranaenses. O senador do PSDB alega que os dois não eram funcionários na época da realização do censo, mas que foi procurado pelo Interlegis para indicar os ex-funcionários.


Outras 56 câmaras municipais do Paraná foram visitadas por André Ricardo Bartelli, que trabalhou para o senador Osmar Dias (PDT-PR). A assessoria do senador alega que Ricardo não trabalhava mais no gabinete quando fez o levantamento para o Interlegis, mas a reportagem localizou dois atos no sistema interno do Senado que contradizem a informação. No primeiro deles, o funcionário é contratado em 29 de setembro de 2005. A sua exoneração só aconteceu em 31 de agosto de 2007, e entre os mais de 500 atos secretos do Senado. Pela informações sobre o censo que o site teve acesso, Ricardo trabalhou nas cidades do Paraná entre julho e novembro de 2005.


José Osmar Claudino participou do censo trabalhando em 49 cidades de Tocantins. Ele foi funcionário comissionado do senador Leomar Quintanilha entre 2001 e 2002. Desde março de 2007, trabalha no gabinete do suplente de Quintanilha, senador Sadi Cassol (PT-TO). A assessoria do suplente de Cassol alega justamente que José Osmar não era funcionário durante o período que trabalhou para o Interlegis.


Já Marcos Alessandro Machado Cleto, que na época trabalhava para o então senador e atualmente deputado, Aelton Freitas (PR-MG), foi também indicado e fez a pesquisa em 19 cidade de Minas Gerais. Segundo a assessoria do deputado, a indicação do nome do servidor "partiu do princípio de que o servidor é natural da região onde iria trabalhar, portando, conhecedor da localidade a ser recenseada." "Não houve qualquer formalização ou pedido de licença para que o referido servidor se ausente para participar do trabalho em questão", confirma a assessoria de imprensa do deputado.


Joaquim de Freitas Ruiz, ex-prefeito de Iracema (RR) e ex-funcionário do gabinete do senador Mozarildo Cavalcanti, fez o censo em 16 cidades, sendo quatro em Roraima e doze no Amazonas. Joaquim chegou a ser um dos réus de ação penal por contrabando junto com o senador de Roraima. O processo foi arquivado em 17 de novembro de 2009. O ex-prefeito foi nomeado para o cargo no Senado em 28 de fevereiro de 2005 e foi exonerado em dois de fevereiro de 2006. O site não conseguiu localizar o ex-prefeito e assessoria do senador não retornou o pedido de informações do site.


A ex-senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA) também teve uma ex-funcionária comissionada entre os pesquisadores que trabalharam para o censo. Vera Lúcia Marques Tavares, que foi secretária de segurança pública do Pará na gestão da atual governadora, disse em entrevista ao Congresso em Foco que não estava no gabinete em Brasília quando fez o levantamento para o Interlegis. Vera Lúcia foi nomeada em quatro de outubro de 2005 e saiu em nove de janeiro de 2007, já no gabinete do suplente da senadora, senador José Nery (Psol-PA).


Mas Vera Lúcia, segundo os registros obtidos pela reportagem, fez o levantamento em três cidades das oito cidades visitadas por ela no Pará depois da sua nomeação em janeiro de 2006. "A indicação partiu das prefeituras para as quais trabalhei como advogada", alega a ex-funcionária do Senado contestando a informação de que a indicação para o trabalho partiu de ex-senadora Ana Júlia Carepa.

Congresso em Foco

PTB está a 'dois passos' de apoiar a pré-candidatura de Maranhão, diz Abílio


O presidente do Diretório Estadual do PTB na Paraíba, o deputado federal Armando Abílio, disse que o seu partido está a dois passos de consolidar uma aliança com o esquema comandado pelo governador da Paraíba, José Maranhão (PMDB).
O deputado foi bem claro: afirmou que a condição para que o PTB apoie a pré-candidatura do governador José Maranhão à reeleição, é participação do partido no Governo do Estado.
De acordo com reportagem do jornalista Carlos Souza para o programa Correio Debate, da Rádio 98/FM (Rede Correio Sat), Armando Abílio encontrou-se nesta quinta-feira (4), em Campina Grande, com o governador José Maranhão e o prefeito da cidade Veneziano Vital do Rego.
O encontro aconteceu por ocasião da celebração da Missa de 30º dia de morte do jurista Vital do Rego Filho. Armando Abílio conversou demoradamente com o governador, o prefeito e outras lideranças políticas aliadas com o esquema governista.
Em entrevista a Carlos Souza, o deputado Armando Abílio observou que o ex-governador Cássio Cunha Lima não é do seu partido, e sim do PSDB. Portanto, garantiu, o PTB não aceita que uma pessoa alheia à sua legenda dite normas nem se intrometa no seu partido.
Wellington Farias

Depois de voltar a apoiar RC, Dunga decide acionar nacional contra a adesão do PTB a Maranhão

Após desistir de apoiar RC e voltar atrás, Carlos Dunga agora vai acionar à nacional contra a adesão do PTB a Maranhão

Após ter desistido de apoiar a candidatura do socialista Ricardo Coutinho e 24h depois declinar da decisão, o suplente de senador Carlos Dunga (PTB) agora decidiu acionar a nacional contra a recente decisão da direção do PTB na Paraíba em apoiar a candidatura do governador José Maranhão (PMDB) a reeleição.

A entrevista foi concedida a rádio Campina FM, na tarde desta sexta-feira (05).

”Vou propor à direção nacional, ao Roberto Jefferson (ex-deputado), que faça uma sondagem junto ao petebistas do Estado, até porque temos na Paraíba uma comissão provisória liderada pelo deputado Armando Abílio”, avisou Dunga.

De acordo com o vereador Tavinho Santos, a reviravolta dentro do PTB em relação ao apoio da majoritária aconteceu principalmente em decorrência da atitude do suplente Carlos Dunga, que enviou uma carta ao partido desistindo da indicação de vice e se dizendo "solto" em relação a candidatura a majoritária.

“Dunga precisa passar qual a verdadeira posição política dele, pois ele foi indicado pela unidade do partido e 20 dias depois entregou uma carta solicitando a não indicação para vice e isso criou uma celeuma a qual esta tendo desdobramentos até o dia de hoje”, desabafou. 

Tavinho também lembrou que foi o próprio Carlos Dunga, depois de desistir de apoiar Ricardo, que sugeriu ao deputado Armando Abílio abrir dialogos com o senador Cicero Lucena (PSDB) e até com o governador José Maranhão (PMDB).

Márcia Dias
PB Agora