Roberto Cavalcanti: matar não cala a imprensa

Era começo da década de oitenta. Em uma ação violenta para silenciar a onda de protestos e denúncias contra desmandos administrativos na máquina estadual, a Paraíba testemunhava uma série de assassinatos contra sindicalistas, jornalistas e ativistas políticos. 
Muitos foram vítimas desse autoritarismo sanguinário, entre os quais Margarida Maria Alves e Fernando da Gráfica. 
Também silenciado, mas jamais esquecido, o diretor do Sistema Correio, Paulo Brandão, virou símbolo da luta contra a violência e pela liberdade de imprensa. Seu assassinato há exatos 26 anos - e a luta familiar que se seguiu para responsabilizar os culpados, efetivamente condenados - mostrou que não é um bom negócio silenciar a imprensa com balas.
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