É na categoria renda que se "evidenciam as maiores disparidades entre as taxas de analfabetismo no país", considera o "Comunicado 70" do Ipea. A maior porcentagem de analfabetos (19,2%) está na faixa de renda de até um quarto de salário mínimo. Se somados, os segmentos de sem declaração de rendimentos ou sem rendimentos chegam a 17,1%.
Caso a redução do analfabetismo continue no ritmo dos últimos cinco anos, o país não irá chegar à taxa prevista na Conferência Mundial de Educação de Dacar, de 6,7% em 2015. A constatação foi feita por Mozart Neves Ramos, membro do conselho de governança do Movimento Todos pela Educação na época da divulgação da Pnad, em setembro.
Programas pouco efetivos
Segundo o Ipea, a lenta redução do analfabetismo "se deve à incipiente inserção nos programas de alfabetização de jovens e adultos, assim como à sua baixa efetividade".
Para os pesquisadores do instituto o problema é mais acentuado entre a população de 65 anos ou mais. "Tal afirmação é corroborada pelo aumento de cerca de 12% no contingente de analfabetos nesta faixa etária, no período aqui analisado" (2004-2009).
Uol