Projeto que obriga casais divorciados a plantarem árvore é rejeitado na Câmara

Cada vez que um brasileiro se casa, se divorcia ou adquire um carro novo, o meio ambiente sofre algum impacto.
Pelo menos é assim que pensa o deputado Manato (PDT-ES), cujo Projeto de Lei 2900/08, que torna obrigatório o plantio de árvores nesses casos, foi rejeitado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. As construtoras de imóveis ainda fazem parte desta lista.
O parlamentar sustenta que todas essas situações - casamento, divórcio, aquisição de veículo e construção - contribuem para o aquecimento global, uma vez que geram aumento no consumo de água e energia.
A proposta, de acordo com informações da Agência Câmara, será arquivada, pelo fato de ter sido rejeitada por todas as comissões que passou. Em 2009, o texto foi reprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, e no ano anterior, pela Comissão de Desenvolvimento Urbano.
Contrário
Para o relator na Comissão de Meio Ambiente, deputado Cezar Silvestri (PPS-PR), o projeto é desnecessário. Ele afirma que o Poder Público já toma providências para implantar uma política de desenvolvimento sustentável, como o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores).
O deputado disse que o programa foi responsável pela inserção de equipamentos nos veículos capazes de reduzir em 98% a emissão de monóxido de carbono.
Segundo ele, ainda existem trabalhos como a Política Nacional sobre Mudança do Clima e o FNMC (Fundo Nacional sobre Mudança do Clima). “Tais ações são abrangentes, envolvem toda a sociedade brasileira. Já o PL é pouco efetivo e injusto, pois onera o cidadão comum com obrigações que são de todos”, disse o relator.
UOL