Paraíba tem o 3º melhor índice de segurança alimentar do Nordeste


A Paraíba ocupa a terceira posição entre os estados nordestinos melhores colocados em termos de segurança alimentar, com uma média de 59% dos domicílios ocupado esse nível. O suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) foi divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE e também apresenta dados em níveis de insegurança alimentar leve, moderada e grave. A colocação do Estado ficou acima da média do Nordeste, com 53,9% dos domicílios tendo acesso a alimentação. Em compensação, a Paraíba ficou abaixo da nacional, que é de 69,8%.
De acordo com o estudo, a situação de segurança alimentar é caracterizada quando “os moradores dos domicílios têm acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais”. No Nordeste, a Paraíba perde apenas para Alagoas (62,9%) e Sergipe (59,7). No ranking nacional o estado ocupa a 16ª colocação.
O lado oposto é a insegurança alimentar grave, que ocorre quando há “redução quantitativa de alimentos entre as crianças e/ou ruptura nos padrões de alimentação; quando alguém fica o dia inteiro sem comer por falta de dinheiro para comprar alimentos”. A média nacional é de 5% dos domicílios. No Nordeste esse número quase dobra e chega a 9,3%, e é de 7% na Paraíba.
Segundo a pesquisa, a faixa etária de 18 a 49 anos é a mais atingida por insegurança alimentar grave ou moderada. A pior posição da região é ocupada pelo estado da Bahia, onde 1,511 milhões moradores dessa faixa em domicílios particulares vivem nessa situação; ao todo são 3,294 milhões. Nessa categoria, a Paraíba tem o segundo melhor índice, com apenas 742 mil casas no total.
Esse tipo de insegurança alimentar também incide com mais frequência entre as pessoas com menos de um ano de instrução, ou sem nenhuma. Quanto maior o tempo de estudo, maior o nível de segurança alimentar, constatou o estudo. Entre os paraibanos, 296 mil sem instrução tem o nível mais alto de insegurança, já entre os que tem mais de quinze anos, esse número cai para 3 mil. O cenário local repete a situação do nordeste, onde a relação é de 4,529 milhões para 48 mil, e também o nacional onde as pessoas com menos de um ano de instrução com insegurança alimentar chegou a 7,967 milhões e com mais de 15 anos é de 163 mil.
Já entre as ocupações das pessoas com fragilidade alimentar, a pesquisa do IBGE aponta que 53,2% delas trabalha e 46,8% não, sendo que a maioria delas (67,9%) tem atividades ligadas ao setor agrícola no Estado. O suplemento da Pnad também aponta que em todas as regiões, as mulheres sofrem mais com a insegurança alimentar.
Outro dado preocupante revela que há diferentes níveis de segurança alimentar entre etnias. A insegurança moderada ou grave entre os brancos é de 14,4% enquanto que para pretos e pardos o número chega a 22,3% na Paraíba. Quando é levado em consideração o lado oposto, 61,6% dos brancos tem boas condições de alimentação, contra 52,5% dos negros e pardos. Em nível nacional essa diferença é maior, de 75,4% contra 56,6%.

Segurança alimentarInsegurança grave
Santa Catarina85,21,9
Rio Grande do Sul80,82,0
Paraná79,62,4
Distrito Federal78,82,7
Rio de Janeiro78,13,0
Mato Grosso77,92,7
São Paulo77,62,6
Minas Gerais74,53,3
Espírito Santo72,23,8
Mato Grosso do Sul69,54,3
Rondônia68,34,1
Amazonas66,97,7
Alagoas62,911,4
Goiás62,25,1
Sergipe59,76,9
Paraíba59,07,0
Bahia58,88,9
Pernambuco57,96,3
Pará56,811,8
Tocantins56,65,3
Amapá54,59,1
Rio Grande do Norte52,98,9
Acre52,510,4
Roraima52,47,5
Ceará51,710,3
Piauí41,49,7
Maranhão35,414,8
Brasil69,85,0
Nordeste53,99,3
Paraiba1