O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, afirmou nesta segunda-feira (4) que os casos de candidatos que tiveram os registros indeferidos terão prioridade nos julgamentos. Ele informou que a Lei da Ficha Limpa pode modificar o resultado das eleições para o Senado no Pará, Paraíba e Amapá.
“Se tudo der certo, teremos definido antes da diplomação”, disse o ministro.
No Pará, dois candidatos barrados pela ficha limpa tiveram votos suficientes para serem eleitos: Jader Barbalho (PMDB) recebeu 1.799.762 votos, e Paulo Rocha (PT) teve 1.733.376. O problema é que os votos dos candidatos que tiveram registro indeferido são considerados nulos e isso faz com que o Pará possa ter 57,24% dos votos na eleição do Senado anulados. Segundo a lei, nesse caso deveriam ser feitas novas eleições.
Na Paraíba um dos casos que mais chama a atenção é o problema enfrentado por Cássio Cunha Lima (PSDB), que obteve 1.004.000 votos para o Senado. O tucano teve seu registro indeferido pela Tribunal Regional Eleitoral a Paraíba (TRE-PB), por ter sido cassado por abuso de poder político e econômico.
Sobre a possibilidade de um novo pleito no Pará, o presidente do TSE afirmou que é preciso aguardar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do estado, responsável por proclamar o resultado da eleição para senador.
“No caso do Pará, a lei em tese estabelece que se houver maioria de votos nulos será feita nova eleição, mas claro que cada estado tem suas peculiaridades e o TRE decidirá em face dos distintos processos que está analisando. É possível que o processo tenha alguma particularidade que motive uma interpretação diferente do TSE”, afirmou Lewandowski. Segundo ele, não há prazo definido para que o tribunal regional decida sobre o caso.
O TRE-PA informou ao G1 que aguarda definição do Supremo Tribunal Federal (STF) até a data da diplomação, 17 de dezembro.
O Tribunal Regional da Paraíba, logo após as urnas apuradas na noite do domingo (3) declarou os eleitos, os candidatos que ficaram em segundo e terceiro lugar, Vital do Rêgo Filho (PMDB) e Wilson Santiago (PMDB).
MAISPB com G1