EXCLUSIVO: Sistema Correio pode ser vendido para a Igreja Universal do Reino de Deus logo após o segundo turno das eleições deste ano

EXCLUSIVO: Sistema Correio pode ser vendido para a Igreja Universal do Reino de Deus logo após o segundo turno das eleições deste ano

Sistema Correio poderá mudar de dono nas próximas semanas

O Sistema Correio de Comunicação – maior conglomerado de mídias do Estado – poderá ser vendido para a Igreja Universal do Reino de Deus logo após o segundo turno das eleições deste ano na Paraíba. Emissários de ambas as partes já entraram, em entendimentos e a oferta milionária que teria sido feita pela IURD ao empresário e senador da República Roberto Cavalcante (PRB), ainda durante a gestão do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), já teria sido reajustada em torno de 35% por cento, segundo fontes que passaram a informação para o colunista Deczon Cunha, deste portal.

As cifras do milionário negócio estão sendo mantidas em absoluto sigilo e a negociação só não já foi concretizada porque o Sistema Correio ainda alimenta a possibilidade de o governador José Maranhão (PMDB), candidato à reeleição pela coligação “Paraíba Unida”, reverter o atual quadro eleitoral desfavorável e vencer o segundo turno, no próximo dia 31 de outubro.

A retomada das negociações entre o Sistema Correio e a Igreja Universal foi determinada pelo resultado do primeiro turno das eleições deste ano, quando o ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), candidato a governador pela coligação “Uma Nova Paraíba”, contrariou todas as pesquisas – especialmente as que foram divulgadas pelo Correio – e terminou o primeiro turno à frente do até então franco favorito Maranhão.

O resultado foi um caminhão-pipa de água no chope do Sistema Correio, que já comemorava antecipadamente a reeleição de José Maranhão, que fora anunciado pela Rede Globo, com base na pesquisa de “boca de urna”, minutos após o início da votação do domingo, como governador eleito da Paraíba, com 56% dos votos contra 46% de Ricardo.

Diante do atual quadro eleitoral do Estado, as perspectivas de sobrevivência econômica do Sistema Correio são sombrias. O conglomerado, que já não conta, há algum tempo, com o “incentivo” financeiro da Prefeitura Municipal de João Pessoa, pode perder, a partir de fevereiro do ano que vem, a “gorda” verba publicitária do Governo do Estado, numa eventual gestão Ricardo Coutinho, respaldada pela sede de vingança do grupo Cunha Lima (e da maior parte do PSDB), além do senador Efraim Morais (DEM), recém-derrotado na sua tentativa de reeleição.

Corre, ainda, a boca miúda, a informação de que as relações entre o Sistema Correio e a Prefeitura de Campina Grande já não e das mais amistosas. Como o prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) poderá ser obrigado a operar “milagres” administrativos a partir de 2011, na provável condição de opositor do Governo do Estado, o corte de verbas (especialmente publicitárias) será inevitável. E a quem cabe, hoje, a maior fatia do bolo de mídia da edilidade campinense? Aos “meninos” do Dr. Roberto Cavalcanti, é claro.

Os próximos quinze dias serão decisivos para a conclusão ou não do negócio milionário entre o Sistema Correio de Comunicação e a Igreja Universal do Reino de Deus. Já circulam até galhofas sobre o assunto. Uma delas diz respeito ao tabloide “JÁ”, que seria, imediatamente, banido do “pacote” de jornais, emissoras de rádio e de TV.

Os pastores da IURD não querem nem ouvir falar da publicação especializada em crimes bárbaros, fofocas das “espíritas” novelas globais e bundas descomunais. Para eles, o citado tabloide JÁmais deveria ter existido.

Pbacontece