Ricardo Coutinho e Nelson Júnior batem boca por causa Efraim


Num debate sem graça na Rede Paraíba Sat, que só contou com a presença de dois dos seis candidatos que disputam o Governo da Paraíba, o professor Nelson Júnior (PSOL) e o ex-prefeito Ricardo Coutinho (PSB) protagonizaram um único momento de maior tensão. Tudo começou quando Nelson questionou sobre a coerência de Ricardo, sindicalista que hoje votava num candidato como o senador Efraim Morais (DEM) envolvido em escândalos e em contratação de funcionários-fantasmas. Ricardo rebateu e disse que não se podia condenar antes deste ser julgado pela justiça.

A pergunta de Nelson Júnior a Ricardo foi seca e enfática. “Como você, que se apresenta como sindicalista de esquerda, se sente ao lado de um senador como Efraim, que está envolvido em todo o tipo de escândalos?”, questionou.

O ex-prefeito pessoense Ricardo Coutinho apelou para o “senso de democracia” que era necessário, ao não se permitir “execrar ou fuzilar” alguém previamente, que apesar de denunciado nunca tinha sido condenado a nada. “É antidemocrático condenar previamente alguém. Antes mesmo de um julgamento justo e dentro da legalidade”, rebateu.

Nelson Júnior não se deu por satisfeito e disse que com o seu questionamento não pretendia condenar ninguém, mas que apenas fazia uma pergunta política e prática sobre as eleições estaduais na Paraíba. “Não estou dizendo que Efraim é culpado ou inocente. Estou apenas questionando sobre se vale a pena se coligar com qualquer um, mesmo que o passado deste não lhe credencie a isto”, replicou. “O PSOL não faz aliança pensando apenas em tempo de TV, como você mesmo já disse em seu guia”, completou.

Diante disto, Ricardo mais uma vez defendeu a aliança com Efraim e admitindo que todas as coligações tinham suas contradições, ele ressaltou que elas precisavam ser vencidas em nome da Paraíba.

“É um desserviço criminalizar alianças. Fiz esta aliança para vencer a eleição e poder governar a Paraíba. O Estado precisa dar um salto e as pequenas contradições entre aqueles que querem isto não podem ser empecilho”, finalizou.

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