O Ministério do Planejamento deve implementar nos próximos dias algumas medidas para aumentar a segurança dos concursos públicos na administração pública federal. Todas as etapas das provas serão alteradas: da autorização para o concurso ser realizado até o resultado, passando pela contratação da entidade responsável e pela realização do exame.
Uma das normas prevê que o prazo entre a publicação do edital e data de realização de prova seja maior que os atuais 60 dias.
Outra mudança será no âmbito das orientações a serem seguidas na contratação da empresa organizadora do processo seletivo. Elas devem obedecer um rigor maior em várias áreas: contratos administrativos, identificação dos responsáveis e das instituições contratadas, além de ser necessário apresentar fiscais para acompanhar os contratos em todas as etapas de realização do concurso público.
O grupo de trabalho do ministério responsável pelas novas regras quer enviar ao Congresso Nacional um projeto tornando crime o envolvimento em fraudes dos concursos públicos.
Todos os envolvidos na realização da prova deverão ser identificados (inclusive quem está na cadeia de custódia das provas nos dias que antecedem o processo seletivo). O objetivo é acabar com a terceirização dessa função. Além disso, as provas devem ser monitoradas por câmeras de segurança e detectores de metal.
No edital, deve passar a constar o número mínimo de questões e a possibilidade de eliminação do candidato se for constatada a fraude. Além disso, deve ser proibido sair com cadernos de provas antes dos 15 minutos finais do exame. O ministério também planeja formar uma equipe de inteligência para monitorar e avaliar os concursos.
O governo federal também quer que a identificação dos aprovados seja feita de forma mais rigorosa, assim como a verificação dos documentos apresentados por eles.
R7