Bancários de todo Brasil realizam protesto e podem cruzar os braços

Os bancários de todo o Brasil se encontram na eminência de uma greve. Na Paraíba, cerca de 2,3 mil profissionais podem parar de exercer suas funções por tempo indeterminado. Para protestar contra o posicionamento dos banqueiros, o Comando Nacional dos Bancários realizam nesta terça-feira, uma manifestação intitulada Dia Nacional de Luta. O ato acontece às vésperas da quarta rodada de negociações, que está marcada para amanhã e para a próxima quinta-feira (16). 
Durante o movimento todos os bancos da Capital serão percorridos pelos diretores do Sindicato dos Bancários da Paraíba. Estes profissionais farão panfletagem em todas as agências com a pretensão de mobilizar a categoria e fortalecer as negociações, se preparando para uma eventual paralisação. 
Na última quinta-feira (9), aconteceu a terceira rodada de negociações, quando foram, mais uma vez, debatidas as reivindicações da classe sem que houvesse qualquer acordo. Entre as principais pautas estavam a saúde do trabalhador, melhoria nas condições de trabalho com o fim de metas abusivas, combate ao assédio moral e mais segurança contra assaltos e sequestros. 

Nas próximas reuniões, serão discutidas, prioritariamente, as questões econômicas, com pautas centradas nas remunerações. Os bancários exigem um aumento real do salário, o que equivale a 11%, melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PRL), previdência complementar e valorização dos pisos. 
De acordo com o sindicato, a greve será declarada no caso de não haver nenhuma proposta por parte dos donos dos bancos. “Pelos resultados das últimas negociações, tudo leva a crer que a greve geral está próxima”, afirmou o presidente do sindicato, Marcos Henriques. Até hoje, os banqueiros não apresentaram propostas para nenhuma das reivindicações. 
Os bancos públicos também não chegaram a um acordo com seus funcionários. No Banco do Brasil, onde, segundo o Sindicato dos Bancários da Paraíba, as negociações correm com boas perspectivas, as reuniões foram marcadas para os dias 17 e 21 do corrente mês. Na Caixa Econômica Federal não houve qualquer progresso e no Banco do Nordeste do Brasil, já existiram paralisações parciais e alguns protestos.

Jornal O Norte