De janeiro a julho deste ano, o disque denúncia nacional - o disque 100 - recebeu 327 relatos de violência contra crianças e adolescentes na Paraíba, sendo 116 apenas em João Pessoa. Dentre os tipos de agressões mais frequentes aparecem os casos de exploração sexual que teve 81 registros no Estado, sendo 22 apenas na Capital.
No ano passado, as denúncias de abuso sexual feitas através do disque 100 alcançaram o patamar de 225 ocorrências na Paraíba.
No ranking dos Estados que mais receberam denúncias de abuso, levando em consideração cada grupo de 100 mil habitantes, a Paraíba aparece na 14ª posição no país e em 5º no Nordeste, com uma média 6,18 denúncias para cada cem mil habitantes. Quem encabeça a lista é o Espírito Santo (média de 12,68), seguido pelo Distrito Federal (8,47) e o Acre (8,33). Os Estados da região Nordeste que primeiro aparecem no ranking são a Bahia (8), em 6º lugar, e Pernambuco (6,99), em 9º lugar.
Para o coordenador da Casa dos Conselhos Tutelares de João Pessoa, Luís Brilhante, é preciso analisar com cautela as denúncias que chegam através do disque-denúncia. “Todas as denúncias que chegam precisam ser analisadas e investigadas com calma. É preciso reconhecer as ocorrências verdadeiras daquelas que são resultado de intriga entre vizinhos ou de pais que estão em processo de separação e que estão em disputa pela guarda dos filhos” alertou.
O coordenador disse ainda que mais de 95% dos agressores são encontrados dentro da própria família; na lista estão pai, padrasto, irmãos e amigos da família.
“As vítimas, em geral, enfrentam medo e resistência para denuciar devido a proximidade do agressor”, disse. Acrescentando quando os casos chegam ao conselho tutelar são confirmados as vítimas são encaminhadas para projetos sociais como o bolsa família, o programa de erradicação do trabalho infantil, entre outros.
“As crianças vítimas de abuso sexual são encaminhadas para receber atendimento psicológico, mas as sequelas deixadas pela violência trazem inúmeros transtornos na vida emocional e até educacional da criança”, relatou.
Luzia Santos/Jornal da Paraíba
No ano passado, as denúncias de abuso sexual feitas através do disque 100 alcançaram o patamar de 225 ocorrências na Paraíba.
No ranking dos Estados que mais receberam denúncias de abuso, levando em consideração cada grupo de 100 mil habitantes, a Paraíba aparece na 14ª posição no país e em 5º no Nordeste, com uma média 6,18 denúncias para cada cem mil habitantes. Quem encabeça a lista é o Espírito Santo (média de 12,68), seguido pelo Distrito Federal (8,47) e o Acre (8,33). Os Estados da região Nordeste que primeiro aparecem no ranking são a Bahia (8), em 6º lugar, e Pernambuco (6,99), em 9º lugar.
Para o coordenador da Casa dos Conselhos Tutelares de João Pessoa, Luís Brilhante, é preciso analisar com cautela as denúncias que chegam através do disque-denúncia. “Todas as denúncias que chegam precisam ser analisadas e investigadas com calma. É preciso reconhecer as ocorrências verdadeiras daquelas que são resultado de intriga entre vizinhos ou de pais que estão em processo de separação e que estão em disputa pela guarda dos filhos” alertou.
O coordenador disse ainda que mais de 95% dos agressores são encontrados dentro da própria família; na lista estão pai, padrasto, irmãos e amigos da família.
“As vítimas, em geral, enfrentam medo e resistência para denuciar devido a proximidade do agressor”, disse. Acrescentando quando os casos chegam ao conselho tutelar são confirmados as vítimas são encaminhadas para projetos sociais como o bolsa família, o programa de erradicação do trabalho infantil, entre outros.
“As crianças vítimas de abuso sexual são encaminhadas para receber atendimento psicológico, mas as sequelas deixadas pela violência trazem inúmeros transtornos na vida emocional e até educacional da criança”, relatou.
Luzia Santos/Jornal da Paraíba