DEM enfrenta nova crise com o PSDB; na PB Cícero Lucena tem dado sinais de apoio ao PMDB


cicero_20100222_142632Depois do embate em torno da escolha do candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, PSDB e DEM protagonizam nova crise. Não existem mais pontes entre o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e o candidato tucano. As poucas que um dia chegaram a existir foram todas "dinamitadas". A crise também acontece em alguns estados, como na Paraíba, no Pará, no Rio de Janeiro, em Sergipe, na Bahia e no Rio Grande do Sul.

Na Paraíba, o senador e presidente estadual do PSDB, Cícero Lucena, tem dado sinais de apoio ao PMDB, o que irrita os democratas.

Além das desavenças entre Maia e Serra, democratas envolvidos na campanha nacional admitem que há muito descontentamento com o PSDB, sobretudo em alguns estados. A situação mais crítica é no Pará, onde dirigentes do DEM acusam o PSDB de ser o responsável pela "destruição" da sigla no Estado.

O motivo da briga entre democratas e tucanos são as campanhas nos Estados. Além da generalizada reclamação sobre a falta de ajuda material para as campanhas, há casos específicos em que o DEM se coloca como injustiçado. No Pará, a acusação é de que Valéria Pires Franco, vice-presidente do DEM e no passado cotada para vice de Serra, teve de abrir mão de todas as pretensões eleitorais para acomodar a aliança com o PSDB. O mesmo teria ocorrido com o deputado Vic Pires, o mais importante líder do DEM no Estado.

Na Bahia, a acusação é a suposta "falta de empenho" do deputado Jutahy Júnior (PSDB) na campanha de Paulo Souto (DEM) ao governo do Estado. Em Sergipe, os ex-governadores Albano Franco (PSDB) e João Alves (DEM) mais parecem inimigos mortais. No Rio, o DEM acusa o PSDB de ignorar por completo a candidatura de Gabeira. Para completar, no Rio Grande do Sul o deputado Onix Lorenzoni (DEM) quer passar a léguas da governadora Yeda Crusius (PSDB), que tenta a reeleição. Lá, os tucanos dizem que já foram muito prejudicados por setores do DEM, que articularam para cassar Yeda.

Os tucanos dizem que o DEM "reclama de barriga cheia" e na maior parte dos casos quer apenas ajuda financeira para as campanhas. Dizem também que o PSDB abriu mão de candidatura própria em Estados, como Santa Catarina, para apoiar a candidatura dos aliados, no caso a de Raimundo Colombo.

Diante da gravidade da situação, também no DEM já foram escalados alguns parlamentares para o papel de bombeiros. Estão nesse time, além do próprio Kassab, o senador José Agripino Maia (RN), o deputado ACM Neto (BA) e Bornhausen.

PARA LEMBRAR

Partidos já se estranharam no passado

Apesar de tradicionais aliados, PSDB e DEM já se estranharam antes. Em 2002, ainda sob a denominação de PFL, o partido entrou em rota de colisão com os tucanos, em especial José Serra, em razão do naufrágio da candidatura da então pefelista Roseana Sarney à Presidência, por conta do escândalo da Lunus - Serra foi apontado como mentor da invasão da Polícia Federal na empresa do marido de Roseana Sarney, em São Luís. O partido culpou Serra e acabou abandonando o governo FHC.

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