
Caça fantasmas
A política tem rendido algumas matérias com destaque nacional sobre a Paraíba. Ontem o G1 destacou a passeata promovida pelo candidato Cássio Cunha Lima, ameaçado pelo “Ficha Limpa”, e hoje o jornal Correio Braziliense publicou matéria referente a contratação dos funcionários fantasmas no gabinete do senador Efraim Morais. A matéria enfatiza a propaganda enganosa que os correligionários do senador estão fazendo.
Pena que as notícias de destaque nacional estejam correlacionadas aos maiores escândalos políticos da história do estado.
Leia a matéria na íntegra:
Correligionários de Efraim fazem propaganda enganosa na PB
No processo, Efraim é investigado por estelionato, falsidade ideológica, crime contra o patrimônio e contra a fé pública. No dia 7 deste mês, Efraim entrou com uma petição prestando informações e uma manifestação contra o inquérito, encaminhado pela Polícia do Senado. Como o Judiciário está de recesso, o presidente em exercício do STF, ministro Ayres Britto, rejeitou o pedido de Efraim para que a petição fosse analisada em regime de urgência.
O inquérito que apura a participação do parlamentar na contratação de funcionários fantasmas está na Procuradoria-Geral da República, que o devolverá ao STF após parecer. A assessoria da PGR informou que o inquérito está em análise e que a tese de “absolvição” não existe, e só o STF pode decidir arquivar o processo.
A investigação da Polícia do Senado que deu início ao inquérito contra Efraim teve início depois de denúncia registrada na 13ª Delegacia de Polícia de Sobradinho por duas estudantes que descobriram que suas identidades estavam sendo usadas de maneira irregular pelo gabinete do senador. Kelly Janaína Nascimento e Kelriany Nascimento estavam lotadas no Senado, mas não trabalhavam. Os salários das funcionárias fantasmas eram sacados por integrantes da família Bicalho, parentes do motorista de Efraim.
No parecer da Polícia Legislativa encaminhado à Corregedoria do Senado e ao STF, Everaldo Bosco, relata que há indícios da participação do senador no esquema de contratação de funcionários fantasmas. Ontem, Efraim participou de uma caminhada contra a Lei da Ficha Limpa, conhecido como movimento “Deixa o povo votar”, na capital da Paraíba.
O número
2.987: Número do inquérito do STF que investiga a contratação de funcionários fantasmas no gabinete do senador Efraim Morais
Correio Braziliense/Blogdodercio