Consciente que não poderá ser candidato a senador, Cássio já escalou a esposa Sílvia para substituí-lo


Qualquer Pedro Bó lá das bandas de Coxixola sabe que Cássio não pode ser candidato e articula a candidatura da esposa, Sílvia Cunha Lima, para substituí-lo lá na frente.
Cássio cometeu todos os erros que um político pode cometer e hoje tem que recorrer a artimanhas para se manter no controle de um mandato.
De onde Cássio tira o sustento? Quem respondeu exclusivamente da política acertou e não poderia ser diferente. Ele nasceu pedindo votos para o pai Ronaldo Cunha Lima e ainda muito jovem chegou à Câmara Federal.
Ele é advogado, mas nunca exerceu. Cássio não tem empresas, não tem emprego e, aparentemente, vive da pensão como ex-governador.
Sua gestão foi um desastre e até hoje não entendo porque ninguém fazia o que ele mandava. Cássio lidera no palanque, mas não tem pulso para gerir.
Quando percebeu que os quatro anos haviam se passado e que não se reelegeria, Cássio desembainhou a espada e foi à luta. Convenhamos, o cara é um gênio na arte de seduzir e muito carismático.
O problema é que teve que recorrer a expedientes vedados para se manter no Palácio da Redenção e daí veio à punição do TRE e na seqüência a Lei Ficha Limpa.
Cássio sabe que é inelegível e montou estratégia jurídica para através de liminar se arrastar até cerca de 15 dias do pleito, quando não puderem mais tirar da urna eletrônica o seu nome e foto.
Sílvia será alçada a condição de senadora. Quem vota em Cássio validará o seu voto através dela. Em seguida ela deve se licenciar para o primeiro suplente assumir. Sabe quem? Ivandro Cunha Lima.
Se o MPE pediu a impugnação de seu registro, saibam que Cássio está tranquilo, pois já previa lá atrás cada passo a seguir.
Anotem aí: impedido pelo Ficha Limpa, Cássio lançará o filho Diogo para prefeito de Campina em 2012.
Em stand by forçado até 2016, Cássio ocupará seu quinhão através de parentes de primeiríssimo grau.
Resta saber se logrará êxito na transfusão de votos.
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