Relator do processo que vai decidir se defere ou indefere o registro da candidatura do ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e autor do pedido de vista no processo que investiga o excesso de gastos com mídia institucional em 2006, o desembargador Manoel Monteiro pode ser o responsável por uma reviravolta nas eleições da Paraíba.
A revelação é do jurista Rafael Lucena, que em entrevista ao portal PB Agora, alertou para o fato do desembargador também ser o relator dos processos de impugnações contra o tucano e contra as duas principais forças da Paraíba, José Maranhão (PMDB) e Ricardo Coutinho (PSB).
De acordo com o advogado, o voto de Manoel Monteiro poderá contribuir para a inelegibilidade do ex-governador da Paraíba por um período de oito anos, conforme estabelece a Lei Ficha Lima.
A possível retirada do tucano da disputa, por sua vez, afetaria diretamente na campanha socialista, que perderia o seu principal candidato da chapa majoritária.
O ex-governador Cássio Cunha Lima desponta em primeiro lugar na corrida rumo ao Senado Federal e desde que lançou o nome para o pleito mostra larga vantagem em relação ao segundo colocado, Vital do Rego Filho (PMDB).
Outro ponto também alertado por Rafael Lucena é que o voto de Manoel Monteiro também pode sinalizar qual será a decisão do relator no processo de impugnação da candidatura do tucano, que também tramita no Tribunal Regional Eleitoral.
“Se Manoel Monteiro decidir pela inelegibilidade na ação que contesta o excesso de gastos com mídia institucional, provavelmente o relator também julgará pela impugnar a candidatura do tucano”, falou.
Apesar de ratificar que o tucano é inelegível, de acordo com fundamentos jurídicos, o advogado também não descarta a possibilidade do tucano “se livrar” de ambos os processos, de impugnação e de conduta vedada, no entanto, mesmo assim, segundo Rafael Lucena, o desembargador Manoel Monteiro continuará tendo nas mãos o destino da Paraíba.
Pbagora