
BRASÍLIA - Com a cabeça à prêmio, Efraim recuou e usou como desculpa o fato de a sessão conjunta Câmara/Senado não ter acontecido nesta quarta feira.
Mas, sabe-se que o que fez ele rever a estratégia do pronunciamento bombástico no Congresso foi o fato de a Polícia Legislativa ter avançado nas investigações ao convocar sua chefe de gabinete, Mariângela Cascão, para depor.
Para se chegar a Efraim agora é um passo. Metade do seu corpo já entrou na sala do Conselho de Ética do Senado. Se a outra entrar é cassado.
Aqui em Brasília o nome de Efraim é sinônimo de confusão e ninguém quer botar a mão no fogo por ele.
Efraim já não está tão confiante em seu futuro e se irrita ao saber pela imprensa que a vereadora ricardista Sandra Marrocos, do PSB, se negou a prestar-lhe solidariedade.
E o que é pior: Raíssa Lacerda, filha de José Lacerda e do DEM, fugiu da raia.
Outro fantasma assusta Efraim, que, apesar de acostumado a essa convivência sobrenatural em seu gabinete, acompanha preocupado a movimentação de caciques como Cássio e Ricardo oferecendo o seu espaço ao deputado federal Wellington Roberto.
Os cassistas já não escondem o desejo de se livrar de Efraim e tratam disso abertamente, como o fez ontem o ex-governador Cássio.
Em tempo: considerando que Cássio não vai renunciar a candidatura e tem certeza que é elegível, a vaga que ele ofereceu a Wellington ontem só pode ser a de Efraim.
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