
Escândalo: irmãs que denunciaram esquema envolvendo Efraim Morais eram lotadas em área ‘fantasma’, sem escritórios e até sem folha de ponto
Investigação do caso dos fantasmas descobre que 19 funcionários eram lotados em uma área sem escritórios nem telefones
O Senado Federal descobriu, ao investigar a lotação dos servidores fantasmas do gabinete do senador Efraim Morais (DEM), que muitos dos funcionários eram lotados em um setor inteiro virtual. O Serviço Central de Atendimento ao Usuário (Seceau) era repleto de funcionários que não comprovavam frequência. Além disso, o Seceau não tem escritório nem mesmo ramal telefônico, mas uma resolução do Senado de 2007 indica, no entanto, que o serviço faz parte da estrutura da Diretoria-Geral.
O setor fantasma tinha no início do ano 19 servidores e conta atualmente com três funcionários, entre eles, Kelriany Nascimento da Silva, que denunciou com a irmã Kelly Janaína Nascimento da Silva na 13ª DP (Sobradinho), que sua identidade estava sendo usada de forma irregular no Senado, pois nunca apareceu na Casa para trabalhar. Kelriany foi contratada pelo gabinete de Efraim, mas estava lotada no Serviço Central de Atendimento ao Usuário.
Investigação conduzida pela Polícia do Senado mostrou que a servidora Luciana Ferrari estava atenta à falta de controle da Seceau. E-mail enviado pela analista legislativa cobra folha de ponto não assinada de funcionários lotados no setor. O pente-fino no setor virtual do Senado gerou debandada de servidores. Quando a fiscalização começou a apertar, em março deste ano, 16 funcionários pediram transferência para os gabinetes e setores de origem. Os funcionários do suposto setor de trabalho fantasma do Senado voltaram para os gabinetes dos senadores Cícero Lucena (PSDB-PB), Gerson Camata (PMDB-ES), Romeu Tuma (PTB-SP), Papaléo Paes (PSDB-PA), Francisco Dornelles (PP-RJ), Mauro Fecury (PMDB-MA) e para cinco outros setores administrativos da Casa.
O senador Papaleó afirma que duas das três funcionárias com lotação no Seceau trabalhavam em seu gabinete e que apenas uma foi contratada este ano, durante o processo de extinção do suposto setor fantasma. “Movimentou para cá, para assinar ponto aqui. Aqui elas frequentam assiduamente o gabinete. Antes da obrigatoriedade (do ponto), elas assinavam na Diretoria-Geral. Não conheço (o Seceau) porque não era daqui, não tinha vínculo com os gabinetes, não”. Dos servidores que eram lotados no Seceau e pediram deslocamento para outros gabinetes e setores, pelo menos quatro deles tiveram o ponto liberado pelos senadores. A Secretaria de Comunicação do Senado informou que a estrutura do Serviço Central de Atendimento ao Usuário “perdeu função” com o decorrer do tempo, e que o Seceau vai desaparecer depois da reforma administrativa da Casa.
Ontem, o motorista de Efraim Antônio Sérgio Rocha Bicalho e mulher, Nélia da Conceição Bicalho, compareceram à Polícia do Senado, mas se recusaram a responder as perguntas dos agentes. Com o comparecimento da família Bicalho, a Polícia Legislativa cumpre o procedimento obrigatório e pode indiciar o pai, a mãe e o irmão de Kátia e de Mônica da Conceição Bicalho por formação de quadrilha, estelionato, peculato e falsidade ideológica, por atuação na contratação irregular de Kelly e Kelriany para o gabinete do senador Efraim.
Investigação do caso dos fantasmas descobre que 19 funcionários eram lotados em uma área sem escritórios nem telefones
O Senado Federal descobriu, ao investigar a lotação dos servidores fantasmas do gabinete do senador Efraim Morais (DEM), que muitos dos funcionários eram lotados em um setor inteiro virtual. O Serviço Central de Atendimento ao Usuário (Seceau) era repleto de funcionários que não comprovavam frequência. Além disso, o Seceau não tem escritório nem mesmo ramal telefônico, mas uma resolução do Senado de 2007 indica, no entanto, que o serviço faz parte da estrutura da Diretoria-Geral.
O setor fantasma tinha no início do ano 19 servidores e conta atualmente com três funcionários, entre eles, Kelriany Nascimento da Silva, que denunciou com a irmã Kelly Janaína Nascimento da Silva na 13ª DP (Sobradinho), que sua identidade estava sendo usada de forma irregular no Senado, pois nunca apareceu na Casa para trabalhar. Kelriany foi contratada pelo gabinete de Efraim, mas estava lotada no Serviço Central de Atendimento ao Usuário.
Investigação conduzida pela Polícia do Senado mostrou que a servidora Luciana Ferrari estava atenta à falta de controle da Seceau. E-mail enviado pela analista legislativa cobra folha de ponto não assinada de funcionários lotados no setor. O pente-fino no setor virtual do Senado gerou debandada de servidores. Quando a fiscalização começou a apertar, em março deste ano, 16 funcionários pediram transferência para os gabinetes e setores de origem. Os funcionários do suposto setor de trabalho fantasma do Senado voltaram para os gabinetes dos senadores Cícero Lucena (PSDB-PB), Gerson Camata (PMDB-ES), Romeu Tuma (PTB-SP), Papaléo Paes (PSDB-PA), Francisco Dornelles (PP-RJ), Mauro Fecury (PMDB-MA) e para cinco outros setores administrativos da Casa.
O senador Papaleó afirma que duas das três funcionárias com lotação no Seceau trabalhavam em seu gabinete e que apenas uma foi contratada este ano, durante o processo de extinção do suposto setor fantasma. “Movimentou para cá, para assinar ponto aqui. Aqui elas frequentam assiduamente o gabinete. Antes da obrigatoriedade (do ponto), elas assinavam na Diretoria-Geral. Não conheço (o Seceau) porque não era daqui, não tinha vínculo com os gabinetes, não”. Dos servidores que eram lotados no Seceau e pediram deslocamento para outros gabinetes e setores, pelo menos quatro deles tiveram o ponto liberado pelos senadores. A Secretaria de Comunicação do Senado informou que a estrutura do Serviço Central de Atendimento ao Usuário “perdeu função” com o decorrer do tempo, e que o Seceau vai desaparecer depois da reforma administrativa da Casa.
Ontem, o motorista de Efraim Antônio Sérgio Rocha Bicalho e mulher, Nélia da Conceição Bicalho, compareceram à Polícia do Senado, mas se recusaram a responder as perguntas dos agentes. Com o comparecimento da família Bicalho, a Polícia Legislativa cumpre o procedimento obrigatório e pode indiciar o pai, a mãe e o irmão de Kátia e de Mônica da Conceição Bicalho por formação de quadrilha, estelionato, peculato e falsidade ideológica, por atuação na contratação irregular de Kelly e Kelriany para o gabinete do senador Efraim.
Correiobrasiliense