Após perceber que a oposição estava com duas conversas, Wellington Roberto atende apelo dos prefeitos de sua base e anuncia apoio a candidatura de José Maranhão

Decidido definitivamente a não repetir os erros de 2006, o govenador José Maranhão perseguiu obstinado o apoio do deputado federal Wellington Roberto. Naquele ano Maranhão havia negligenciado essa fase da campanha e, achando-se eleito, acabou perdendo o PR para Cássio.
Hoje a história é outra e Maranhão afastou de si os vestígios das ações, ou falta delas, que o levaram a um segundo turno difícil. Wellington e Maranhão estiveram a tarde toda conversando e bateram o martelo.
O excelente relacionamento de ambos no Congresso Nacional facilitou o diálogo e o próprio Wellington admitiu que "este Maranhão é muito diferente daquele de 2006".
É verdade que havia a possibilidade de Wellington cerrar mais uma vez fileiras com o grupo de Cássio, mas o fato de ter sido excluido do debate pela formação da chapa antes do ex-governador viajar para os Estados Unidos e a traição ao amigo Cícero, pesaram na decisão do presidente do PR.
Wellington não podia desdizer tudo que disse sobre aquele Ricardo soberbo que o recebeu friamente na Prefeitura de João Pessoa; Wellington não podia apagar da memória a decepcção por ter sido taxado por Efraim e Cásssio de CPF. Muito menos poderia ter se misturado a quem qualificou de "CNPJ Sujo", se definindo como "limpinho" muito antes do Ficha Limpa vingar.
Nos últimos dias, Cássio percebeu a besteira que fez quando excluiu Wellington do processo sucessório e tentou remendar a mancada, mas Wellington não é um pneu suporte cheio de remendos. A conversa nã evoluiu.
O antes arrogante Ricardo passou a lhe telefonar com insistência e o seu fiel escudeiro Nonato Bandeira tentou virar amigo íntimo do deputado federal. Em um lance desesperado, Ricardo agendou uma conversa entre Wenllington e Efraim, insinuando que o senador do DEM estaria disposto a renunciar a candidatura ao Senado e que iriam acertar detalhes da substituição.
Wellington conversou com Efraim e descobriu que ele não abre mão da candidatura ao Senado. Mais que isso, Wellington percebeu que o que Cássio e Ricardo lhe disseram não bateu com o que conversou quarta-feira passada em seu gabinete com Efraim. Havia duas convesas e gato escaldado tem medo de água fria.
Ao ouvir os prefeitos de sua base, o presidente do PR decidiu de vez fazer opção pela candidatura de Maranhão. Do governador ele ouviu a seguinte frase: "faz tempo que eu lhe espero para fazermos dessa Paraíba um lugar cada vez melhor".
E o que é mais emblemático:  o comitê de Maranhão em Campina será em um prédio de Wellington vizinho ao Shopping, onde sempre foi o de Cássio.
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