
Quem acompanha este blog sabe que o último artigo que escrevi foi ontem as 1h29m. A segunda tinha sido normal, mas já no finalzinho da noite fui acionado para uma missão possível.
Antes de abordar a segunda feira em tela, cheguei neste final de semana a conclusão que o jogo da disputa ao Senado foi zerado, como se fosse uma luta de boxe e o cronometro tivesse sido congelado.
Efraim Morais não acreditava que o rastro de miguelitos pudesse ser rastreado e foi pego de surpresa pelas duas primeiras denunciantes de uma série que dizem ter 120 nomes na fila de espera.
De uma hora para outra caiu em desgraça e tem gente fazendo até sinal da cruz quando falam em seu nome.
Sentindo cheiro de enxofre, Cássio se movimentou no sentido de articular futuros substitutos. Falou com Ney, ligou e esteve com Wellington Roberto no finalzinho da noite da segunda.
Volto agora ao artigo que escrevi. Falei do tempo e da falta dele para ilustrar a facilidade com que os políticos avançam e retroagem numa máquina do tempo particular.
Ricardo avançou no tempo quando se aliou a Cássio e Efraim, mas jogou para debaixo do tapete os conceitos que tinha sobre ambos, acusados por ele como integrantes de uma quadrilha.
Cássio volta no tempo para jogar sua lábia e fazer Wellington Roberto voltar a acreditar que pode ser seu parceiro na chapa de Ricardo. Se aceitar, Wellington avança no tempo fingindo que a vida não tem passado e que ele nunca disse o que disse sobre Ricardo.
Segunda à noite Wellington não esteve com Maranhão por conflito de agenda e certo incidente cerimonial. Mas esteve com Cássio por educação, por pura educação.
Se das conversas que teve com Maranhão de concreto nada existe, a não ser a possibilidade de ser vice (o que descarta) ou candidato a senador, do papo rápido com Cássio nada andou e nem poderia, pois o ex-governador rejeita o papel de coveiro de Efraim que o Coletivo RC quer lhe dá.
É como se o tempo tivesse travado e alguém precisasse resetar a memória coletiva.
Não acredito nas loas de Cássio, ele fez sua opção quando virou um dos três mosqueteiros com Ricardo e Efraim e agora o destino deles virou um só. Juntos ascendem ou afundam.
O tempo não pára, mas os fatos andam mais rápidos do que as versões. Efraim não abrirá mão da candidatura ao Senado, acredita que Cássio saberá conduzir-lhe no nevoeiro como fez com Cícero.
O problema é que Cícero é carismático e Efraim antipático. A confraria era uma coisa distante para o dia a dia da população; já ficar com 95% do salário de uma jovem estudante é como tomar pirulito de criança na porta de escola: ninguém perdoa.
Se Daniella ou Wellington se integrarem a chapa de Ricardo vão se lambuzar e acabar contaminados pela metástase que se alastra.
Digo sem medo de errar: ambos estarão sob a blindagem do manto do campo popular, cerrando fileiras por um Brasil que avança e quer varrer para o lixo a sujeira que está debaixo do tapete e que tem sujado a ficha de muita gente.
PR e PP somam seis minutos de guia e a preço de hoje são as melhores opções para vice e senador, respectivamente, da chapa encabeçada por José Maranhão e que tem Dilma como postulante a presidência. Todos sob recomendação de Lula.
Cá pra nós: Ricardo perdeu o verniz. Sua derrota no primeiro turno está por um triz. É o que eu penso, Essa é minha tese. E a sua?
Blogdodercio