
Cássio está em parafuso. A proximidade do pleito, a pressão psicológica da dúvida sobre a elegibilidade, a falta de carisma de Ricardo e os fantasmas de Efraim, definitivamente afetaram seu senso do ridículo.
Ontem na rádio Arapuan ele quase perdeu a pose ao bater-boca com o radialista Nilvam Ferreira. Queria 100% de confete, mas só Fabiano Gomes se prestou a esse papel; Nilvan fez as perguntas que o povo faria. Cássio não gostou.
Esse destempero do ex-governador reflete a mudança de cenário. Não há como esconder que o clima pesou no ambiente oposicionista. Soube que sua conversa com Wellington Roberto foi subjetiva e tensa. A mercadoria que Cássio quer vender ta bichada.
A base cassista se mantém fiel ao ex-governador e vota nele para senador. Já no que se refere a Ricardo e Efraim, a sintonia não é mais tão fina. A chapa é perecível.
Abastecido de pesquisas, Ricardo já detectou essa falha e tem cobrado unidade na estratégia macro política.
Some-se a isso o desgaste da dúvida jurídica de sua elegibilidade, pois ainda poderá ser alcançado pelo Ficha Limpa, e os fantasmas de Efraim assombrando as lideranças em todo o estado. Quem quer se associar a escândalos?
Entretanto, nada justifica o comportamento questionável e o bate-boca desnecessário com Nilvam ontem ao vivo. A lógica de uma entrevista é o entrevistador ficar a vontade para perguntar e o entrevistado fica a vontade para responder.
Cássio só acha bacana o que é confete e confunde jornalismo com guia eleitoral. Cá pra nós: passar na cara uma gentileza que fez em favor da carreira daquele radialista é mesquinharia política ou ameaça velada.
Como um dia replicou Lobão: decadence avec elegance!