Cícero não vai mais viajar para os Estados Unidos, anunciará a desistência esta semana e junto com seu grupo vai apoiar a candidatura de José Maranhão


Cícero vai anunciar apoio a candidatura de Zé Maranhão
Cícero vai anunciar apoio a candidatura de Zé Maranhão
Cícero não viaja para os Estados Unidos, o PSDB vai se coligar com o PSB na majoritária e Ivandro é o vice de Ricardo Coutinho. E anotem aí: o senador vai anunciar apoio à candidatura de José Maranhão nas próximas semanas. 
É infidelidade? É, mas Cícero não é candidato. O raciocínio é o seguinte: Cícero esticou a corda até onde deu.  A estratégia para atrapalhar a eleição de Ricardo mudou. 
E só existe uma maneira, que é orientando o seu grupo a migrar para a campanha de Maranhão, saindo de uma fase subjetiva para outra mais objetiva. 
A lógica interna do PSDB é a seguinte. Se Cássio pode ficar com o arquiinimigo de Cícero, este também tem o direito de ficar com o arquiinimigo de Cássio. Eles estão quites. 
Cícero lutou até onde deu, atropelou a unidade das oposições se colocando entre Cássio e Ricardo. Mas, agora o desfecho não pode mais ser adiado, sob pena de os deputados do seu partido não se reelegerem por falta de coligação. 
Cícero é homem de partido, mas não tem sangue de barata. Se infidelidade for se manter coerente e não capitular diante do adversário ferrenho, ele vai ser infiel aos Cunha Lima, mas fiel aos seus princípios.
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