Aesa prevê chuva forte para este domingo na Paraíba


Em toda Paraíba a previsão é de chuvas fortes até amanhã, principalmente nas regiões do Agreste Brejo e Litoral. O aviso é da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) que informou ainda que até ontem havia chovido em mais de 80 pontos do Estado. A preocupação com as 34 áreas de risco em João Pessoa aumenta com o início das precipitações. Segundo o gerente executivo da Defesa Civil do Estado, coronel Cinval Pinheiro Borges, os municípios paraibanos com maior quantidade de áreas de risco são Cabedelo, Sousa e São João do Rio do Peixe.
Apesar da preocupação com as barreiras e encostas o coordenador da Defesa Civil da Capital, Manoel Antônio de Almeida Duré, garantiu que não há risco de acontecer na Paraíba tragédia semelhante à do Morro do Estado, em Niterói, no Rio de Janeiro terça-feira passada, quando dezenas de pessoas morreram soterradas por deslizamentos de terra. As pessoas que perceberem algum tipo de risco devem ligar para o número 0800-285-9020 e acionar a Defesa Civil”, alertou.
De acordo com a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, até a manhã de ontem, a maior precipitação havia sido registrada no município de Santa Inês, de 92 milímetros. “Essas precipitações são decorrentes das águas do Atlântico que estão mais aquecidas e conduzem a formação de nuvens carregadas para esta região. É também nesse período que as temperaturas diminuem e chegam à máxima de 32 graus no Agreste”, esclareceu.
A meteorologista disse ainda que hoje e amanhã as chuvas deverão acontecer com intensidade forte ou moderada. “Na região do Sertão deve ocorrer chuvas isoladas”, disse. Na Capital as primeiras precipitações mais prolongadas já foram suficientes para alertar a população e os órgão públicos para evitar deslizamentos e alagamentos.
Plano de contingência
Para prevenir os deslizamentos de terra e enchentes, a Defesa Civil de João Pessoa elaborou um Plano de Contingência para as 34 áreas de risco da Capital. A Autarquia Especial de Limpeza Urbana (Emlur) informou que o espaço onde funcionava o Lixão da Grande João Pessoa, no bairro do Róger, desativado desde 2003 está sendo revitalizado e não está ocupado por nenhuma família. Ainda segundo informações da Emlur, uma Equipe de Operações Especiais com 18 funcionários, qualificados em rapel auxilia o trabalho da Defesa Civil do Município.
De acordo com a secretaria de Comunicação da Prefeitura, as ações do Plano de Contingência alcançará 20 pontos em João Pessoa. Algumas das localidades já atendidas são: a comunidade da Rua Tito Silva; a barreira localizada na Rua Minervino Bione, na Torre e no Beco da Botina, no Róger. Na próxima semana será coberta com uma lona uma barreira localizada no Bairro de Cruz das Armas. O gerente executivo da Defesa Civil do Estado, coronel Sinval Pinheiro Borges, está confiante que as chuvas o inverno serão menos rigorosas que os dois últimos anos.
População teme acidentes
Para prevenir os deslizamentos de terra e enchentes, a Defesa Civil de João Pessoa elaborou um Plano de Contingência para as 34 áreas de risco da Capital. A Autarquia Especial de Limpeza Urbana (Emlur) informou que o espaço onde funcionava o Lixão da Grande João Pessoa, no bairro do Róger, desativado desde 2003 está sendo revitalizado e não está ocupado por nenhuma família. Ainda segundo informações da Emlur, uma Equipe de Operações Especiais com 18 funcionários, qualificados em rapel auxilia o trabalho da Defesa Civil do Município.
De acordo com a secretaria de Comunicação da Prefeitura, as ações do Plano de Contingência alcançará 20 pontos em João Pessoa. Algumas das localidades já atendidas são: a comunidade da Rua Tito Silva; a barreira localizada na Rua Minervino Bione, na Torre e no Beco da Botina, no Róger. Na próxima semana será coberta com uma lona uma barreira localizada no Bairro de Cruz das Armas. O gerente executivo da Defesa Civil do Estado, coronel Sinval Pinheiro Borges, está confiante que as chuvas o inverno serão menos rigorosas que os dois últimos anos.
População teme acidentes
Apesar do trabalho de monitoramento da Defesa Civil, a população que está em áreas de risco está assustada por causa dos últimos acontecimentos nacionais provocados pelas chuvas. Assim acontece com o carroceiro José Antônio dos Santos Evangelista, de 22 anos, que mora com a esposa de dois filhos há dois anos na frente de uma encosta no bairro do São José e nunca recebeu uma visita da Defesa Civil. No mesmo local vivem pelo menos outras 20 famílias.
Atrás da casa do carroceiro há uma área que ele mesmo desmatou na barreira. “Eu tirei umas plantas daqui pra plantar uns legumes pra gente”, disse. Contudo, o risco aumenta com a retirada da vegetação das barreiras, segundo o assessor técnico da Defesa Civil, Alberto Sabino, aumenta o risco de deslizamentos.
Assim como o carroceiro, o autônomo Tiago Maurício, morador do bairro do Renascer I, teme o deslizamento de uma encosta da Rua Saturnino Brito. Ele mora no local há 13 anos e contou que já recebeu visita de equipes da Vigilância Sanitária, mas teve suas reclamações atendidas. “Eles vieram aqui, mas como disseram que não era um precipício, não fizeram nada”, disse.
Moradores do bairro do São José também têm medo que o Rio Jaguaribe, quase completamente obstruído por lixo e entulhos, transborde já nos primeiros dias de chuva. Um agente de saúde que não quis ter o nome revelado disse que se chover mais dois dias, a água começará a entrar nas residências.
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