Tempo ruim para Efraim: bola da vez na mídia nacional, senador de Ricardo é o protagonista de vários escândalos


Imprensa vasculha enorme passivo de escândalos em que Efraim se meteu
Imprensa vasculha enorme passivo de escândalos em que Efraim se meteu
Efraim vai cair, assim como Ney caiu, Efraim vai sucumbir frente o poder de fogo da mídia, que vai fazer dele um Judas sem dó nem piedade.Traçando um paralelo com a previsão do tempo, a possibilidade é de pancadas de chuvas e trovoadas e um temporal vai desabar no lombo do senador do DEM. 
Nada inventado, não se trata de orquestração ou preconceito contra nordestino. Efraim tem rabo de palha e a imprensa vai tocar fogo para exigir depuração no senado. 
Ele é o bode, mas um bode expiatório que merece ser amarrado e abatido pra festa da democracia. 
E ninguém tem a menor pressa. O que se tem de munição contra o senador do DEM dá para bater nele até o último dia de campanha sem repetir uma vírgula. 
Agora ele foi exposto em rede nacional por uma reportagem veiculada em o Estado de São Paulo, que revelou que o STF “está investigando Efraim por desvio de recursos públicos e fraudes em licitações. De acordo com a Procuradoria Geral da República, há indícios de que Efraim repassou dinheiro do Senado a empresas de comunicação da Paraíba sem realizar licitação em troca da publicação de notícias favoráveis a ele”.  
A reportagem do Estadão informou ainda que o relator do inquérito, ministro Carlos Ayres Britto, solicitou diligências à Polícia Federal. O ex-primeiro secretário do Senado é suspeito de ter cometido crime contra a Lei de Licitações e de ter desviado ou se apropriado de recursos públicos em proveito próprio (peculato).
Perguntar não ofende: o que fará Ricardo quando na campanha explodir mais denúncias contra Efraim Morais e a inelegibilidade de Cássio for confirmada?
Acompanhe atentamente uma entrevista que Efraim concedeu a Veja no ano passado. 
Nos últimos quatro anos, o senhor empregou 52 pessoas na estrutura administrativa do Senado. Mas elas não trabalhavam em Brasília. Como o senhor explica isso? Elas faziam assessoria para mim. Eu não tinha obrigação de ser apenas o gestor do Senado. Também tinha um espaço político que precisava ser utilizado. Eu melhorei minha assessoria no meu estado.
Mas esses funcionários não estavam lotados em seu gabinete pessoal. Estavam lotados na estrutura administrativa do Senado. O regimento da Casa me dá esse direito.
Que tipo de assessoria eles prestavam ao senhor? Assessoria política.
Onde ficavam esses assessores? Na Paraíba.
O senhor pode citar uma atividade específica a cargo deles? Na atividade política não há exatamente o que fazer. É uma ação política, abstrata, se faz aquilo que é preciso ser feito.
O senhor não acha razoável que o contribuinte saiba o que fazem servidores públicos?Não estou fazendo nada de errado. Eles pertencem à estrutura que eu dirigia. Não criei nada.
O Senado auditou, até agora, quatro de 34 contratos assinados pelo senhor desde 2005. Concluiu-se que eles foram superfaturados. Todos eles foram aprovados pelo Tribunal de Contas da União.
Um ex-assessor do senhor, Eduardo Ferreira, se encontrava clandestinamente com integrantes da quadrilha que fraudava licitações. Qual é a sua relação com ele? Conheci Eduardo na Câmara dos Deputados há quase dez anos. Fizemos amizade. Não havia nenhuma outra relação a não ser essa. Já expliquei isso à PF. Quando ele foi investigado pela polícia, em 2006, já não era mais meu assessor. Há um documento do Ministério Público que diz que eu não estou sendo investigado.
Mas esse ex-assessor foi filmado pela PF abrindo a porta de seu gabinete no meio da noite. Todo funcionário meu tem a chave do meu gabinete. Só quem não tem chave sou eu.
Mas como, se ele não era mais seu funcionário? Ele ficou com a chave. Não a devolveu. Eu não sabia que ele tinha a chave do meu gabinete.

O senhor tem negócios com ele?Nunca tive negócio com nenhum funcionário meu.
Existe uma procuração dele transferindo ao senhor 50% das cotas de uma empresa em Brasília. Eu nem sabia disso. Ele passou a procuração para mim sem eu saber. Tudo o que possuo está no meu imposto de renda.
Qual é o seu patrimônio declarado?Tenho três fazendas que, somadas, talvez não formem uma. Também tenho dois apartamentos em Brasília e um apartamento e uma casa em João Pessoa. É basicamente isso. Foi tudo adquirido antes de me tornar senador, com exceção da minha casa na praia.
Qual é o valor declarado de seu patrimônio? Não se mede um homem pelo que ele tem. Mas é em torno de 2 milhões de reais, ou menos.
Recentemente, o senhor comprou uma cobertura em João Pessoa para um de seus filhos. Ela foi adquirida no período em que o senhor já era senador. Um apartamento idêntico, no mesmo prédio, está à venda por 1,9 milhão de reais. Não vale isso, não. Não dá para avaliar um imóvel pelo valor pelo qual o vizinho está tentando vender o dele. Paguei bem menos que isso. Foi com um cheque meu.
Terminada a entrevista, a chefe de gabinete do senador, Mariângela Cascão, chama os repórteres até sua sala. Ela exibe um parecer favorável à contratação de assessores nos estados de origem dos parlamentares. O problema é que os fantasmas de Efraim foram empregados na estrutura administrativa do Senado, não em seu gabinete particular. Deveriam trabalhar para o Senado, não para o senador. Em seguida, em voz baixa, Mariângela Cascão esclarece o mistério sobre as atividades dos assessores de Efraim:
“O senador não pode dizer isso a vocês. Esse pessoal fazia política para ele na Paraíba. São cabos eleitorais dele. É que vocês são de cidade grande, não entendem como funciona a política no interior. Se não for assim, o senador não se elege”.
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