Senadores pedem investigação sobre Censo do Legislativo


Senador Efraim Morais é apontado como mentor das contratações

A revelação de que irmãos do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia foram contratados pela Casa para trabalhar no I Censo do Legislativo surpreendeu os senadores. Eles querem que o Ministério Público Federal investigue a prática de nepotismo e a suspeita de que o levantamento foi improdutivo.  

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) diz que, em princípio, deve ser adotada a transparência total da administração do Senado na internet, com a divulgação de todos os contratos e de todos os funcionários com suas respectivas remunerações.  

O senador afirma que é importante que seja aberta uma "sindicância administrativa para apurar por que o censo foi tão mal feito". Suplicy evita, em princípio, apontar as responsabilidades pelo fato de os dados do censo não terem sido utilizados e de haver contratação de parentes do então diretor-geral. "Primeiro, a sindicância tem de contar o que aconteceu para depois apontarmos as responsabilidades", ponderou.  

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou que o caso deve ser encaminhado ao Ministério Público. "Envolve dinheiro público e a medida é remeter para o Ministério Público para processo por improbidade contra o primeiro que está na linha, o Agaciel", disse o senador, ex-procurador-geral de Justiça de Goiás.  

Demóstenes foi mais cauteloso ao comentar a responsabilidade de Efraim Morais (DEM-PB), seu colega de partido e apontado por Agaciel como mentor das contratações. "Aí é questão de investigação. A investigação vai revelar. Com relação ao Efraim, tem que investigar. Em relação a Agaciel, está evidente", afirmou. "O atual primeiro secretário tem que tomar cuidado para que ele não incorra nos mesmos vícios que o Agaciel incorreu da outra vez. Para Demóstenes, Heráclito deve tomar essas providências "sob pena de sofrer o mesmo procedimento que o Agaciel deve sofrer agora".

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